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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

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O DIA EM QUE ESTIVEMOS NUMA BOA

o dia em que estivemos numa boa.jpg

"Decorria o ano de 1877. Precisamente, 1878. Eu e o Ivens aguardávamos, impacientes, quiçá com alguma inquietude (passe a redundância), a chegada dos restantes membros da equipa expedicionária. O briefing antes da partida tinha lugar naquele hotel, cujo nome a minha memória se encarregou de apagar.

O nosso objectivo assentava na exploração, para efeitos científicos, de um determinado território da África Central (para mais informação, queiram ter a amabilidade de consultar a Wikipédia)...

Havia um mapa. As expedições não se faziam sem a preciosa ajuda das cartas geográficas. Até porque o GPS ainda não passava de uma quimera! O que tínhamos era exclusivo porque era muito nosso. Por isso, os ingleses o cobiçavam. Os ingleses cobiçavam tudo, eram uns gananciosos; uns miseráveis que queriam tudo só para eles. Até sonhavam com um caminho-de-ferro a ligar a África do Sul ao Egipto, imagine-se. Por essa e outras razões que não vêm ao caso, tampouco são fruto do acaso, e sabendo que éramos uns frouxos, impuseram-nos um ultimato, em nome da "velha aliança".

Todavia, não é do ultimato que trata esta estória. No entanto, poderei voltar a este tema, unicamente a pedido, adiante.

Como ia a dizer e neste meio tempo dispersei-me, peço desculpa, era vital traçar os limites do território com tinta cor de rosa, sob risco da nossa missão redundar num revés. Lá mais para a frente, se não me esquecer, explicar-vos-ei, tintim por tintim, como resolvemos este impasse.

 

Ambos, morríamos de tédio e canícula (estavam 40 graus à sombra de uma bananeira, à entrada do hotel) no meio daquele inferno selvagem. Quem se lembra de construir um hotel em plena savana, valha-nos Deus?! Porém, urgia concluir a demarcação antes de levarmos por diante a grande viagem de exploração.

«Este hábito de nos adiantarmos muito à expedição pode ser arriscado» - disse o Ivens.

«É a vontade de entrar em acção, meu caro!» - justifiquei-me.

«Viemos parar ao cu de Judas; mais a mais, entregues à bicharada!» - insistiu ele.

Estávamos nesta toada morna, diria mesmo desinteressante, embora não isenta de alguma preocupação, quando irromperam por ali adentro duas bichas. Silenciosas, enormes, furtivas, sinuosas e, de certo modo, petulantes.

«Olhe, nem de propósito!» - exclamei surpreso e, naturalmente, receoso.

 

Horas depois, chegaram os restantes elementos. Alguém desconfiou de tanto silêncio para além do normal quando se está num hotel isolado, no meio de nenhures. Gato escaldado...

«Capitão Stanley!» - voz determinada.

«Não somos desses, sua besta!» - murmurei, colocando a tónica na minha habitual animosidade em relação aos britânicos.

«Doutor Livingstone?» - voz hesitante.

«Arre!» 

«Ah, já sei! Major Serpa Pinto, certo?

«Até pensei que você ia perguntar, a seguir, se eu era a Rainha Vitória, porra!» - respondi.

«Mas..., onde pára, senhor Major que só escuto a sua voz abafada?»

«Estou numa boa!» - disse-lhe, já, meio assimilado.

«E o Comandante Ivens?»

«Eh pá, esse está na maior!»

Com efeito, a boa que abocanhara  Roberto Ivens era de porte superior àquela que tentava digerir-me.

Contudo, mataram as bichonas ainda a tempo de nos livrarem de sermos transformados. Abriram-lhes as panças, apararam metade do bigode do Ivens sem querer, completámos o mapa e seguimos viagem.

«O Capelo não quis vir, aquele cagarola!» - disse eu, na tentativa de não relevar esta lamentável peripécia.

«Pelo menos, safou-se de boas!» - reflectiu Ivens com o seu admirável poder de ponderação. Ou ele não tivesse uma enorme capacidade de reflexão..

Post scriptum: Este episódio que, não obstante a falta de tinta, não ficou no tinteiro, é baseado num acontecimento fabuloso."

In "O dia em que estivemos numa boa".

