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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

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A CULPA É DOS ASTROS

adiamento da passagem de ano.jpg

Segundo uma observação, supostamente bem observada, embora não comprovada (óbvio), de um eminente pardo observador do Observatório Astrológico Internacional (OAI), o Professor Sá Tellit, é provável, embora pouco, que a passagem de ano seja adiada para uma data ainda a anunciar. Tal observação deixou muitos sectores da actividade laboral, nomeadamente os ligados ao turismo, hotelaria e restauração, preocupados e até atónitos. No entanto, sabe-se de fonte insegura que os industriais desses três ramos (não confundir com os três ramos das Forças Desarmadas) já estão a tomar várias medidas para obviar os eventuais prejuízos derivados da falta de eventos festivos de fim de ano, dado que é tudo gente que gosta que lhe façam festas.

Com efeito, na semana passada, o conceituado professor de astrologia revelava num programa matinal de televisão apresentado por uma astróloga muito abelhuda chamada Maia Vanessa, que, por razões específicas, alheias à vontade de quase todos, o ano que está prestes a deixar-nos, afinal não está tão prestes, João!

O efusivamente celebrado minuto zero poderá, assim, perder toda a graça e significado simbólico e celebrá-lo no minuto um já não será a mesma coisa.
Instado pela apresentadora acerca dos motivos da suspeita do eventual e insólito adiamento, Sá Tellit limitou-se a adiantar um passo curto à frente (passe a redundância), logo seguido de dois compridos atrás, precisando evasivamente que as causas eram de natureza diversa, mas essencialmente técnica e por isso de difícil entendimento por pessoas leigas, ele próprio um leigo muito desentendido na matéria, dado que é uma matéria negra. Contudo, salientou que a culpa não era dele, mas dos astros.
Todavia, dois astrólogos húngaros de reconhecido gabarito internacional, os Professores Arisztid Sat Urno e Bálint Nep Tuno, também presentes no programa da conhecida apresentadora, adiantaram cautelosamente passo a passo (passo a redundância), ao passo que iam revelando que o fenómeno, a ocorrer, dever-se-á a "um desequilíbrio no fornecimento de quasares iónicos aos propulsores do eixo imaginário de Júpiter o qual, por sua vez, poderá provocar outro desequilíbrio no eixo inimaginável de Urano"; por enquanto, conjecturas que até podem ser falsas, não fossem dar um passo em falso. É que, às vezes, nestas presunções, mais vale passar a marcar passo do que avançar a passo largo.
Ainda, segundo a opinião dos dois leigos, também eles muito desentendidos na matéria astral, é um "acontecimento raro que, na teoria, se repete de 200 em 200 milhões de anos, algo comum no Sistema Solar, apesar de nunca ter acontecido. Evidentemente que agravado pelas radiações de paralaxe, emitidas por uma bateria de asteróides afectos ao efeito de Doppler que, como se sabe, são muito chatos".
«Como se este possível evento não bastasse para preocupar as mentes mais captas, concluía, assim, o professor Tuno - uma exposição excessiva do Sol ao luar, pode resultar num pequeno atraso na marcha dos planetas Mercúrio e Vénus. Daqui pode resultar a ionização do hidrogénio circum-vizinho do Grande Aglomerado Globular de Hércules e uma impulsão crítica de energia de microondas!»
O Professor Urno que, curiosamente, na sua juventude jogou sempre à defesa na selecção de futebol "magiar", embora não venha ao caso, rematou:
«Ainda tentámos auscultar a opinião de Mister Stock, mas ele encontrava-se muito ocupado com o Rock em Spock Astral Festival, algures, noutra dimensão cósmica. Aconteceu o mesmo com Maximiliano Von Braun, um nazi regenerado, que teria 106 anos se fosse vivo. Também tentámos contactar o Batman, mas apanhou a pneumonia galopante e perdeu o freio.
Como deverão facilmente compreender, o Sistema Solar está um bocadinho descontrolado e pode não ser possível reajustá-lo a tempo do ano passar; já para não falar na paralisação parcial da Via Láctea e na consequente escassez de leite nos próximos tempos!»
Maia Vanessa, que por acaso também é uma grande taróloga, perguntou ao Doutor Sá Tellit quais seriam as consequências directas do acontecimento, se tal acontecimento vier a acontecer (passe a redundância), ao que o astrólogo respondeu que se mostrava convicto de que, por exemplo, a venda de calendários de parede para o ano de 2019 iria cair para "mínimos históricos". Contudo - ainda na sequência do seu raciocínio - pensa que os calendários de 2018 são de manter até que tudo se recomponha, pois nunca se sabe o dia de amanhã; o mundo dá muitas voltas e volta e meia troca-nos as voltas, por muitas voltas que dêmos ao miolo. E concluiu, prometendo dar as voltas ao problema com a colaboração dos seus distintos e leigos colegas húngaros.
Vamos torcer para que isto não passe de uma torpe mentira (fake news em amaricano).

