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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

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CARTAS DE AMOR DE SÓROR MARIE ANA ALCUFURADO

cartas de amor1.jpg

Para quem desconhece uma das mais belas e pungentes histórias de amor, talvez seja importante introduzir aqui uma breve nota explicativa, visto que se trata de uma obra que reúne seis de cinco cartas de amor (é obra!), não se sabe se verdadeiras. Todavia, garanto sem qualquer certificado de garantia que a que tenho o privilégio e o prazer de publicar é uma das cartas originais.

São cartas de uma jovem portuguesa do século passado, que se tornou freira, dirigidas ao seu dilecto amado que, por amor à Pátria, a abandonou  para rumar até à Índia, como penso que é do conhecimento geral.

Às pessoas interessadas na sua leitura integral, devo salientar que toda a obra, sem excepção, tem um conteúdo deveras pesado e, por consequência, de difícil digestão. Daí que achei por bem não publicar tudo, mas tão-somente uma carta que afinal acabaria por ser a seis de cinco. Esta última em papel ph azul tornesol que é lindo e muda de cor sob a acção das lágrimas que são um líquido composto de água, sais minerais e outras coisas mais.

As Cartas Portuguesas acabariam por se tornar num clássico da literatura universal por anteciparem o movimento literário romântico e só mesmo muito mais tarde, mas mesmo muito, serviram de inspiração e, quiçá, expiração a autores de nomeada ligados ao romantismo clássico como Saint-Nectaire, Camembert, La Gruyere, Saint-Emmental, Roquefort (por parte da mãe que era de Míconos), La Vache Qui Rit, uma autora corsa natural de Bois de la Chaize que riu sem parar até ao último suspiro, e tantos outros; a lista é infinita até aos nossos dias, por muito contraditório que nos pareça. Adiante:

 

CARTA PARA O AMADO, O ALFERES PASSOS DIAS TRISTÃO (A TAL 6/5 EM PAPEL PH AZUL TORNESOL)

"Mon boner:

Respondo-te neste simples aerograma (*1) por razões de austeridade. Agora, quem manda no convento é o abade Wolfgang e a abadessa Merkel que andam de conluio e não me permitem as veleidades que tive em Paris, mon petit chou!

A dor que sinto, longe de desaparecer, bloqueia-me por vezes as vias biliares e, consequentemente, deixa-me muito azeda. Por isso peço que me perdões, aqui e ali, alguma pontinha de irascibilidade. Todavia, não posso lutar contra os desígnios do Salvador, sabendo que Ele escreve direito por linhas de crédito mal parado. Por isso sou obrigada a viver este amor assolapado! Ai de mim! Cinco longas e dolorosas cartas (*2) místicas, enxameadas de exaltação ao amor, te enviei, amor da minha vida, e só hoje obtive resposta. Não te culpo pela dilação, meu querido. A culpa morre sempre solteira e o melhor é atribuí-la aos correios. Peço que me perdoes tê-las escrito em francês, mas ainda não me avezei ao novo acordo ortográfico, não obstante o maldito hábito que me cobre o maculado corpo. Que o Senhor me perdoe o ultraje!

O esborratado foram lágrimas suadas, bem mais sofridas e santas que água benta, mon amour! Estava de rastos de tanto me arrastar nestas lajes sombrias, pois foi de rastos que as faxinei com potassa e uma escova de piaçaba. Fiquei mais morta do que viva e com bolhas nos joelhos! Seja por mal dos meus pecados...

Leio e suspiro. A tua singela, mas adorada lettre conforta-me o corpo e a alma. No entanto, sabe a tão pouco! Escreve-me mais senão morro de desejo e não desejo morrer, meu amor!

Longe de ti e dos teus beijos, são ermos os caminhos, há beirais sem ninhos e contínuos desatinos. Partir é morrer aos poucos, mas ficar é adiar a morte. Ó triste contradição! Mais je vais laisser. Porque é que entre os teus braços e "entre os teus lábios é que a loucura acodedesce à garganta, invade a água"? Ai de mim, que Deus tenha piedade desta Sua serva!

