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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

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UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

A MINHA VELHA ESCOLINHA

a minha velha escolinha.jpeg

Foi nesta escola que rabisquei as minhas primeiras letras, numa ardósia; decorria o ano de 1959. Era, nesse tempo, o do fascismo, uma escola masculina; a feminina não distava muito dali. Salazar e o seu amigo do peito, o cardeal Cerejeira, não queriam, cá, misturas...
Recordo que, depois da aula, corria feito doido até à escola feminina para ir esperar a Fernandinha - a minha "namorada" - que morava na minha rua, a rua Fernão Mendes Pinto, cujo nome foi substituído, não sei se há muito tempo, por outro, quiçá, mais distinto...
Um dia, deu-me na veneta e lembrei-me de fazer uma espécie de romagem de saudade até à terra onde vivi os primeiros doze anos de existência. Despertei uma catadupa de sentimentos que não se exprimem por palavras.
Penso que não sou um saudosista, mas há registos que não se apagam; são tantos, tantos! Nem todos bons, certamente, mas a saudade, quando afloram à nossa memória, filtra tudo e realça os bons.
É uma sensação fantástica; quase uma epifania; uma vontade enorme de regressar para me sentir, estranhamente, em casa.
Uma coisa é certa: A minha velha escolinha vai estar no meu coração até eu morrer...

O ALENTEJANO

- Mariana, estou chegando a Beja, filha, abalei, há bocadinho!

- Tu o quê, homem, não me digas! Queres-me pregar um susto? Ai que ainda me dá uma!
- É verdade, Mariana, vim-me embora, dei às de Vila-Diogo, agarrei nos quatro arrátes, pus-me na alheta, raspei-me e vim para o sul; as soidades eram muitas q'é que queres?! Mais a mais, o pandelero do meu patrão era de má raça; aquilo era só ralações. Acabaram-se-te as fezes, mulher!

O alentejano "abala" para um sítio qualquer que, normalmente, é já ali ao virar da esquina. O ser já ali é uma maneira de dizer que não fica muito longe, mas é sabido que qualquer aldeia perto no Alentejo está no mínimo a cerca de trinta quilómetros.

O alentejano "amanha" as suas coisas, não as arranja. Ele também tem "cargas de fezes", não tem problemas.

O alentejano vai "à do ou à da", não vai a casa de. Ele também se "inteira das coisas", não fica a saber.
No Alentejo não há aldrabões, há "pantomineiros" e também não se brinca, "manga-se".

No Alentejo não se deita fora, "aventa-se".

No Alentejo comem-se "ervilhanas" ou "alcagoitas" (amendoins) e "malacuecos" (farturas).

O alentejano não espreita nada nem ninguém, apenas se "assoma". Quando se "assoma” muitas vezes, pode sentir dores nos "artelhos" (tornozelos).

As coisas velhas são "caliqueiras" e muitas vezes viaja-se de "furgonete" (carrinha de caixa aberta),  meio de transporte que pode deixar as pessoas "alvoreadas" (desassossegadas).

Quando a vida lhe corre menos bem, é uma "moideira" (chatice) e fica "derramado" (aborrecido) com a situação. Às vezes, acaba por "garrear" (discutir) com outros, fazendo grande "descabeche" (alarido).

"Ainda-bem-não" (regularmente), o alentejano tem que puxar pela "mona" (cabeça) para se desenrascar, quando, muitas vezes, a solução dos seus problemas está mesmo "escarrapachada" (bem visível) à sua frente.

Não estou "repesa" (arrependida*) desta crónica, com vista aos detalhes do património oral que nos é tão próximo e muitas vezes de "bradar" aos céus.
"Dei fé" (pesquisei) de algumas expressões que considerei mais bonitas e tentei não criar uma grande "moenga". Apenas quero que guardem algumas na vossa "alembradura", nomeadamente quem tem alguma curiosidade em conhecer frases ou palavras muito engraçadas que fazem parte, desde tempos imemoriais, do nosso léxico regional. 

Nota do A TORTO E A DIREITO: Alguém endereçou este texto para o meu correio electrónico sem indicar a sua autoria. Se, por ventura, a sua autora*, passar por aqui e o reivindicar, está no seu direito e retirá-lo-ei imediatamente do meu blogue.

ESTÓRIAS URBANAS

estórias urbanas.jpg

I - Alimentava a esperança, embora ténue, de que, pelo menos desta vez, a sua esposa não depreciasse os seus gostos.

