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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

PREC

prec.jpg

Ela puxou de um lenço de papel e começou a limpar os olhos. Primeiro um e depois o outro.
«Mas é assim - disse ela olhando fixamente para o lenço - , esta situação tem que ser resolvida rapidamente, porque não estou para andar neste desassossego permanente!»
Ele chegou-se mais para ela, bem colado, e pegou-lhe nas mãozinhas pequenas e delicadas, aconchegando-as entre as suas.
«Ó fofinha...ainda não percebi qual é o seu dilema! Ainda se você tentasse explicar-me a razão desse desassossego...»
Ela mirou-o de soslaio.
«Ah, não sabe?!»
«Não, pela alminha da minha saudosa tia que Deus tenha em eterno descanso..., olhe, eu caia já aqui redondo, juro que não sei!» - respondeu ele, pondo o semblante mais sério e mais carregado que os músculos do seu rosto permitiram.
«Então, vou-lhe explicar pela enésima vez.»
Ela suspirou profundamente, como se fosse fazer um discurso recorrente e enfadonho, e acendeu outro cigarro.
«Essa coisa de você ter mais amigas do que amigos no Facebook faz-me muita espécie, sabe? Pior do que isso é que não há meio de você arranjar uma ocupação permanente sem ser essa porcaria!»
«Mas eu tenho uma ocupação permanente!»
«Você chama ocupação permanente a uma rede social, onde você passa horas esquecido da realidade, quiçá namorando alguma brasileira de índole duvidosa? Francamente, homem, veja se cresce ou, então, arrume-se com uma dessas namoradinhas virtuais!»
«Acho que você está a tirar conclusões precipitadas e, pior, essa sua atitude preconceituosa em relação às brasileiras revela um espírito chauvinista desusado...»
«Brinque com coisas sérias que, quando eu arranjar um brasileiro, você vai ser o primeiro a saber. Depois venha para cá com essas tretas de chauvinismos e afins e mais beijinhos, abraços e fofinha que logo lhe digo; leva uma corrida em osso!»
«Ó fofinha!...»
«Qual fofinha, qual carapuça, basta, já não me convence! O seu joguinho chegou ao fim do tempo regulamentar. De agora em diante acabaram-se os prolongamentos! Ou ainda não percebeu que estamos a atravessar um novo PREC (Período Relacional Em Crise)? E faça o favor de se chegar para lá, porque estamos a ser observados!»

O CONDE

a viscondessa.jpg

Estava uma noite de feição para aqueles lados. Aliás, a bem dizer, estava uma noite fantástica para qualquer lado.
As janelas escancaradas de par em par (passe a redundância), derramavam uma luz branda sobre o jardim da frente do esplendoroso palácio das Avencas.
Os luxuosos automóveis não paravam de chegar e, à medida que iam estacionando, saíam das suas ostentosas entranhas as mais notáveis figuras da socialite citadina: políticos, generais de várias estrelas, banqueiros, empresários, um clérigo que nem parecia monge, pois não trazia hábito (aqui bem se pode dizer que o hábito nem sempre faz o monge), e outras pessoas menos importantes, contudo, importantes.