São esses "teus olhos castanhos de encantos tamanhos" e de um azul penetrante e profundo que me fazem despir o hábito e correr ao teu encontro. Como posso esquecer o dia em que te olhei pela primeira vez, de supetão, ainda noviça e casta? O baque que ia tendo, o efeito persuasor do barulho das tuas botas cardadas nas pedrinhas da calçada? Ou como esquecer o teu porte altivo e marcial; a tua estratégia, quando me abordaste, pela primeira vez, de espada enorme e em riste e me senti miseravelmente pecadora aos olhos da Madre Superiora e aos da infinita misericórdia de Deus, por vacilar perante tanta potência bélica. Que Ele me castigue eternamente pela perda da inocência e por este fetiiche sordide, mais je ne peux pas evitá-lo!

E como posso também esquecer a forma graciosa e meiga como esporeavas o cavalo, mesmo sabendo que não tinhas cavalo? Como podia imaginar que o meu coração me ia caír aos pés, cega de amores por tanta beauté et l'élégance?

Como posso esquecer, ainda, aquela noite escura como breu em que, banhada pelo luar de uma noite cálida de Agosto, me arrancaste o escapulário e me beijaste, sofregamente, os joelhos e a parte interna das coxas, ao mesmo tempo que as tuas mãos suadas e frias afagaram docemente a minha testa. Je n'oublierai jamais as tuas palavras: «Tens a testa alta, ou é falta de cabelo, Marie Ana?» e eu respondi-te: «Vous avez besoin de lunettes!».

Ai, mon amour, nem toda a água benta deste mundo e do outro atenuará a ira do Senhor, mas que hei-de fazer? Amo-te insanamente! Olha, irei vestida de monja caramelita para não dar nas vistas.

 

                                Vous pour toujours, mon chéri

                                    Marie Ana Alcufurado"

 

 

Nota final: Marie Ana Alcufurado acabou por regressar ao seu catre no Convento das Irmãs Arrependidas, em Beja, onde viria a falecer que nem uma Abadessa, com a provecta idade de 83 anos.

Rezam alguns livros brancos, sem confirmação devidamente fundamentada, que no leito da morte sóror Marie Ana conservava a medalha dos Serviços Distintos com Palma, supostamente atribuída ao seu falecido amado pelo ex-rei do Cavaquistão, pendurada no pescoço, sua única e saudosa recordação. Sabe-se, igualmente de fonte insegura, que o alferes Tristão devia o apelido a seu pai que fora fadista e também camareiro-mor de Dona Carlota Joaquina, durante as invasões napoleónicas.

(*1) O aerograma (vulgo bate-estradas na gíria militar), foi o meio de comunicação criado pelo, então, Serviço Postal Militar, que mais encheu as estações de correios durante a guerra colonial; de papel amarelo para os militares e azul para os civis (esta informação é de confiança).

(*2) Cartas originais e não umas tretas apócrifas, com o título "Lettres portugaises", publicadas posteriormente por um maçon oportunista (sempre os mesmos!), cujo nome me escuso de pronunciar, chamado Gaby (para os amigos) Guilleragues. 

SHIATSU

ele e ela.jpg

Fincou-lhe uma das mãos no pescoço e, com ar de dúvida, perguntou:
«Ginástica? Você não conseguiu esse corpinho escanifrado com ginástica! Diga antes que é das noitadas de boémia, sua...sua!...»
«Ah, pois, não! Nem você calcula a ginástica que eu tive de fazer para conseguir equilibrar o orçamento geral e pagar as massagens de shiatsu!»
Ele susteve-se, sem moderar a força aplicada no pescoço dela, e repetiu:
«Massagens de shiatsu?!... Onde?... Confesse!»
«Ora, nos sítios que estavam precisados e noutros sem precisão! E faça favor de tirar a sua pata do meu pescoço. Você, ultimamente, anda com um comportamento muito agressivo! Eu sei que lhe tem sido muito difícil digerir a vitória da geringonça, mas, por 'mor da santa, não se vingue em mim!»
«Como é evidente - respondeu sem ligar importância aos apelos dela e sem tirar a mão do seu pescoço - , mas não é isso. Quero dizer: quem é que lhe fez as massagens?»
«Quem havia de ser, vá lá, diga! Um massagista... que estupidez de pergunta!»
«Um massagista?! - repetiu ele, continuando com a mão agarrada ao pescoço dela.
«Deixe-se de ciumeiras idiotas, o homem deve ter mais de oitenta anos, coitado!»
«São os piores!» - gritou ele, possesso, apertando-lhe, mais, o pescoço.
«São os piores, não, porque ele até foi muito correcto e afável!» - retorquiu ela.
«E para mais, o senhor Tuzaki Yamaroto ficou com a noção exacta do problema, assim que me viu, dizendo-me logo: «Ai, minha senhora, vê-se bem que aquele patifão a obrigou a engolir dois submarinos Tridente e uma porrada de carros de assalto Pandur. Já para não falar nos vistos Gold, tadinha!»

