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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

MEIA RECEITA

meia receita.jpg

Ingredientes:

 

Meios sentimentos de amor

Meias dedicações de amizade

Meios sorrisos

Meias relações de paz

Meias essências de gente

Meios sentimentos de esperança

Meios estados de felicidade

Meias palavras

Meios termos

Meias verdades

 

Preparação:


Mistura-se tudo e vai a cozer em meia potência. 

Nota breve: Se acham que é insuficiente, aconselho que cozinhem por inteiro, mas vão-lhe tomando o gosto para ver se fica bom de sal...

OUTRA NO CRAVO

uma no cravo.png

Não costumo estar atento aos sermões habituais sobre o estado da Nação, dos fazedores de opinião, na sua maioria adoradores da falecida (causa "pafista"), mas às vezes lá arranjo um bocadinho de paciência para prestar alguma atenção ao que escrevem e falam, não obstante antecipar o que  sai das suas cabeças, pois é matéria tão recorrente que, às vezes, até se torna doloroso ouvi-los. Isto porque são sempre os mesmos, as mesmas vozes que oiço ao longo das últimas décadas. Não quero dizer que os pretiro em favor do mesmo diapasão com que os da "geringonça" afinam com eles, longe disso. O mal está na raíz matricial, não há volta a dar.

Penso que para se ser político não se pode ser nobre. Pelo menos neste país. Os exemplos de políticos nobres não fazem a regra, infelizmente. Mas, ainda em relação aos fazedores de opinião, julgo que com a sua aparente capa de inocuidade, permitem-se dizer coisas que outros não podem dizer, ou fazer, embora interiorizem, sob risco de falharem a "progressão na carreira". Assim, de prudência em prudência, vão-se desviando das pedras soltas da calçada. É claro que há sempre um ou outro que sobressai da monotonia das cautelas e caldos de galinha e não as evita, sem pensar que tem telhados de vidro. O último exemplo do seu dedicado amor à Pátria e aos portugueses é a apologia que fazem, das sanções a Portugal, o seu cavalo de batalha, ou dando uma no cravo e outra na ferradura. Houve um, mais inteligente (não, não foi o Barroso; esse vai morrer gordo e gerente dum banco que levou um país à falência), que resolveu abandonar o barco em 'boa altura'. Mais uma vez a pensar em novos voos a longo prazo (o tempo é a sua arma, contando com a memória curta do povo), quiçá num regresso triunfal à liderança do partido que deixou entregue a uma gaiata inexperiente. Sim, esse mesmo: o actual vice-presidente da Câmara de Comércio que anda numa relação de amor com os irmãos Castro. Agora até os gaba - esses malandros comunistas que nunca abdicaram de comer criancinhas ao pequeno-almoço - , e diz, para quem o quer ouvir, que a sua "ideologia não é ideológica, mas, sim, pragmática". Um espertalhão das dúzias...
Calimero Coelho é outra história; é um revanchista dos sete costados; doeu-lhe muito perder o emprego de primeiro ministro que lhe assentava tão bem. Nomeadamente quando ia prestar vassalagem à senhora Merkel, cada vez que obrigava os portugueses a abrir mais um furo no cinto, cumprindo, assim, de modo escrupuloso, as determinações da senhora e dos seus banqueiros: essa coisa da troika. A "geringonça" ficou-lhe atravessada de tal modo que anda a arranjar "lenha para se queimar"; dentro e fora do PSD. Comparado com Portas, Coelho tem um défice de inteligência abismal. Consequentemente perdeu o discernimento, atacando a torto e a direito sem pensar que está a atacar a sua própria governação no último ano do seu mandato. Não vou ficar admirado se, um dia destes, o partido o despromover ao estatuto de militante de base; no mínimo. 

"O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro - Mário Quintana".

Ou, por outra: já dei muito para este e outros macacos e sinto que jamais vou ser ressarcido pelo vão sacrifício...

GAMBOZINOS VERSUS POKÉMONS

 

 

manual do caçador de gambozinos.jpg

"Pokémon, pokémon, pokémon, foda-se, o que é que vai ser a seguir, hã?!

Em qualquer lugar por onde circule, vejo uns marados e umas maradas agarrados ao smartphone, com olhares de ganzados; até parece que estou a viver um pesadelo, caralho! Chego a casa e vejo os fedelhos vidrados no smartphone; vou à leitaria do Ezequiel e já ninguém debate o resultado do último Benfica - Sporting, preferem o cabrão do pokémon. A minha mulher desistiu de discutir comigo, por causa do pokémon - para ser sincero, devo confessar que até é um mal que vem por bem - , alguns amigos do Facebook fazem-me convites para irmos caçar pokémons. Mas o que é que vem a ser isto? Marei de vez?!