Todos iam chegando, em poses mil vezes estudadas ao espelho, cumprimentando a Viscondessa com a habitual afectação a que estes acontecimentos dão ensejo.
O Conde ia apreciando, nem sempre resignado, o desfile destas, segundo a sua perspectiva, burlescas personagens. Familiarizara-se com a rotina destes eventos ao longo dos seus últimos seis anos. Até com a voz habitual do mordomo no átrio, em idênticas circunstâncias.
«Doutor Pinto Reboredo e Silva e esposa!» - anunciou o mordomo.
«Lá vem o corno manso e a rameira!» - pensou o Conde, de si para si, rindo escarninho. O Conde soltava gases enquanto ria.
«Exm.ª Senhora Dona Constança da Cunha Figueroa Carvalheira Anderson e Barbosa, Marquesa de Chelas!»
«A velha lambisgóia não podia faltar!» - rosnou, novamente, o Conde que andava com vontade de ajustar contas com "aquele estafermo".
«Exm.º Senhor General de 18 estrelas, mais 16 comendas, Epindérico Engomadinho!»
«Já cá faltava o emproado a cheirar a naftalina!» - refilou o Conde, agitado com o barulho irritante dos penduricalhos do generaleco, a chocalhar uns contra os outros.
«Exm.º Senhor Ministro da Economia em Baixa!»
«Este diz que a economia cresce e a oposição diz que baixa. Afinal em que é que ficamos? Em pé de porco de coentrada, ou mão de vaca com grão de bico?»
«Exm.º Senhor Doutor Juiz Embargador do Supremo Tribunal do Impedimento!»
«Olha, outro empata! Desta vez deixou o pote da mulher em casa. Também, é preciso ter muita coragem para apresentar um traste daqueles em público!» - mirava o Conde, coçando o escroto com frenesi e esgar de aparente prazer.
Foi, mais ou menos, por esta altura que surgiu Dona Isabel Maria Rosemberg de Pinto e Sousa, Viscondessa de Valdantas e tudo em redor. Descendo as escadarias lentamente e a coxear, ao deparar com o Conde no átrio, encostado a uma árvore, exclamou:
Como sempre, Conde! Quantas vezes é que tenho que lhe dizer que o seu lugar não é aqui, hã? Vá já para a sua casota, já, já, já! Não são horas de estar acordado! Ai, o menino! Hum!»
«Este cão... tem umas expressões que até parecem de gente, credo, até me arrepio toda!» - murmurou.

AS MELGAS

melga.jpg

"Será que as melgas podem ser avaliadas como sendo artigos descartáveis, da mesma forma que alguns produtos de higiene pessoal como, por exemplo, o sabonete, as escovas de dentes e de cabelo, a toalha, a água  e  o papel higiénico, como é pretensão de alguns sectores mais conservadores da sociedade, desde a civil até à Sociedade Recreativa União Tremocelense (esta última a deixar-me muitas dúvidas sobre a sua imparcialidade neste debate de importância vital para todos nós)?

Na minha modesta opinião, penso que não. As melgas foram sempre, através dos tempos, geração após geração, durante tempos imemoriais, et in saecula saeculorum (sempre e sempre em latim, segundo o tradutor Google que eu de latim pesco zero, como já tive oportunidade de referir), bens de primeira necessidade. Aliás, se me permitem a ousadia, as melgas foram e são um indicador seguro do nível social, cultural e económico de um país.
Nas sociedades mais industrializadas e, por consequência, mais desenvolvidas, chegam-se a atingir níveis da ordem das 50 melgas por metro quadrado per capita, por noite, nomeadamente no pico do Verão. No norte da Europa, onde erradamente se presumia que as melgas não tinham condições para sobreviver aos frios rigorosos do Inverno, estes simpáticos bichinhos conseguiram adaptar-se admiravelmente, ultrapassando, mesmo, as expectativas mais optimistas. Em Portugal dificilmente se conseguem ultrapassar as 2-3 melgas no mesmo período. Mesmo com as janelas abertas. E porquê? Porque existe no mercado uma panóplia de substâncias que são utilizadas indiscriminada e desapiedadamente no combate a estas inocentes criaturas.
A verdade nua e crua é que, no que a tal matéria concerne, continuamos na cauda da União Europeia.
Se ainda pretendemos apanhar o comboio das nações mais desenvolvidas da UE, e saliento que agora só em andamento, temos de repensar seriamente o repovoamento territorial ordenado das melgas. É de primordial importância a participação de todos os portugueses na conservação das espécies autóctones nacionais.