ERA PORREIRO, UM PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA PARA O QUIM BARREIROS, N'ERA?

prémio nobel da literatura.jpg

Pergunto: Se o Bob Dylan teve direito a um Prémio Nobel da Literatura, que estou longe de contestar, porque razão é que o nosso Quim Barreiros ainda não foi agraciado com prémio idêntico, hã? Não será hora de nos unirmos e criarmos uma petição, pelo menos, que chegue aos ouvidos da camareira-mor da rainha da Suíça, no sentido de influenciar Carlos Gustavo para meter uma cunha aos marretas da Academia sueca? Ele, há coisas que eu não entendo, pá, são injustiças atrás de injustiças, que é que querem?

 

RETRATO DE DAMA COM COMICHÃO NAS COSTAS

retrato de dama com comichão nas costas.jpg

A grande virtude deste novo romance de Branca-flor Epitalâmio será, por hipótese (se quiserem também pode ser por acaso ou porventura), o facto de chegarmos à última página sem ficarmos a saber qual era o tema da narrativa ou se, com efeito, terá havido narrativa; mesmo com efeito retroactivo.

Ficção situada na linha pensadora e descritiva das grandes obras da literatura clássica como "Quand j'étais jeune, j'aimais putains et vin vert", de um grande escritor franco-mação chamado Marie Mónique St Pierre, maravilhoso fresco onde Branca-flor foi colher a inspiração que lhe faltava para o arranque do seu primeiro romance acerca do amor, intitulado "O amor é lindo porque sim, prontos!".

Branca-flor foi mais longe e aventurou-se no território desconhecido da ambiguidade semântica, situando-se no plano inclinado de uma diacronia que diria quase neurótica ou nevrótica, se vos apraz.

Neste "Retrato de dama com comichão nas costas" perde-se, assumidamente, a capacidade significativa do discurso apócrifo em favor da acumulação vivencial de vocábulos, nomes, breves notas dissonantes de chocolate e frutos vermelhos, contactos telefónicos, contas para pagar, o carteiro toca sempre duas vezes, o padeiro toca três, interjeições significativas de prazer sexual, et cetera. Articula-se de tal modo a escrita cuneiforme, cunctatória e contemporizadora - passe o circunlóquio - em torno daquilo a que chamaríamos uma devoradora paixão pelo "Prazer Solitário"; uma evocação misantrópica do grande poeta e dramaturgo John Smith Dick, contemporâneo de Frank Smart Jr. (que não é tido nem achado nesta estória).

Senão, vejamos a páginas poucas: "Maria Agripina Freitas Sanches do Ó... meu Deus, sou tão linda! Dia 23 escova de dentes ultra-suave, um pensinho para o dia a dia...vaselina...truca-truca, zuca-zuca, floc-floc, ai, Balecas, aqui não q'os telhades 'tão baixes, filhe!", et cetera.

Estou convicto de que este romance, embora tenha um carácter procrastinatório, é definitivamente procrastinativo, pois é atravessado pelos temas da proximidade e da iminência - passe a redundância - , sempre adiados, uma vez que, página a página, vai aumentando a expectativa sobre o desfecho da narrativa inconsistente, eminentemente parda, como é apanágio de Branca-flor. São cerca de cinquenta páginas, mais coisa, menos coisa, de leitura perplexamente fascinante que, simultaneamente, nos deixam com uma agradável sensação de modorra.
A recusa da história como catarse fácil de quem a lê, é só por si um acto de coragem da autora e uma chapada de modernidade no lodo da nossa literatura.

Já está à venda num quiosque perto de si e lê-se naquele intervalo entre a sanita e o bidé porque até ao lavar dos dentes é vindima.

Nota: Esta publicação teve o patrocínio da APHO (Associação Portuguesa de Higienistas Orogenitais).