ULISSES E PENÉLOPE

ulisses e penélope.jpg

Olá, caros e inopinados leitores e leitoras deste prodigioso blogue. Espero que estejam com uma saúde de ferro e boa disposição que eu, por cá, vou andando menos mal, graças a Deus.

Hoje, apeteceu-me escrever umas letrinhas (apenas) sobre a vida atribulada de uma personagem, erradamente atribuída à mitologia grega; na minha modesta opinião, evidentemente.

A figura sobre a qual vos escrevo é Ulisses, mais precisamente, como já adivinharam.

Também conhecido por Odisseu, ou não fosse o herói da suposta Odisseia de Homero, foi rei de Olissipóna, muito antes dos romanos a conquistarem e rebatizarem de Olissipo. É só consultarem a Wikipédia.

Prosseguindo com a consulta à referida enciclopédia (online para quem não sabe), também se constata que foi casado com Penélope e que dessa perfeita relação nasceu um filho, um belo rapagão, registado na freguesia de São Sebastião da Pedreira, com o nome de Telémaco Dionísio da Silva.

Penso que estas coisas também não constituem novidade, seja para quem for. Afinal de contas, na net, descobrem-se estórias fantásticas e a interactividade é tão absorvente que folhear livros torna-se tarefa morosa e chata c'mo caraças! Sobretudo para quem sofre de preguiça mental, como é o meu caso. 
É evidente que isto teria outra piada se fosse uma estória inédita, mas vou fazer um esforço intelectual na tentativa de não repetir os lugares comuns da célebre Odisseia, sob risco de me tornar repetitivo.
Sendo assim, só vos peço um pouco de paciência para ler a minha versão da estória. Prometo-vos que vou tentar sintetizá-la o máximo que puder. Nem vou começar por "Era uma vez (Once upon a time, para inglês ver)", justamente para não perder tempo. Adiante:

 

Ulisses participou na famosa guerra de Troia, travada, obviamente, na península com o mesmo nome, com o seu não menos notável cavalo de Troia, um puro sangue lusitano por excelência. Contudo, a arte de cavalgar não era, definitivamente, o seu forte. Não por não ter querido ou sabido tirar proveito do "Livro de Ensinança de Bem Cavalgar Toda a Sela" de El Rei Dom Duarte, mas porque essa publicação só seria editada pela Livraria Bertrand (passe a publicidade) milhares de anos mais tarde. Depois, a cavalo dado não se olha o dente, como é comum dizer-se; isto porque o bicho tinha sido uma oferenda do deus Árion, também ele, um cavalo dos quatro cascos (quatro costados soava mal neste contexto e, efectivamente, Árion tinha quatro cascos).
Isto dava outra estória e não vos quero maçar. Continuando:


Assim que despachou os gregos para Ítaca, regressou a Olissipóna donde era natural.

