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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

DIGO ISTO SÓ PARA EVITAR CONFUSÕES QUE NÃO APROVEITAM A NINGUÉM

digo isto só para evitar confusões que não apro

- O Silva é por parte da mãe que é uma filha de pai incógnito e da mãe do tio que é um filho da mãe da mãe. Digo isto só para evitar confusões que não aproveitam a ninguém, muito menos à filha da mãe.

 

- Ela vive há muito tempo com um primo em primeiro grau: o que é natural e o qual preza em alto grau. Isto, sem menosprezo para os demais porque se dá com todos, evidentemente. Porém, garante a pés juntos que não o divide com mais ninguém, tão ciosa que é do primo! Ela sabe que ele é primo por parte do irmão do pai que é um filho da mãe cógnita. Digo isto só para evitar confusões que não aproveitam a ninguém, muito menos aos primos.

 

- Ele esteve amancebado; por sinal, com uma belo rapaz, filho de boas famílias e, por isso, muito prendado. Somente, não foram feitos um para a outra. A coisa ia de vento em popa até que...não sei se vos diga, se vos conte. Não é que me diga respeito, mas digo isto só para evitar confusões que não aproveitam a ninguém, muito menos às famílias.

 

- Aquilo passou a ser um grande pé de vento lá em casa, valha-lhes Deus! Ao princípio era tudo muito bonito: romance, recadinhos doces escritos em "post-its" colados no frigorífico, mil beijinhos, partilha de momentos privados no "Faceboock", meu amor para aqui, meu amor para ali e, enfim, bebiam os ventos um pelo outro, como é comum dizer-se.

Aparentemente, nem se podiam queixar da vida porque ganhavam bem e saiam cedo. Além disso, moravam no Parque das Nações, num apartamento muito sofisticado e muito espaçoso. Uma casa tão ultra-moderna ou tão pouco que até tinha uma daquelas casas de banho inteligentes, provida - para além de outras comodidades tecnológicas - de uma sanita bidé que é um sistema de lavagem integrada muito divertido.

Ademais, era um apartamento onde as paredes têm ouvidos e tudo, imaginem só! Digo isto só para evitar confusões que não aproveitam a ninguém, nem às paredes, confesso!

 

- Vivo há um ano com um homem pelo qual continuo, estupidamente, apaixonada. Estou absolutamente abalizada para o afirmar porque ele é guarda-redes num clube da segunda  distrital cujo nome não vem ao caso.

O sujeito parece ser meu amigo, só que sinto que não é, na verdadeira acepção, um amigo do peito, pois parece não ter a mesma destreza manual que demonstra à baliza, se bem que seja ambidestro. Por essa razão e outras de que me reservo o direito de omitir, por uma questão de decoro, o nosso ninho corre perigo de insolvência, pois a riqueza do nosso amor apresenta um passivo superior ao activo. Digo isto só para evitar confusões que não aproveitam a ninguém, muito menos ao sujeito.

 

- Tínhamos tudo para sermos felizes, inclusive uma casa junto ao mar que desejava ardentemente que fosse um mar de rosas, mas nem tanto ao mar nem tanto à terra! Mais a mais ele até tem a paixão obsessiva do mar!

Sinto-me tão infeliz que, às vezes, desato num pranto porque amo-o tanto, tanto e, no entanto, passa as noites a observar os barcos com um periscópio, ao passo que as passo a ver navios! Digo isto só para evitar confusões que não aproveitam a ninguém, muito menos aos grumetes e aos primeiros e segundos-marinheiros!