Os fundos comunitários garantem-nos, aqui, uma oportunidade única para proteger estes pequenos e frágeis insectos em vias de extinção, uma vez que houve governos que os obrigaram a sair da sua zona de conforto. O contributo de todos é importante para travar este êxodo trágico, desde a simples partilha da iniciativa em blogues e redes sociais até ao planeamento de actividades a nível local.
É verdade que os sucessivos governantes pós-25 de Abril têm apregoado aos quatro ventos o seu empenhamento na resolução deste problema, mas não têm passado de boas intenções.
Para promover um desenvolvimento sustentável e uma disseminação planificada das melgas pelo país, é essencial criar-lhes condições de sobrevivência e ir para além disso, garantindo-lhes qualidade de vida.
Não se deve pensar na existência de melgas, exclusivamente, no Verão. Há que mudar as mentalidades e os hábitos. Urge fomentar a insalubridade dos rios, ribeiros, poços, valetas e charcos, nas cidades e nos campos; começar, já, no próximo Inverno!
É indispensável muita firmeza e inflexibilidade para pôr fim às iniciativas irresponsáveis de algumas organizações pseudo-ambientalistas (optei por não nomeá-las porque é chato) que querem punir empresas que não tratam as águas residuais, não eliminam lixeiras a céu aberto, não desinfectam a água que sai das torneiras domésticas, et cetera e tal.
Não é só um problema económico, também é político. Só um alargamento da influência da melga a todas as camadas sociais trará benefícios para todos e constituirá uma defesa intransponível contra as tentações totalitárias de alguns sectores mais populistas da sociedade. Avançar com medidas isoladas, só para conquistar votos, é pura demagogia e um atentado infame à classe média!
A melga é o garante real de um futuro promissor para os nossos filhos, netos, bisnetos, trinetos, tetranetos e por aí adiante até à quinta geração. Quem vier atrás que feche a porta (agora bloqueei porque não sei se é quem vier atrás ou quem vier depois).
Contudo, a indiferença com que os poderes têm tratado este assunto tão delicado, tão primordial e, por isso mesmo, fundamental para a nossa sobrevivência como Nação, una e indivisível, poderá vir a constituir o fim da picada.

Tem que se legislar, antes que seja tarde. Inclusive legislação que ponha cobro à produção, importação e venda de produtos destinados ao extermínio das melgas. Isso deve ser considerado um crime muito grave e, por consequência, julgado e punido exemplarmente!
Não acreditem em tudo quanto de mal se tem dito sobre as melgas, como algumas frases batidas tipo "ganda melga!"; "melgas do caraças!" ou ainda "já não consigo aturar aquela melga!". São maledicências, não liguem! Vivam as melgas, as melgas são nossas amigas!"

Nota breve: Este artigo foi escrito pelo presidente da ala esquerda do lado direito do PM (não confundir com Partido das Melgas, é mesmo Partido do Meio como certamente presumiram).

AS AMEIJOAS

Mito ou realidade? É difícil destrinçá-los, pois nem tudo o que reluz é ouro ou nem tudo o que parece é ou nem tudo o que vem à rede é peixe e por aí adiante. Só para não estar a repetir "et cetera" por dá cá aquela palha.

É claro que é uma tarefa pessoal e arbitrária porque depende da tua vontade (desculpa lá estar a falar na segunda pessoa, pá, ok?) e capacidade de descobrir.

Depois disto (só para não repetir, desnecessariamente, "preâmbulo"), passo a contar uma estória fabulosa porque é de uma fábula que se trata:

 

Há muito, muito tempo (Não! Não tem nada a ver com aquela música do José Cid - Vem Viver a Vida, Amor!), existiu uma sociedade de bivalves "bué" inteligente. Curiosamente, andavam todos descascados. Eram lesmas...perdão, resmas deles - se me permitem a vulgaridade do termo - e de todas as espécies. Contudo, vou-me debruçar quase exclusivamente sobre as ameijoas. Elas eram, de tal modo, tantas que até formavam uma espécie de monte cujo cume se perdia no céu. O que, para aquela época, era uma obra quase babilónica, diga-se em abono da verdade!