O PAÍS DAS PETAS

o país das petas.jpg

Tudo o que se sabe sobre o País das Petas é escasso e disperso, misturando muito a realidade com a ficção; de tal modo que é difícil distinguir os factos concretos, da imaginação febril dos contadores de estórias, nomeadamente, os de estórias da carochinha, por mais incríveis que pareçam. Além disso, outra coisa não seria de esperar de uma estória à volta do País das Petas e, naturalmente, dos peteiros.

O primeiro problema surge com a localização: onde ficaria situado esse país tão peculiar? Segundo alguns estoriadores, essa terra estranha (supostamente fascinante) situar-se-ia algures entre o Estreito da Magalhães Coutinho (que saudades!) e o Largo do Rato; segundo outros, mais radicais, o PP estaria situado na confluência da Rua de São Caetano à Estrela e o largo do Caldas.

Também há quem contra-argumente com a possibilidade remota do PP ter estado localizado entre a Rua das Francesinhas, uma rua onde se comiam umas francesinhas bem boas, para quem não sabe - e olhem que não era fácil encontrar uma francesinha boa em Lisboa -  e o Largo das Necessidades que era o local para onde a malta acorria quando se via em calças pardas. Contudo, ainda não há dados que sustentem a veracidade destas conjecturas.

De qualquer modo,  e este é o cerne que está na origem deste artigo, os peteiros eram um povo muito curioso, cujos hábitos (mesmo os monásticos), podem ser considerados insólitos, à luz dos costumes presentes.

Conforme se sabe (se não se sabe, fica-se a saber), pelos padrões estéticos actuais, um nariz grande não é protuberância que se deseje, nem ao pior inimigo!

Porém, para os peteiros, uma penca era o apogeu da beleza e a afirmação bem evidente da cultura da mentira e, como tal, agarravam-se a este conceito como gato a bofe. Permitam-me aqui uma ressalva em relação aos narizes: Conheço algumas pessoas com narizes monumentais que, sem essas magníficas saliências perderiam toda a graça. E garanto que são muito senhoras dos seus narizes. Por vezes torcem-nos quando lhes chega a mostarda ou quando alguém mete o nariz nas suas vidas. Penso, também, que não é preciso ter um grande nariz para ficar de nariz torcido perante contrariedades. Aliás, acho que é uma reacção transversal a todos os tipos e tamanhos de narizes. Peço desculpa, mais uma vez, pelo devaneio; às vezes perco-me na prosa. Adiante.

Aquela gente era capaz de dar o pé (tive o cuidado de trocar o cu pelo pé para não ferir susceptibilidades) e oito tostões por uma peta, por muito insignificante que fosse. Aquilo era uma fé, prontos (que me perdoe aquela pessoa muito minha amiga que abomina a palavra "prontos")!

No entanto, os deuses haviam castigado aquelas pessoas ao ponto de uma das partes do seu corpo sofrer uma metamorfose instantânea, cada vez que um peteiro pregava uma peta. O membro (braço, perna, orelha, et cetera) crescia desmesuradamente e regressava rapidamente ao tamanho normal, mal o sujeito corrigisse a mentira. Excepção à regra, teriam sido as mentiras piedosas, essas parece que tinham isenção de penalização, embora sem confirmação cabal.