 

 

SALADA DE FRUTAS

De repente, estando sentado na sanita (é verdade, concordo convosco em que não é o melhor lugar para divagar sobre o assunto em epígrafe, peço desculpa), lembrei-me disto e corri até ao computador - não sem antes completar a minha higiene, naturalmente - para o compartilhar antes que se me varra do pensamento. No entanto, sublinho, é apenas uma curiosidade, portanto, não fiquem a cismar! Então, é o seguinte:

Talvez não saibam, mas, se os morangos passassem a saber a quivis; se as clementinas passassem a saber a ananases; se as uvas passassem a saber a maçãs; se as meloas passassem a saber a mangas; se as melancias passassem a saber a cerejas; se as ameixas passassem a saber a nêsperas; se as nêsperas passassem a saber a ameixas; se os melões passassem a saber a papaias; se os figos passassem a saber a framboesas; se as laranjas passassem a saber a tangerinas; se as tangerinas passassem a saber a alperces e se os frutos vermelhos passassem a saber a bananas, penso, embora sem certeza porque depende muito do grau de degenerescência do nosso palato, que as saladas de frutas, apesar de tudo, continuavam a ter o mesmo sabor.

CONSULTÓRIO SENTIMENTAL DA EQUIPA DE REDACÇÃO

consultório sentimental.JPG

CS: «Olá. Sou uma mulher alta, sensual e, evidentemente, muito atraente. Além disso, dispo-me sempre bem, depressa e sem rebuço. O meu marido nunca encarou bem esta minha maneira de ser, muito espontânea, e acabou por sair de casa, de armas e bagagens, sem mais aquela.

Como devem calcular, fiquei em estado de choque! Até agora só tive tempo de telefonar para dois amigos de longa data que, ainda hoje, me virão prestar algum conforto e solidariedade nesta hora de muita solidão e tristeza.

Acham que estou a proceder bem ao chamar estas pessoas, assim, tão em cima do acontecimento? É que sinto-me tão só! Por favor, quero pôr tudo a nu!

Cremilde da Silva»

ER: «Cara Cremilde, pensamos que a sua atitude é a mais correcta. Além de que não vemos mal algum no facto de precisar de ser confortada pelos dois amigos que refere. Aliás, se outras razões não houvesse, bastaria a sua para nos fazer compreender que a solidão é uma disposição emocional muito dolorosa. Por conseguinte, cara Cremilde, parece-nos até que, desse modo, você recuperará facilmente o climax da felicidade a que estava habituada e águas passadas não movem moinhos, minha amiga! O amor é assim; é lindo enquanto dura e há mais marés do que marinheiros, embora os marinheiros façam falta quando se está de maré, mas, por favor, não vale a pena remar contra a maré se a maré é baixa, é inútil, aproveite as marés de sorte porque de marés de azar anda o mundo farto! 

Olhe, venha-se lembrando de nós e, se lhe aprouver, estamos ao seu dispor; somos uma equipa de vinte, adoramos pôr tudo a nu, e ele, às vezes, há finais felizes!» 

 

FR: «Olá. Tenho trinta anos, sou engenheiro informático, sócio-gerente de uma grande empresa ligada à minha área de formação, tenho olhos azuis, grandes e lindos, conduzo um Volkswagen New Beetle (passe a publicidade), amarelo canário, e frequento o Red Frog (passe a publicidade) aos fins de semana, para além de outras singularidades que, por acaso, não vêm ao caso. 

Casei-me há um par de anos com um colega da faculdade, um rapaz muito airoso e gentil, pelo qual me apaixonei perdidamente, tipo amor à primeira vista, porque só visto, contado ninguém acredita; e juro a pés juntos e bem assentes no chão que ele é lindo como uma flor do campo! Porém, aqui há dias, não sei como nem porquê, tive uma experiência extra-conjugal com uma filha da mãe e de pai incógnito, por sinal um senhor bem cuidado e de bom porte, com o qual também tenho mantido, regularmente, ralações sexuais porque ando sempre ralado com receio de o meu marido vir a tomar conhecimento das minhas infidelidades conjugais. Que hei-de fazer? Por favor, ajudem-me que isto é uma situação desesperante! Sinto-me tão impotente, meu Deus!

Frederico Rosas»

ER: «Caro Frederico, o que mais nos impressionou no seu relato foi a cor e a grandeza dos seus olhos. A situação que nos descreve parece ser irreversível, desgastante e patética, dado que nos suscitou, imediatamente, muita piedade - perdoe-nos a redundância. No entanto, pensamos que o seu caso não é, assim, tão complexo como imaginámos, a ponto de não se poder reverter, caro amigo. Basta que siga estas regras religiosamente: Coma muita fruta, levante halteres e faça clisteres. Besunte-se, também, com óleo de amêndoas doces, pelo menos, duas vezes ao dia antes das quatro principais refeições e pense, com urgência, em trocar de carro porque, para um moço impotente, só um bólide imponente. Vai ver que fica contente. Chau, bebé!»