Quanto aos gregos, coitados, viram-se à rasca (para não repetir gregos) para voltarem a ìtaca, pois, em vez de virarem à esquerda, a seguir a Vila Real de Santo António, navegaram sempre em frente e foram parar ao Cabo das Tormentas. Foi o cabo dos trabalhos (para não repetir tormentas) para evitarem o gigante Adamastor, mas lá conseguiram arrepiar caminho. Apesar disso, foi uma experiência de arrepiar os cabelos!
Lá, no Cais das Colunas (nesse tempo ainda não existia a Torre de Belém, local donde partiam e chegavam as naus catrinetas), era aguardado com impaciência desmedida, por Cérbero, um possante cão com, pelo menos, três cabeças e um grupo mais ou menos numeroso de indivíduos de porte atlético e caras de poucos amigos que, tal como o robusto canídeo, queriam apossar-se do reino e, por inerência, da bela Penélope. Como eram em maior número que o dos tripulantes do seu navio, nem ousou acostar; aproveitou a maré alta e deu às de vila diogo, rumando até à terra dos Mitófagos, uma gente muito esquisita que se alimentava de mitos. Ora, como o próprio era um mito, entendeu que era vital preservar a sua lenda.
Prosseguindo na sua odisseia, foi parar ao país dos Ciclopes, assim chamados por possuírem apenas um olho no meio da testa. Por lá se demorou algum tempo à procura de Biciclopes, espécie, infelizmente, em vias de extinção naquelas paragens. Porém, o que encontrou foi o gigante Polifemo que lhe engoliu oito companheiros, de uma assentada, enquanto esfregava o olho. Todavia, o nosso herói, num assomo de coragem, bravura, intrepidez, destemor, arrojo (passe a prolixidade) e sede de vingança, espetou-lhe uma lança no olho que o deixou ceguinho, só para não se armar em antropófago.
Entretanto, em Olissipóna, os candidatos a usurpadores, inclusive Cérbero, não paravam de assediar a sua amada esposa, naturalmente à vez para não gerar tumultos.
Penélope que era muito esperta, embora sagaz, de qualquer modo extremamente arguta e de rara inteligência, disse que só assumiria compromissos com todos os candidatos, inclusive Cérbero, quando terminasse um tapete de Arraiolos, o que, para aquele tempo recuado, demorava uma eternidade. Toda a gente anuiu, inclusive Cérbero e até o seu canito Argos que, embora não fosse cão que não reconhecesse dono, apenas identificava Ulisses pelo cheiro porque tinha cataratas e, pelo menos, era dono do seu nariz, como mais adiante comprovarei, se tiver tempo de terminar a estória.
Enquanto isto, o nosso herói prosseguia a sua odisseia, aportando à Eólia, terra inóspita e muito tempestuosa, onde morava com a sua esposa, Rosa dos Ventos, um deus com duas cabeças: vento de Norte e Suão, o qual lhe ofereceu um saco cheio desses ventos antagónicos para o que desse e viesse. Parecendo que não, podia dar algum jeito, em face do tempo não ficar de feição para a marinhagem. Só que um marinheiro mais afoito ou descuidado abriu o saco e foi um ar que lhe deu (ao marinheiro), pois os ventos de lá saídos foram tão violentos que projectaram o pobre diabo a muitas milhas de distância. Assim, Ulisses teve que adiar a partida, cerca de vinte e quatro horas.
No dia seguinte, conseguiu seguir viagem por mares nunca dantes navegados, indo atracar numa ilha onde vivia uma bruxa boazinha, chamada Circe que, como é consabido, era muito versada em maus olhados, males de inveja e de amor, inclusive males de vesícula. A pedido de Ulisses conseguiu transformar oito jovens suídeos, uma espécie de mamíferos bunodontes extremamente parecidos com o homem e abundantes naquela ilha, num grupo de marinheiros altos e garbosos que nem Adónis se lhes comparava. No entanto, isso tinha um preço, e o preço era o nosso herói e a sua tripulação permanecerem na ilha por tempo indeterminado, submetendo-se aos seus caprichos e feitiços; e Ulisses rendeu-se às suas condições de bom grado. Até porque a cachopa era um encanto, diga-se em abono da verdade.
Entretanto, em Olissipóna, apertava-se o cerco à bela Penélope que, em desespero de causa, decidiu usar um estratagema muito conhecido, mas sempre com óptimos resultados: fingiu fazer o tapete durante o dia e desfazê-lo durante a noite. Tal estratégia resultou muito bem, conseguindo, assim, adiar o que se comprometera a fazer, dado que o tapete não passava de um simples naperão. A malta estava a ser bem embarrilada pela Penélope, não se apercebendo disso porque passava o tempo todo a olhar para Telémaco que ia crescendo a olhos vistos e não tardaria muito a transformar-se num homenzinho de barba rija.
Na terra dos Cimérios, para onde prosseguira, muito tempo depois, a sua epopeia (só para não repetir odisseia que é chato) devido ao longo idílio com Circe, Ulisses encontrou um tipo chamado Tirésias, que era fantasma e muito parvo (não obstante ser alto), uma vez que se entreteve, todo o santo tempo, a mostrar-lhe alminhas penadas do outro mundo. Como se isso não bastasse, aconselhou o nosso herói a oferecer um sacrifício, mesmo pequenino, ao pai do Polifemo que chorava copiosa e ininterruptamente (só de um olho), há mais de dez anos, desde que o filho ficara ceguinho (só de um olho). Ulisses assentiu sem discutir e cortou o dedo mindinho que ele, nestas coisas, era muito supersticioso.
Muito mais tarde, já velhinho e cansado de navegar, após ter passado por muitas terras, ter conhecido muitas culturas, usos e costumes, criaturas estranhas, deuses e deusas de vários tamanhos e feitios, eis que um mar chão e um canto docemente apelativo proveniente de uma ilha chamada Lesbos, quase que o convenceram e à sua tripulação a ir no canto das sereias. Porém, ao chegarem mais perto da ilha, com Ulisses, bem amarrado ao mastro do seu  trieres e com algodão nos ouvidos (previamente avisado por Tirésias), fez orelhas moucas ao canto que, com efeito, era muito desafinado.