Ora, como não tinham casca (concha), era um regalo para a vista de qualquer observador vê-las escorregar sobre si, desde lá de cima até cá abaixo, com volúpia e grande prazer - passe o pleonasmo.

Os mais atrevidotes eram os mexilhões, obviamente; não obstante subsistir aquela ideia pré-concebida de que quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão. É falso! Além disso já não tinham de aturar as ameijoas chatas do costume a criticá-las por andarem muito saídas das cascas, apesar de terem vindo ao mundo desprovidas delas.
Para além de serem de uma inteligência rara em moluscos bivalves, sabiam tudo na ponta da língua. Por incrível que pareça, as ameijoas tinham muita ponta na língua. Agora até botam a língua de fora e cospem para o ar, o que é um mau costume, enfim, fruto dos tempos em que já não há respeitinho nenhum. Todavia devo acentuar, embora sem acento, que tenho muito respeitinho pelo respeito, mas nenhum pelo respeitinho...
Adiante, senão disperso-me.
Então (como ia dizendo se não tivesse divagado um pouco), as ameijoas, para quem pouco ou nada sabe sobre os seus hábitos ancestrais, comunicavam entre si por telepatia. Já, nesses tempos recuados em que o homem não passava de um antropomorfo idiota, imaginem hoje! Por conseguinte e por consequência, eram bestialmente evoluídas. Tampouco necessitavam de ir à escola, pois transmitiam umas às outras toda a informação contida no cérebro que, a despeito de ser pequenino, era muito comprimido. Daí terem a necessidade de tomar aspirina para as enxaquecas.

À luz dos conhecimentos actuais, estudos exaustivos comprovaram que as ameijoas, efectivamente, tinham cérebro. Por isso eram muito inteligentes. Mas, como referi no parágrafo anterior, isso trazia-lhes efeitos indesejáveis, o que era uma maçada.
Como resultado da informação que partilhavam, todas sabiam o mesmo, ou seja: não havia a competição desenfreada que existe nos nossos dias. Aliás, se isso acontecesse, como eram desprovidas de conchas, muitas teriam sido mortas com facadas nas costas.

Por outro lado, não havia a chatice dos trabalhos de casa, uma seca do caraças que, hoje em dia, só serve para atrofiar as crianças. Assim, viviam cheias de alegria e felicidade porque tudo lhes caía do céu, como se costuma dizer.

Por exemplo, para comer bastava-lhes abrir a boca e deitar a língua de fora. O que já era um grande avanço para aquele tempo; e, é claro, sobrava-lhes muito tempo para a ociosidade. Daí andarem descascadas para se entregarem ao prazer dos sentidos (devo sublinhar que, ao utilizar a expressão eufemística "prazer dos sentidos", foi para evitar a referência directa ao prazer do sexo, por uma questão de bom senso e, claro, de decoro.), parece que únicos porque ainda não tinham sido inventadas a televisão, a Internet e outras formas recreativas para compensar a inércia, as quais surgiram muito mais tarde (século XVIII, pouco, mais, ou menos).
Evidentemente que não há sociedades perfeitas; esta foi, talvez, a maior aproximação que se fez a esse tipo de civilização. Por essa razão, ou sem qualquer razão, esta espécie civilizada também tinha os seus extractos sociais: havia as ameijoas muito grandes e muito gordas, havia as ostras que eram uma classe à parte, muito privilegiada, a qual dependia muito dos favores que prestava às ameijoas grandes e gordas, digamos assim. Havia o berbigão, o burrié, o mexilhão, as lapas e outros bivalves que agora não recordo. Ah, esquecia-me de mencionar o marisco Eusébio: esse ocupava o último lugar na hierarquia social desta, ainda assim, admirável civilização de bivalves.
Um dia, uma ameijoa grande e gorda que por tal condição exercia funções executivas, escoltada por um séquito de correligionárias, irritou-se sem motivo aparente e, sem qualquer explicação, deu-lhe para embirrar com todos os bivalves...melhor dizendo: somente com as ameijoas mais pequeninas e outras classes de moluscos insignificantes, no que foi seguida, zelosamente, pelas outras.