 

NN: «Caros senhores, éramos dois seres adoráveis (ainda somos, claro), cada qual com o seu sexo, evidentemente (a gente até mostrava à comissão e tudo), profundamente apaixonados e trabalhadores independentes, cuja única ambição era fazer as pessoas felizes, independentemente da orientação sexual, religião, clubismo ou simpatia política. Tudo nos corria à feição e sem desregramentos, excepto as regras da minha sócia.

Não somos analfabetos, mas também não somos intelectuais, graças a Deus! Em boa verdade, também nunca estudámos para sermos intelectuais, lagarto, lagarto!

O mais longe que fomos, ao longo da nossa vida, foi a Badajoz. Sempre nos distraíamos e era no tempo em que valia a pena lá ir para comprar caramelos; e até nos desenrascávamos porque arranhávamos algumas palavras em grego, graças a Deus! Agora já ninguém vai comprar caramelos a Badajoz; é uma tristeza!

Também deixámos de frequentar salas de cinema porque já não exibem filmes alemães hardcore como antigamente. Que saudades das sessões contínuas no cinema Olímpia! Tudo vai desaparecendo, infelizmente...

Contudo, valha-nos isso, gramamos à brava os programas do CMTV, telenovelas e "talk shows", sobretudo os que dão na SIC e TVI, nomeadamente os da Júlia Pinheiro e da Fátima Lopes, respectivamente.  Só não vimos o Preço Certo porque achamos que devia dar depois do Telejornal e nunca antes.

Até escrevemos uma carta registada, com aviso de recepção, ao provedor do telespectador, mas ele, ou não percebeu patavina daquilo (a gente escreve muito mal) ou fez ouvidos de mercador porque só nos devolveu o aviso de recepção, vejam lá, ele que até ouve tão bem!

Não gostamos do PS, do PC nem do BE, mas também não votamos à esquerda, credo! É por estas e por outras que, se calhar, o melhor remédio, para nós, é o suicídio, visto que já ninguém liga para a gente! Andamos desconfiados que se deve à nossa idade avançada! Afinal, já não somos nenhumas crianças! Queríamos saber a vossa opinião.

 

Nandinho e Nandinha»

ER: «Porra, morram os Dantas e as antas! Morram! Pim!»

 

 

 

 

 

A AMBIÇÃO

ambição.jpg

Saber valorizar o que temos, por muito pouco que seja (herdei isso de uma pessoa que me era essencialmente querida), sem perdermos uma característica que nos tempera o carácter: a de combatermos uma certa propensão para a cobiça, é um acto de inteligência.

Apesar dessa tendência, inerente ao espírito humano, penso que não devia valer a pena, nesta nossa curta existência, contribuirmos para semear a discórdia por via de coisas tão frívolas como a obsessão por coisas materiais ou julgarmos injusto o falso pressuposto de que outros possam ficar beneficiados em relação a nós. Algo que não devia merecer tanto empenho em desavenças, dado que o único sentimento que sobeja é o de uma profunda mágoa para todos. Além disso é tão destituído de razão, na medida em que ninguém sai merecedor de vitória; e é estreito.

Quando a ambição excessiva atinge pessoas que julgámos, anos a fio, imunes às suas garras, é algo que magoa bestialmente.

Contudo, a vida continua e dizem que o tempo tudo cura. Talvez seja fácil para uns quando os interesses pessoais superam o amor. No entanto, para outros, é uma ideia que permanece como uma ferida aberta porque parece ser como se se tivesse perdido um elo muito importante, mesmo vital; e sobra um vazio lixado...

O ideal era haver um botão de apagar, no cérebro (não no coração porque é mole), que diluísse algumas memórias que é impossível eliminar...

Parafraseando alguém que, numa qualquer circunstância, desabafou mais ou menos isto: "Só temos que viver para os nossos filhos e netos". Sim, também!...

