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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

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O PRESÉPIO

o presépio.jpg

Como é do conhecimento geral, o Presépio faz-se, tradicionalmente, na chamada quadra natalícia que, como também sabem, celebra o nascimento de Jesus. Logo, é uma quadra festiva onde os abonados gastam uma pipa de massa e os tesos fazem das tripas coração para os imitarem, em louvor ao Deus Menino.

Não é de estranhar que o Natal tenha sofrido fortes influências estéticas e simbólicas, no final do século XX e início do século XXI, devido ao chamado processo de globalização; pelo menos, cá no burgo, o Presépio deixou de ter a relevância que tinha antes da chegada desse fenómeno. Isto, sem embargo das modas que já cá existiam, importadas ou não, antes da informatização da sociedade.

Foram influências que ficaram, dominadas essencialmente por duas representações pictóricas ou conceitos estranhos à nossa cultura: o Pai Natal (ou São Nicolau) da Finlândia (e não só) e a "pagã" árvore de Natal, carregada de presentes (os actuais presentes ou pechisbeques de mau gosto que, teimosamente, se oferecem só porque sim, parecem simbolizar as ofertas dos três reis magos ao Menino Jesus), adoptada pelos nórdicos, nomeadamente, pelos anglo-saxões.

No entanto, há que referir que a tradição da árvore de Natal é muito anterior ao nascimento de Cristo, daí a sua associação a cultos que não seguiram o cristianismo ou à eterna mistura entre o sagrado e o profano...

Haveria muito para dizer acerca da tradição natalícia em geral e da nossa em particular. Todavia, penso que podem encontrar mais informação na Wikipédia que foi onde fui buscar esta síntese.

Em conclusão, se é um cristão convicto, daqueles que seguem religiosamente a tradição e que não faltam à missa do galo, já pode tirar do armário (não confundir com a expressão "sair do armário") o seu presépio; se não possuir um, há muitos à venda para todos os gostos e todas as bolsas.

Se tiver jeito para a olaria, tanto melhor. Sugiro, então, que obtenha barro q.b, molde as convencionais figurinhas à mão e coza-as no micro-ondas (ficam muito bonitas). Pode ser que ainda vá a tempo de descobrir a existência de uma veia artística escondida, algures, no seu âmago.

Vai ver que o Natal, assim, tem mais encanto e, já agora, desista da árvore de Natal; defenda a sobrevivência da nossa floresta e, sobretudo, preserve o nosso capital cultural se faz favor! Obrigado e Boas festas!

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