Nessas circunstâncias extraordinárias porque tinham deixado de ser ordinárias, evidentemente, emergiu, inevitavelmente, uma paladina das ameijoas oprimidas. Depois emergiram outras e mais outras. Vai daí, a coisa gerou uma ameijoada de proporções preocupantes para a classe dominante das ameijoas grandes e gordas. Urgia reforçar a segurança, conferir-lhe "poder discricionário". 
Nas hostes proletárias impunha-se inventar qualquer coisa revolucionária que pusesse termo à opressão de que eram alvo por parte das ameijoas grandes e gordas, pois a indignação não parava de crescer de dia para dia. E, à medida que a exaltação subia de tom, começaram a surgir facções e, com elas, um espírito, até ali, inexistente: o espírito de vingança; a sociedade das ameijoas dividia-se entre simpatias e contradições. Elas não sabiam, mas a história revelou-nos que estas divisões só viriam a beneficiar as ameijoas grandes e gordas.
Assim, de desavença em desavença, de desforra em desforra, de olho por olho e de dente por dente, descobriram o mal. Com o advento desta triste realidade tiveram necessidade de inventar a religião. Mas, já era tarde, a doença ferina tinha-se apossado das suas almas; e algumas religiões até fomentavam os ímpetos mais primários da sua vindicta maldade.
Resumindo e baralhando isto, pois estou quase a chegar ao epílogo e a febre que tenho está a querer baralhar-me as ideias, as ameijoas foram-se adulterando (não confundir com adultério que é uma coisa carnal. Até porque elas desconheciam o que era o adultério. Era tudo ao molho o que era muito porreiro, aliás) ao longo dos séculos até hoje.

As ameijoas, levadas pela sua neurastenia (com efeito, mais estudos comprovaram que elas eram neurasténicas. Penso, com alguma margem de erro, que as ameijoas sempre foram, mais ou menos, neurasténicas), entregaram-se a um processo de introversão; já não queriam saber das outras ameijoas, não queriam ouvir falar de discussões, de problemas chatos, como a fome, a guerra, as doenças, a exclusão social, os programas de entretenimento da RTP1, SIC, TVI e CMTV.

Assim, chegaram a um ponto em que se desabituaram de tentar saber o que as outras ameijoas pensavam (ainda se lembram que elas comunicavam entre si através da telepatia, certo?).

Cimeiras após cimeiras, na tentativa de reverter a situação, com grupos de trabalho, comissões, poses para a fotografia e sorrisos de circunstância, tudo isso não foi suficiente para travar o processo que se adivinhava há muito tempo: começaram a fechar-se dentro de si (pensa-se, até, que as ostras deram o pontapé de saída, mas era tarde) e, desse modo, inventaram a concha e, mais tarde, o ostracismo. Por enquanto não se sabe se apareceu primeiro a ameijoa, ou a concha, mas estou convicto de que, com os actuais métodos de estudo, não demorará muito a saber-se. Após esta importante descoberta, as ameijoas têm andado pouco saídas da casca e, devido a este facto insofismável, houve um retrocesso civilizacional brutal na sociedade dos bivalves, coisa nunca vista nem imaginada. Presentemente, calcula-se que algumas nem chegam a sair. É a pura verdade!

Post scriptum: A talhe de foice, deixo-vos uma dica: Antes de cozinharem bivalves, verifiquem se estão bem fechados. Os que permanecerem fechados, depois de cozinhados, não devem ser consumidos. Sei que vocês sabem, mas nunca é demais relembrar. Abraços e beijinhos.

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