Aprontavam-se para ir a uma sessão de ópera no São Carlos, ele trajando um fato em tom azul zeferino, Armand Cardin, ela um vestido comprido, tricolor, preto, amarelo e verde-alface, com lantejoulas em tom grená, Carlota Joaquina.

Ele pegou nas chaves do velho Bentley, conferiu os bilhetes de ingresso, os cartões de crédito, deslizou delicadamente os dedos pelas têmporas grisalhas e finalmente calçou os sapatos de verniz com fivela, imaculadamente lustrosos, Salvador Onofre, enquanto se mirava no enorme espelho quadrangular à entrada do hall. A esposa opinou incisiva:
«Vai levar esses horríveis sapatos ante-diluvianos? Assentam-lhe mal com essa gravata, com esses joanetes, com essa cabeça calva e até comigo, sabe?!»
Naturalmente habituado à crítica cáustica da mulher, ele redarguiu contrafeito:
«Mas...mas, gosto tanto destes sapatos, não percebe? E condiz muito bem com o resto da indumentária; que raio de embirrança foi você arranjar agora! Ainda se chocasse com a cor do fato, vá que não vá!»
Ela:
«Tenha paciência, "mon cher". Ou descalça esses mamarrachos, ou não vamos ver o Rigoletto!»
Ele:
«Saiu-me uma boa tirana, essa é que é essa! Nem ao menos faz ideia de que, sem eles, sinto-me completamente nu?!»
«Escolha!» - rematou, ela, cruzando os braços em jeito de ultimato.
Para evitar conflitos com a esposa aos quais, por costume, não era atreito, satisfez-lhe a vontade e lá foram a caminho do São Carlos.
Tinham acabado de andar meio quarteirão, quando foram mandados parar numa operação stop e ele convidado a sair do veículo para soprar no balão.
Sem qualquer explicação, foi conduzido prontamente e sem demora (passe a redundância) até à esquadra mais próxima.

Esta coisa de se apresentar despido à autoridade ainda tem muito que se lhe diga. Oh, se tem!


II - Durante a permanência de um denso manto de nevoeiro sobre a cidade, daquele tipo de nevoeiro que não deixa vislumbrar um palmo à frente do nariz (neste caso, à frente dos óculos), ocorreu um fenómeno que ainda hoje o perturba, conquanto o sol já se erguesse alto e caldo.
Um desembargador reformado e viúvo, de nome Ezequiel Cipriano Canário, morador na Travessa do Pelourinho, Nº15, rés-do-chão Dtº, ao virar a leitaria da esquina à Lapa, de quem me reservo o direito de manter no anonimato para preservar a sua privacidade, deambulava ali para os lados do Jardim da Estrela, quando ouviu uma voz feminina murmurar "és tu, Sotero?". Sem conseguir identificar a sua proveniência, sentiu um frio súbito e muito intenso percorrer-lhe a medula espinhal. De tal modo que as gotículas que lhe afloraram os poros das regiões frontal, occipital e parietal, depressa se transformaram em cristais de gelo embora estivessem trinta graus à sombra. Contudo, não se pôs a cismar com aquela voz estranha e concentrou a atenção no que se estava a passar, não muito distante do local onde se encontrava, sei lá, talvez a uns três metros, se tanto:

Tendo apurado melhor o nariz, embora precisasse mais de óculos e não obstante o nevoeiro já se ter dissipado, divisou um grupo de frades descalços, em passo solene e a toque de caixa, os quais lhe pareceram ser da Irmandade dos Fiéis de São Bento, pela ladainha que vinham a invocar ao Santo.
De uma coisa teve a certeza: aqueles irmãos eram figuras muito conhecidas e gradas dos crentes do venerável beneditino.
O cortejo era encabeçado pelo irmão Aníbal, natural de Boliqueime, e um grupo de defensoras dos direitos das passarinhas enjauladas, de maminhas ao léu, fechava a comitiva bizarra.
Visivelmente perturbado e sem ser visto, por muito paradoxal que nos pareça, esperou que passassem, não fosse o acontecimento uma visão fantasmagórica e até alegórica (porque não?) do outro mundo.
Depois de ter presenciado a cena (em boa verdade, bastante paranormal) e ainda mal refeito do que acabara de testemunhar, saiu do esconderijo e percorreu o caminho pisado por aquelas personagens insólitas. Por lá encontrou vários objectos, entre os quais dois bacios de fina porcelana portuguesa, Bellavista, um em estilo rococó e outro em estilo rixixi, uma chávena chinesa, efectivamente made by RPC, com um restinho de chá, ainda fumegante, duas celas do melhor couro andaluz, um par de botas de montar, em calfe, ambas do pé esquerdo, uns óculos de Sol Honório Hernani aparentemente novos, um lencinho de assoar, vermelho, debruado com fiozinhos de oiro a preceito e a exalar um suave perfume a água das rosas e, finalmente, excrementos de equídeo, o que achou muito estranho, pois não vira cavalos, tampouco éguas, muito menos burros. Todavia podem ter sido mulas ou machos e passaram despercebidos, vá-se lá saber. Presumindo que tudo aquilo já se encontrava ali antes da passagem do cortejo, excepto um pauzinho de gelado Olá (passe a publicidade), guardou-o e regressou a casa cheio de inquietude e, simultaneamente, excitação desusada pelo achado.
«Repara como o nevoeiro nos reserva surpresas interessantes» - disse à falecida, exibindo triunfalmente para o vazio o pauzinho de gelado.