Convenhamos que devia ser uma situação confrangedora estar a tomar um café naquele café de esquina, ao virar da esquina, com uma pessoa amiga, ela confessar-nos, com o ar mais convencido do mundo, que naquele mês tinha conseguido um projecto de arquitectura fantástico, fora aumentada, tinham-lhe proposto uma colaboração mais estreita com o estúdio e com a secretária da administração e, imediatamente a seguir à conclusão da frase, ver-lhe a língua a crescer descontroladamente, mergulhando na chávena de café. Penso que, a ser verdade, deve ter sido uma cena muito tétrica, diga-se de passagem, seja por alto ou de leve (passe a redundância); ou ainda outro relato incrível daquela senhora que, ao subir para o 28, no Martim Moniz (que saudades!), desabafou petulante: «Se soubesse que isto ia repleto de gente, tinha trazido um dos dois carros que possuo!» Mal tinha acabado de pronunciar a rotunda peta, logo lhe começou a crescer a perna direita, atingindo tais proporções que os responsáveis da Carris (passe a publicidade) tiveram que desdobrar aquela carreira para efectuar o transporte exclusivo da perna da distinta criatura até ao seu destino...

A mentira era, por assim dizer, uma grande instituição no País das Petas e, em consequência disso, estava a empobrecê-lo a olhos vistos; era coisa que saltava aos olhos, até de olhos fechados...

Por essas e outras razões é que o ambiente político se agudizava, na medida em que o tempo ia decorrendo. Um clima dessa natureza custava os olhos da cara à economia do país e, inevitavelmente, aos seus cidadãos. Era de tal modo evidente que os debates na Assembleia Constituinte eram agitadíssimos, com constantes trocas de patranhas e, por consequência, a disformidade imperava no parlamento. Curiosamente, os narizes nunca cresciam! Vá-se lá saber porquê...

Havia até um político, cujo nome não revelo porque é chato, que era um mentiroso compulsivo. Claro que os outros políticos também eram muito aldrabões, mas este destacava-se pela sua compulsão mais manifesta para mentir. De tal maneira que se obrigava a usar babete para se resguardar da baba profusa que lhe escorria da boca. Como tinha muita lábia e, por inerência, iludia qualquer tolo, andava sempre com os lábios tão inchados que o superior, às vezes, tapava-lhe a visão, vejam bem!

Certo dia, estalou a bronca.

O Presidente, receoso de uma insurgência popular, falou ao país através da RTP (Rádio e Televisão Peteira:

«Caros concidadãos e concidadãs deste nobre país: Em reunião plenária extraordinária que terminou já de madrugada, o governo, sob os auspícios da Presidência, decidiu acabar de vez com as Petas e passar, com efeito imediato, a dizer Verdades; verdade verdadíssima!»

Foi nesse preciso instante que os telespectadores testemunharam algo diferente do habitual, no Presidente: algo a aumentar de volume. Aquilo nunca devia ter crescido em público. Na intimidade do lar, vá que não vá, agora ali, à frente de toda a gente, era uma coisa despropositada, uma afronta aos bons costumes; diria até aos direitos humanos!

Daí à sublevação popular foi um passo e um caso sério; uma autêntica balbúrdia por assim dizer; até parecia o faroeste!

Talvez, devido a esse episódio circunstancial e muito duro, nunca mais se ouviu falar nas Petas.

Apesar disso, o País sobreviveu e a aldrabice manteve-se até aos dias de hoje, graças a Deus!

CENSOS

censos.jpeg

Podemos aferir a qualidade de vida dos cidadãos, de um modo geral, pelos seus poder de compra, literacia, hábitos (inclusive higiénicos), estatuto social, et cetera. Para avaliar isso há os censos que não servem somente para recensear pessoas.

Assim, num qualquer censo não muito distante, mas garantidamente com pouco senso, para além de manifestamente inverosímil, foram colocadas algumas questões a um universo de 100 homens dos 9 aos 99 anos, residentes na Área Metropolitana de Lisboa, como, por exemplo, onde costumavam fazer xixi (urinar, verter águas, mudar a água às azeitonas...). 15% dos inquiridos declararam fazê-lo para dentro de uma sanita; 15% para fora da sanita; 32% para um copo; 44% faziam-no quando tinham vontade e 74% faziam-no no percurso entre a estação ferroviária do Rossio e o Terreiro do Paço.