A BÚSSOLA, UMA DAS MAIORES INVENÇÕES EMPÍRICAS DE SEMPRE

a bússula.jpg

Estava aqui a pensar com os meus botões acerca de um tema que me parece ser de primordial importância para todos os portugueses e portuguesas, pois penso que não é todos os dias que um assunto desta natureza é abordado ou, pelo menos, não se aborda a torto e a direito como se abordam outras coisas de menor importância. Presumiram, e bem, que se trata da bússola, um instrumento que, como toda a gente sabe, "contém uma agulha magnética montada sobre um eixo vertical, em torno do qual gira, indicando aproximadamente a direcção norte-sul", segundo qualquer dicionário minimamente bonzinho.
Ora, como toda a gente sabe, a bússola é uma ferramenta indispensável para todos nós. Eu, por exemplo, tenho uma e garanto que não a trocaria por um Tom Tom (passe a publicidade)!
Pensa-se que foram os chineses que a inventaram. Sempre à frente, estes bacanos! Como se não lhes bastasse terem inventado a pólvora, o papel, o sorriso amarelo e o Mexia, ainda tiveram o atrevimento de inventar a bússola.
Recordemos, pois, como eles criaram este aparelhinho que cabe na palma da mão de uma pessoa adulta e pode ser utilizado na A1 ou A2, dependendo da direcção que quisermos tomar e em alternativa ao GPS: 
Estava um chinês a desmontar um relógio quando, por esquecimento de tomar nota dos pormenores da desmontagem, não teve competência para repor a engrenagem nos seus lugares. As únicas peças que conseguiu montar foram um ponteiro e o vidro que protege a caixa.
De repente ficou com os olhos em bico que, para um chinês, não era normal, por muito paradoxal que nos pareça. E porquê? - perguntam vocês com toda a legitimidade. Porque o ponteiro apontava teimosamente para o norte. O chinês ainda andou ali às voltas até ficar tonto, mas o obstinado ponteiro não saía do Norte.

Nunca se chegou a saber o nome deste inventor porque nesta altura ainda não havia registo de patentes, mas uma coisa é certa: a bússola acabara de ser, empiricamente, inventada.
Descrever a bússola não é uma empreitada fácil, não obstante a sua aparência singela e até algo frágil. Se é evidente que o ponteiro (ou agulha) indica sempre o Norte, não é menos claro que, chegados ao Norte, ela continua a apontar para esse ponto cardeal o que deixa qualquer pessoa, naturalmente, desnorteada.
Hoje em dia, a bússola mais utilizada continua a ser a bússola electromagnética.
Supostamente, foi o italiano Flavio Nicolini Gigolo que, em 1136 DC, completou a primeira bússola electromagnética, introduzindo-lhe (parece que, também neste caso, sem qualquer método) uma inovação tecnológica: a Rosa dos ventos, assim chamada, presume-se, em homenagem a uma mulher que se chamava Rosa e que fazia pés-de-vento por tudo e por nada. Não se encontra outra explicação plausível. Dália das Tempestades, Hortênsia das Trovoadas, Azaleia dos Nevoeiros e Camélia dos Furacões, teriam sido outros nomes possíveis, dependendo do número de mulheres que trabalhavam para Gigolo na altura.
A talhe de foice, devo referir que os nossos valentes descobridores também souberam dar bom uso à bússola do italiano. Rumaram, "por mares nunca dantes navegados", em direcção ao Norte e, milagrosamente, descobriram o Brasil que, como é consabido fica a Sul. Foi mais um descobrimento empírico que não correu lá muito bem, mas, graças a Deus, chegaram sãos e salvos.
Mesmo sem a ajuda da bússola, ela é sempre recordada nos momentos mais importantes da história da humanidade e está presente nos nossos corações. Todos temos patente no espírito que sem a sua presença ficamos à rasca, pois faz-nos muita falta.
Graças a ela, os quatro Reis Magos, que faziam parte do Quarteto Magnífico, conseguiram dar com a cabana onde nasceu o Jorge Jesus... perdão, o Menino Jesus.

Todavia, houve um que seguiu uma estrela cadente e nunca mais foi visto. Com efeito, os Reis Magos foram quatro e não três, como erradamente nos têm pretendido impingir ao longo dos últimos dois mil anos...

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