 

CASOS JUDICIAIS IMPROVÁVEIS: O CARTEIRISTA

o carteirista.jpg

Baseado no romance homónimo de Robert Burnier, vá-se lá saber porquê, "O Carteirista" (Pickpocket, para inglês ver) narra a estória atribulada de dois corruptos que se cruzam algumas vezes, um no papel de corruptor e outro no papel de corrompido (não confundir com cu rompido, não obstante serem palavras homófonas).

Como em todas as estórias que metem corruptores e corrompidos, há quem os considere boas pessoas e às vezes, até, vítimas de suposições infundadas, torpeza ou das circunstâncias.

Bem diz o povo, e muito sabiamente, que "a ocasião faz o corrupto", ou "corrupto que rouba a corrupto tem cem anos de perdão (não rimam, mas que se lixe)". Estes aforismos acabam por ter alguma lógica; quando mais não seja, aforística.

Outros anseiam vê-los na cadeia durante muito tempo, mas, enfim, é como tudo, pá (não confundir com "eu como tudo, pá!" em alentejano)

Quaisquer considerações acerca do carácter das personagens aqui retratadas, ficam ao critério dos eventuais leitores e leitoras. Não me cabe, a mim - passe a redundância - ,fazer juízos de valor; não é esse o propósito desta análise. Prossigamos.

A obra é uma abordagem centrada, em primeiro lugar, num caso de absolvição sui generis, dado que só se conheceu o seu desfecho após um longo processo que se arrastou durante mais de vinte anos (é obra!), com tudo o que isso pesa, em termos de ansiedade e incerteza, para os infelizes agentes delituosos e respectivas famílias.

Uma das personagens, e de certo modo o sujeito fulcral do livro, é um indivíduo de aparência cuidada, ar inocente e um "bon vivant". O seu nome é Artur Salgado Inocêncio, carteirista de profissão (pickpocket para inglês ver) e corrupto nas horas vagas.

Este ex-provável meliante, de presumível ascendência dolicocéfala por parte do pai e mística por parte da mãe, protagoniza o autor confesso de um violento crime de assalto à mão desarmada efectuado numa manhã remota de 4 de Fevereiro, cujo ano foi omitido de forma inexorável e sem qualquer explicação do autor, mas, do mal o menos, "é só fazer as contas".

O referido assalto havia sido perpetrado na estação de metro da Rotunda (actual Marquês de Pombal), na pessoa de uma senhora idosa, com cerca de noventa e sete anos, que se aprontava para entrar numa carruagem com destino a Alvalade. Desse ferino e despropositado crime (a mala da velhinha continha apenas um lencinho de mão com ranho seco, algumas moedas dispersas, uma nota de vinte com a figura de Santo António, um terço e dois preservativos por estrear) resultaram ferimentos graves na pobre anciã, a qual foi prontamente socorrida por populares que imediatamente ligaram para o 115 (na altura ainda não existia o 112 nem o 808 24 24 24) que deslocou, sem a mínima demora, uma ambulância para o local, três horas depois.

De pouco serviu a prontidão do 115, pois a senhora jamais (não confundir com "jamé", uma palavra que ficou célebre, proferida por um ministro parvo que ficou célebre e mais parvo por tê-la proferido) recuperou das pisaduras de que foi alvo, até hoje, encontrando-se, por consequência, em estado de coma induzido a pedido da família. 

Durante a fase de julgamento, a defesa, astuta como é apanágio das defesas, apresentou uma dúzia de testemunhas (à dúzia sai mais barato), sendo que nenhuma delas se lembrou do que tinha feito no dia anterior, quando mais no longínquo dia 4 de Fevereiro.