Penélope, continuava a fazer e a desfazer o tapete; e estava, naturalmente, mais velhinha e com tendinites cada vez mais dolorosas...


Na ilha de Hélios, o nosso conhecido Sol, os sobreviventes desta já longa odisseia, mortos de fome e calor, repararam numas lagostas suadas (permitam-me a liberdade de escrita, apesar de saber muito bem que estes bichinhos pertencem à família dos crustáceos decápodes) que aparentavam estar a pastar à sombra escaldante de uma azinheira. Vai daí, devoraram-nas ali mesmo. Até porque elas estavam a pedi-las porque pareciam mais mortas do que vivas. É claro que Hélios não achou piada àquela cena e pediu a Zeus que destruísse o navio de Ulisses com uma tempestade. Zeus fez-lhe a vontade, mas o nosso Odisseu, estava destinado a sobreviver e sobrenadar, contra todas as perspectivas.


Penélope, fazia e desfazia o tapete com dores atrozes e artroses...


Ulisses, depois de nadar à deriva apenas com um braço enquanto o outro segurava a Odisseia, completamente exausto, só e perdido, foi dar à costa da Ogígia, onde conheceu Calipso, uma ninfeta insaciável, que o enfeitiçou com propostas lúbricas. Por lá permaneceu durante sete anos, mais coisa menos coisa, gozando que nem um perdido.


Penélope, fazia e desfazia o tapete (com os pés)...


Decrépito, com gonorreia e chupado das carochas, fez-se novamente ao mar, a nado, sempre com a Odisseia debaixo de um braço e rumou até à terra do seu tio Alcino que, ao escutar a sua maravilhosa epopeia (ou odisseia, tanto faz) condoeu-se de tal forma que chorou compulsivamente até ficar sem lágrimas. Como resultado de tanta compaixão pela estória do sobrinho, ofereceu-lhe um batel no qual o nosso herói tentou viajar até Olissipóna.

Contudo, com o mar encrespado, a falta de instrumentos de navegação e a sua conhecida dificuldade em viajar interpretando as estrelas, tudo se conjugou para que Poseidon o levasse a uma terra desconhecida, para além do Mar de Atlas, cujos habitantes tinham a pele vermelha, provavelmente por via dos enormes escaldões que apanhavam. Convém relembrar que os protectores solares estavam longe de serem inventados.

Todavia, não era, garantidamente, Hélios, mas a terra prometida, um verdadeiro sonho por desbravar.

Montes de séculos mais tarde, um explorador viquingue, chamado Américo Leif Erikson (Erikson por parte do pai que era natural de Trás-os-Montes) deu-lhe o nome de América, não se sabendo, ainda hoje, a razão etimológica de tal atribuição...

Aí viveu Ulisses, doente, o resto dos seus dias, que não foram muitos, na companhia de Matryoshka, uma mulher de origem eslava, muito matreira, que, contudo, era a cara chapada da sua amada esposa, Penélope. Enfim, quem vê caras...

E pronto, como é habitual nestas estórias, o desfecho, por norma, é muito rápido; diria, até, brusco. É difícil comprimir uma estória tão extensa, mas foi o melhor que consegui fazer, destacando as passagens mais importantes, segundo o meu ponto de vista, tendo em vista fazer vista grossa ou, pelo menos, não dar nas vistas. Julgo que o resultado está à vista. Para algumas pessoas, é natural que não esteja à vista desarmada, mas não é obstáculo que um bom par de óculos não possa corrigir.

Penélope morreu a fazer e a desfazer o tapete (só com um pé), Telémaco herdou o reino de Olissipóna, cheio de buracos e calotes (já nesse tempo, valha-nos Deus!) e Argos morreu, velho e cego, sempre a cheirar o ar à procura do dono. Morreram todos, certamente, mas ficou o legado da Odisseia, erradamente atribuído a Homero. Julgo, aliás, que o poeta plagiou alguns cantos de Os Lusíadas, mas isso dava mais outra estória.