É claro que este inquérito abrangeu pessoas que ainda eram do tempo dos famosos sumidouros de Lisboa, essas fantásticas obras d'arte que, hoje em dia, só é possível apreciar em gravuras de alfarrábios ou fotografias antigas (para quem aprecia, entenda-se).

A talhe de foice e também a título de curiosidade, faço referência a um edital camarário da década de 1950, reflectindo uma postura do Concelho de Distrito datada do ano de 1850 e qualquer coisa, em que se proibia a prática de funções naturais fora dos locais destinados para o efeito, ficando determinados, nessa postura, os locais alfacinhas onde o acto se podia fazer no "recato dos sumidouros públicos" (ver Wikipedia). Pois bem. A meu ver, isto leva à ilação de que houve aqui um brutal retrocesso civilizacional. No entanto, para não divagar, prometo que dedicarei um próximo artigo ao tema do retrocesso civilizacional, juro pelas cinzas cósmicas do meu tetravô!

Continuando com a análise da descrição estatística ou com a descrição analítica e interpretativa da informação quantitativa que não sei o que é, mas é só para encher isto, devemos subtrair aos 74% de homens que declararam fazer xixi entre a estação do Rossio e o Terreiro do Paço, um número significativo de indivíduos que, à margem do inquérito, por pejo, declarou fazer xixi em vãos de escada; 24% fez nas algálias e, finalmente, 85% não sabia ou não respondeu. Ora, como é fácil reconhecer, o total dos inquiridos ultrapassou largamente o universo dos 100%.

Outra questão indirecta utilizada para se ajuizar sobre as condições sócio-económicas dos agregados familiares, foi saber se possuíam electrodomésticos inteligentes. Com efeito, se se perguntasse, directamente, quais eram os rendimentos de cada inquirido, responderiam, quase de certeza, que eram insuficientes e, por isso, não davam para as despesas. Desse modo, convenhamos que as conclusões não seriam esclarecedoras e tampouco eliminariam dúvidas (passe a redundância). Portanto, as respostas à pergunta indirecta foram as seguintes: 32% dos indivíduos responderam que não possuíam porque não eram depravados; 24% responderam que tinham alguns, mas só de uma cor; apenas variavam os feitios; 1% respondeu que tinha um frigo-leitor de discos Blu-Ray; 22% declararam que possuíam uma grande quantidade de electrodomésticos inteligentes, mas tiveram que negociar um acordo colectivo de trabalho com eles porque reclamavam condições de labor mais dignas e a redução de carga horária para as 35 horas semanais. Inclusive, alguns electrodomésticos foram até ao limite das suas reivindicações, exigindo a adesão à tarifa bi-horária. 44% declararam possuir o televisor (gente tarada!) e apenas 2% afirmaram ter possuído a(o) cônjuge, o que perfaz um total de 125%.

Como é fácil de inferir, mais uma vez, os resultados apresentaram inexactidões que nunca foram devidamente corrigidas o que é uma pena porque os censos, assim, não têm senso prático e passo a explicar porquê:

Em primeiro lugar devo salientar que não há electrodomésticos só com uma cor. Há verdes, vermelhos, amarelos, azuis, pretos, brancos, lisos, estampados e por aí fora. Em segundo lugar, e não menos importante, discordo com 32% dos inquiridos, ao declararem que não tinham electrodomésticos porque não eram depravados. Desculpem, mas isso continua por provar porque, no tempo do Segismundo Freud, foram registados dois casos de relações sexuais: um com um aspirador e outro com uma enceradora. Portanto, houve aqui alguma falta de rigor nas respostas desta gente.

Contudo, como se depreende mais uma vez, o resultado final ultrapassou os 100%, talvez, porque alguns dos interrogados possuíam simultaneamente o televisor e a mulher. Enfim, gostos bizarros...

A uma outra questão acerca do número de pessoas que constituíam os seus agregados familiares, as respostas não foram muito conclusivas, pois 25% responderam que não sabiam o que era um agregado; 25% não sabiam o que eram pessoas; 1% preferiu o ex-Presidente Cavaco Silva; 14% nunca se deram ao trabalho de contar as pessoas e, finalmente, 61% declararam viver sozinhos com as respectivas famílias, o que, tudo somado, deu um total de 125%.