A acusação bem insistiu no sentido das ditas tentarem avivar a memória, mas foi em vão, nicles de bitocles; bateu o pé, rabujou, chamou nomes, mas daquelas bocas não saiu fosse o que fosse, tampouco, uma vogalzinha, ou uma consoante, nada de nada.

A defesa pediu que fosse declarada a inefabilidade crono-jurídica (penso que esta palavra composta não existe, mas que se lixe) do momento e a acusação pediu baixa devido a uma crise de rinite alérgica do Delegado do Ministério Público. Contudo o pedido foi indeferido para não adiar o julgamento sine die. Foi requisitada, sem demora, a presença de um Subdelegado do Ministério Público, mas como tardava a substituição do Delegado pelo Subdelegado, por este último se encontrar a banhos nas Bahamas, o colectivo requereu a presença de um Inspector Adjunto Principal, da Inspecção-Geral, em serviço na Subdelegação; só para desenrascar.

O meritíssimo Juiz da comarca, Doutor Honoris Aadhunik Chandrachur, de nítida ascendência escocesa (a avaliar pelo bafo a uísque escocês que pairava junto à tribuna), não só absolveu o réu desse crime hediondo, como ainda confessou que tinha sérias dúvidas sobre a ocorrência do assalto, no dia em causa, porque podia ter-se dado um dia antes ou um dia depois. Para além disso, o douto e respeitável juiz reconheceu que Artur Salgado Inocêncio tinha transmitido até ali provas inequívocas de honestidade e, acima de tudo, de modéstia à parte e, por isso, dignas de reconhecimento meritório.

E, ao concluir o acórdão, obviamente com o acordo de todos e a abstenção da acusação, salientou: «Vá para casa e livre-se de praticar assaltos em dias de feriado, homem! Para mais, sendo o dia 4 de Fevereiro; por amor da Santa!» - sublinhando que trabalhar em dias santos era crime passível de julgamento e, no máximo, repreensão agravada com recurso de agravo (Decreto Lei nº 169/17, Artigo 25º), rematando que desta vez deixava passar, realçando que era uma vez sem exemplo.

No mesmo processo: "Operação Mão de Vaca", como vem referido, a páginas tantas, nesta excelente criação imaginária, temos, então, outro corrupto, um falsário, personagem de índole duvidosa, como todos os falsários, chamado Joaquim Sócras da Silva, sobre o qual recaíam fortes suspeitas de crimes de peculato e falsificação de notas de mil escudos. O sujeito havia sido condenado preventivamente a prisão domiciliária numa conhecida hospedaria de Évora e só fora libertado depois de caucionar o pagamento de uma bica e um bagaço a uma juíza e um garoto ao oficial de justiça. Tudo isto em consequência de fortes indícios do seu envolvimento em outros ilícitos para além dos previstos na lei (aqui há uma incoerência, mas que se lixe). As suspeitas eram tão evidentes que ele próprio - passe a redundância - , em dado momento, chegou a pensar, embora não o dissesse, que os cometera.

Os seus advogados entenderam que a pena era acrónica e, por esse facto, inadmissível, injusta e desprestigiante para o alto gabarito e honestidade do seu constituinte; sobretudo, uma enorme afronta contra a sua honra.

O suspeito, ao tomar conhecimento do recurso, teve um breve momento de desalento e, embora fosse agnóstico, exclamou: «Valha-me Deus, onde é que isto vai parar? Porque é que estão todos contra mim?» 

Quase no epílogo da estória e resumindo toda a acção deste drama narrativo, pois já estou com uma calanzice do caraças, lê-se a tantas outras páginas que o processo da  "Operação Mão de Vaca" foi arquivado, embora a senhora idosa continue em estado de coma induzido. Porém, foi imediatamente reaberto outro com o nome "Operação Grão de Bico", por suspeita de arquivamento, mais a mais em arquivo morto, de pedidos sucessivos de inquérito, formal e atempadamente formulados pelo Ministério Público.

Parece que esse tal Inspector Adjunto Principal da Inspecção Geral, veio agora alegar, apesar de alguma hesitação, mas querendo mostrar serviço, ao que parece, que afinal o suposto meliante pode estar implicado em vários atropelamentos de bicicleta, devido à utilização mal calculada do método do esticão para sacar objectos, nomeadamente malas de senhora. Bom, mas estas suspeitas ainda estão por confirmar. 

E pronto, (mais) novidades, só no Continente - como diz o outro.

 

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