FOTO MISTÉRIO

foto mistério (2).jpg

Após tanto tempo de interregno, eis que retorno a este tema tão do agrado de quem passa por aqui e, verdade seja dita, penso que é um contributo superlativo para a formação pedagógica e o desenvolvimento da memória visual dos excelentíssimos leitores e leitoras, nomeadamente os que têm paciência para adivinhas. Só por isso, bem hajam!

Posto isto, apresento-vos, desta feita, uma fotografia do actor norte-americano Denzel Washington, aqui muito bem disfarçado e em alegre confraternização, numa cena do filme "O Elefante Branco", no título original: The White Elephant", produzido em meados da década de 1970. É só consultar a Wikepedia, "faxavor"!

Parafraseando o saudoso Lauro Dérmio: "Let's look at the trailer".

Peço desculpa pela má qualidade da fotografia, mas foi a melhorzinha que encontrei no baú da tia Gracinda que é toda cinéfila. Não confundir com sinófila - do inglês "sinophile" - que é uma gajada muito amiga dos chinocas. A talhe de foice até dou o exemplo de dois sinófilos muito famosos: António Mexia e Eduardo Catroga, uns mafiosos que se fartam de ganhar dinheiro à custa do balúrdio que nos cobram de energia. Por sinal, com o beneplácito régio das instituições "democráticas" que regem este país. Mas isso é outro negócio (ver china, edp, negócio), meus amigos! Prometo que voltarei ao assunto, qualquer dia, quem sabe...

À semelhança dos enigmas anteriores, para vos auxiliar, sempre posso acrescentar que a figura mistério foi criada e formada em Lisboa. Contudo, com a crise do Sporting (já naquela altura, imagine-se!) viu-se na inevitabilidade de sair da sua "zona de conforto" e emigrar para a Alemanha. Aí, trabalhou como moço de fretes numa fábrica de águas de Colónia. Porém, depressa se cansou do emprego e resolveu regressar a Portugal para completar os estudos. Só depois de um longo e doloroso estágio, lá conseguiu inscrever o seu douto nome na Ordem dos Advogados. Custou, mas foi, como é curial dizer-se.

Advogado e político (uma bela simbiose), fala fluentemente várias línguas, tanto vivas como mortas, sem esquecer a língua da sogra que é muito viperina.

Ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia, tem vindo a fazer de tudo um pouco ao longo da sua carreira. Todavia, algo o impede de conseguir atingir os objectivos a que se propõe. Parece ser uma enorme e incompreensível pecha que tem perseguido esta notável figura pública do Portugal Pós-25 de Abril.

No entanto, julga-se que se vai lançar numa nova aventura política com a criação de um novo partido. Dizem os soalheiros do costume que vai designar-se PPD/PSL (leia-se PPD do PSL*) para não haver confusão com o "PPD/PSD" com o qual rescindiu ultimamente, de forma unilateral.

Já todos adivinharam, certamente, que não se trata do Doutor António Vitorino, advogado, que tem exercido diversos cargos depois da "Revolução". Isto, não obstante ter algumas leves parecenças com a personagem enigmática. 

Até porque na juventude era mais novo e na infância era mais baixo. É claro que com os anos ficou mais velho e cresceu mais uns centímetros, embora não tantos como, certamente, desejaria. 

Nunca é de mais recordar-vos que não há prémios, à semelhança das fotos mistério anteriores, mas podem escrever as respostas num bilhete-postal (não sei se ainda existem) e endereçá-las para os próprios endereços para testarem o grau de morosidade dos CTT.

Para dificultar tanta evidência, compliquei a coisa ao colocar uma barista toda gira e boa a fazer festinhas à figura misteriosa.  Para fingir que é tudo a sério até dou as habituais sugestões:

 

Hipóteses:

a) Doutor António Costa

b) Camarada Jerónimo de Sousa

c) Assunção Cristas

d) Dona Zulmira do 1º Esqº

e) Doutor Loló

 

Boa sorte!

 

* E de mais alguns Passistas ressabiados...

 

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