Factual, mas acerbo.

MOEDAS

moedas.jpg

Ora, cá temos mais dois figurões da nossa praça que, com um empurrãozinho daqui e outro dali, lá vão tendo, supostamente, algum sucesso noutras praças.

Rapazes pródigos em argumentos "complexos", são eles o Moedas e o Centeno. O primeiro, prolixo em questões chatas como as operações financeiras de carácter especulativo ou "especulando" melhor (ainda há gente muito ignorante, inclusive cá o je, desculpem lá): São uns investimentos de alto risco, feitos, geralmente, através de grandes bancos.

Operações destinadas a promover rapidamente a valorização de um activo, que até pode ser tóxico, e a sua venda posterior com lucros brutais. É mais ou menos isto com algumas nuances...

O "know-how" do Moedas, até pela sua ligação a um conhecido banco americano - o famigerado grupo de usurários que lucrou com a crise da dívida grega - é uma característica considerada muito positiva por qualquer sector financeiro que vise o proveito fácil à custa da desgraça de países com economias débeis...

Quanto ao Centeno, está mais ligado às centenas (de biliões) do Eurogrupo, por inerência de cargo, e ainda julgo que o conseguiu graças a um ministro alemão que, num momento de alucinação futebolística, o comparou ao "Ronaldo do Ecofin"...

As prelecções de ambos são sempre belas e difusas para os ouvidos de ferreiros, de tanto lhes matarem o bicho. Penso que tal incompreensão não se deve somente à inépcia da generalidade do auditório, mas, outrossim, à complexidade dos discursos destes e dos demais...

Eles e outros fazedores de política(s), do mesmo gabarito, também não descuram a moeda em si, no aspecto fundamental, altamente vulnerável às dificuldades do mercado de transacções, para não dizer do mercado de moedas, afinal o tema deste artigo de fundo ou de primeira necessidade, conforme o ponto de vista, sendo que aí é que bate o ponto e, por consequência, ser ponto assente. 

Vai-se tornando uma atitude cabotina insistir na utilização de dinheiro cunhado e papel-moeda, visto que o papel tem tendência para voar com o vento (sim, também pensava que só acontecia com as palavras) e jogar à moeda já teve melhores dias.

Afinal, há tantas formas de optimizar a circulação fiduciária, optando por outros tipos de dinheiro miúdo que não o que usamos no dia a dia, mais a mais com algumas caras e coroas que não conhecemos de lado algum e até temos raiva de quem as conhece.

Ainda houve alguém que se lembrou do porta-moedas multibanco, mas foi uma aposta gorada porque a malta continua a gostar de sentir o chocalhar e o cheiro da moeda sonante, esse vil metal, em contraposição com o metal nobre que não é para todos os bolsos.

Moedas esféricas são de fácil acomodação num vulgar bolso de calças (folgadas), pois permitem exercitar as mãos quando não estão ocupadas a mexer noutras coisas. Por exemplo, jogar bilhar de bolso que é um hábito tão do agrado cá da malta. Nas paragens do metro ou dos autocarros, nas estações de comboios, et cetera, enquanto esperamos, podemos entreter-nos na jogatina.

Contudo, moedas em conserva podem ser uma visão mais bizarra para fazer circular dinheiro. Dinheiro de sardinhas ou esmolas pelas alminhas, como é comum dizer-se. Dinheiro como milho ou muito bago também podem ser opções interessantes. Há pessoas que são capazes de matar a mãe por isto, acreditem!

 

Também se pode usar moeda a retalho, num metal bestialmente flexível e dúctil (passe a redundância; é só para encher), mas, para isso, teríamos que andar sempre munidos com uma régua e uma podoa com peta ou um cinzel - um podão com uma machadinha nas costas também serve - e, cada vez que quiséssemos fazer um pequeno negócio, seleccionávamos uma certa quantidade, terminando, deste modo, com os contratempos provocados pela falta de trocos.

Têm toda a razão, mas também não escrevi, aqui, que isto era para ter lógica ou fazer algum sentido que é a mesma coisa, n'é?

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