Então, se 25% dos inquiridos não sabiam o que eram pessoas, é natural que os mesmos 25% não soubessem o que eram agregados e, muito menos, familiares, n'é? Daí a duplicação e, já agora, o meu pedido de desculpas pelo subterfúgio semântico que só serve para baralhar as contas e, sobretudo, as ideias.

Mais a mais, verificou-se que, vivendo a maioria dos inquiridos (61%) sozinha com a família, 3% teve autorização para sair à noite, com a condição de estar em casa antes da meia noite ao luar.

Dos 14% que nunca contaram as pessoas que constituíam os seus agregados familiares, 2% eram estrábicos e 3% eram zarolhos, mas não se sentiam complexados com o facto; muito, antes, pelo contrário! Finalmente, 1% preferiu o ex-Presidente, Cavaco Silva, demonstrando alguma incapacidade cognitiva.

Podia continuar a divagar sobre isto, mas penso que o quadro é suficientemente claro para dar uma ideia geral da coisa. Querem maior clareza? Claro que não!

Todavia, poderei voltar ao assunto, mais tarde, a pedido e em exclusivo. Olhem, por exemplo, só para vos aguçar a curiosidade: Actualmente, 25% das pessoas, de ambos os sexos, tem dúvidas em relação à sua orientação sexual, apenas e justamente porque nunca saíram do armário; 21% dos homens calvos nunca provou sopa de tomate com poejos; 42& dos eleitores que acreditaram na "geringonça" não param de torcer a orelha, vá-se lá saber porquê. Os restantes não responderam ou não sabem.

Contas feitas, tudo leva a crer que o objectivo capital de qualquer censo, excepto o eleitoral, o consignativo e o reservativo (ver Infopédia), é saber quantos somos. Sabe-se que em 1975 éramos poucos, mas, como sugeria um famoso slogan partidário cujo partido não me paga para lhe fazer publicidade, "amanhã seremos milhões".

Foi também essa a conclusão a que chegou o último censo (2011): indubitavelmente, somos alguns milhões. Não muitos, mas bons malandros, segundo uma crónica famosa do Mário Zambujal. Acho que já escrevi isto algures, mas que se lixe!

 

"FAKE NEWS"

o boato.jpg

Segundo fonte de informação supostamente confiável, estaria para breve uma nova remodelação ministerial, não dos ministros e secretários de Estado, como é pouco habitual e seria recomendável, mas dos nomes dos ministérios.

À semelhança do Ministério da Deseducação e Ciências Ocultas, os demais ministérios passariam a designar-se conforme se segue: Ministério dos Transportes Pelas Ruas da Amargura; Ministério da Agricultura de Nabos e Nabiças; Ministério da Administração Danosa; Ministério dos Negócios Esquisitos; Ministério da Doença Crónica; Ministério da Defesa Meio-campo e Ataque; Ministério da Insegurança Social; Ministério da Habituação e Conformismo; Ministério da Ópera Bufa (em substituição do Ministério da Cultura (?) e, finalmente, até nova remodelação, o Ministério da Injustiça, ao qual seriam atribuídas três inéditas Secretarias de Estado: Secretaria de Estado Para a Justiça dos Ricos; Secretaria de Estado Para a Justiça dos Pobres e Secretaria de Estado Para a Justiça Cega.

Segundo a mesma fonte que, repito, refuto de bem informada, nesta remodelação - provavelmente a última antes da próxima legislatura - estaria previsto o encerramento do Ministério das Finanças para balanço, dado que o actual ministro é um absentista do caraças.

Caso esta nova orgânica não viesse a ser aprovada pelo Tribunal Constitucional, depois de ter passado pelo crivo do Supremo Magistrado da Nação, pôr-se-ia a hipótese de o Primeiro Ministro passar à reserva territorial, recebendo, para o efeito, um triciclo a pedais em substituição do habitual par de patins.

Com esta decisão, o nosso primeiro ficaria obrigado a comparecer ao controlo anti-doping semanal por causa das tosses. Porém, devo enfatizar que isto não passa de um boato ou, como agora é moda dizer-se, "Fake news".

 

 

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