Vou com o cão à rua e é o pokémon. Não é a primeira vez que alguns agarrados confundem o bicho com o pokémon e, para obviar chatices, saio de casa armado com a minha faca eléctrica Moulinex a pilhas (passe a publicidade), para espantar os filhos da puta. Expliquem-me apenas, se ainda houver alguém com juízo, o que é se passa com o pokémon. Mas que merda vem a ser esta? Vão, mas é, caçar gambozinos, vão-se lá foder!"

Texto do meu vizinho Alcides Barata, pessoa de educação e ética inexcedíveis e uma fervorosa Testemunha de Jeová.

 

 

TORNEIO DE JUJITSU PARIS 2016

jujitsu.jpg

Dimitri Payet foi considerado o melhor lutador do Torneio Internacional de Jujitsu Paris 2016, depois de ter deixado o português Cristiano Ronaldo muito mal tratado, desferindo-lhe um golpe muito feio no joelho esquerdo, logo aos 7 minutos de combate. O lutador francês arremessou o português ao chão, sem peias nem meias, incapacitando-o de continuar a luta. Todavia, Portugal ficou em primeiro lugar, colectivamente e, naturalmente, trouxe a Taça.

O treinador francês, Didier Deschamps, chauvinista dos sete costados, como um verdadeiro gaulês que se preza de tal predicado, afirmou que Portugal, foi uma surpresa de merda, que jogou tudo à defesa e tudo ao ataque, táctica em desuso, do célebre Béla Guttmann - de boa memória.

Para além do mau perder habitual dos gauleses, faltou-lhes a eficácia e lucidez (soçobrante no adversário luso) para calar o Fernando Santos que já andava a ameaçar, há uma porrada de dias, que só saía de França no dia 11, mais a mais com a taça na mão, o que contribuiu para irritar ainda mais, o treinador da França que até espumou de raiva, imagine-se!

Na 2.ª posição ficou outro francês Griezmann e em 3.º lugar o galês Gareth Bale. Toni Kroos (Alemanha, 4.º), De Bruyne (Bélgica, 5.º), Hazard (Bélgica, 6.º), Ozil (Alemanha, 8.º) e Pogba (França, 9.º), os outros elementos do top-10 que não foram suficientes para roubar o primeiro lugar à equipa das Quinas.

E pronto, daqui a quatro anos há mais, se a gente não morrer antes, 'tás a ver, pá, tu, ou eu! Entretanto o título é nosso durante uma 'legislatura' e o resto são tristes cantigas francesas com um grande galo depenado e um vira minhoto com um belo galinho de Barcelos...

ENSAIO FILOSÓFICO

sabio.jpg

Hoje, apetece-me escrever qualquer coisa sobre o eterno e, no entanto, sempre aliciante mito do pneu furado, visto que, parece-me, ainda ninguém teve a coragem de se debruçar sobre um tema tão estimulante como este. Pelo menos, numa perspectiva racional.
Começo por me questionar se será o mito do pneu furado, um mito. Sim, será mesmo ou será apenas o reflexo perceptível de uma mitologia idealizada que nos transporta para um plano diferenciador em que se procura, tão só, mitificar a questão? Esta é a pergunta angustiante que me faço assim que acordo e que, obviamente, me deixa sem resposta e porquê? Porque é uma pergunta, necessariamente, redutora e, como tal, vai fazer com que nos interroguemos, até ficarmos esgotados, acerca do mito do pneu furado ou, porventura, da sua mitoclastia.
Ao introduzir a câmara de ar no pneu furado, não pretendo minimizar o papel cada vez mais preponderante, direi mesmo, determinante, do pneu "tuboless", mas unicamente procurar fazer uma análise mais profunda - comportamental, se quiserem, face à realidade objectiva do "pneu furado", à luz da teoria psicanalítica, tão do agrado de Segismundo Freud que, como é consabido, dormiu com uma câmara-de-ar entalada na virilha até ao último suspiro, hábito que adquiriu desde pequenino.
Vemos, então, desfilar perante nós, num ecrã epistemológico, a relação complexa entre o pneu furado e o útero materno, sem esquecer a tese do macaco hidráulico como substituto da autoridade paterna. E aqui enfatizo o clássico regresso à boleia, do ponto de vista da sublimação, et cetera.
Podemos, então, identificar o mito do pneu furado, partindo do pressuposto de que o mito é um mito tão antigo como a ideia do pecado original. Todavia, sem fugir ao tema fulcral da questão primordial, procurei dar-lhe a elevação espiritual e introduzir-lhe o enquadramento exotérico que muitos lhe negam, vendo mesmo na forma do pneu furado, um símbolo de redenção cósmica. Afinal, nos antípodas do pensamento materialista, segundo o qual e por consequência: "se o pneu está furado, muda-se!"

E não esqueçam que, segundo Confúcio, "O maior prazer de um homem sábio é fazer-se passar por tolo perante um tolo que se faz passar por sábio"...

RIGOROSA AUDITORIA INTERNA À GENTE SÉRIA

gente séria é outra louça!.jpg

O Governo da República, através de um porta-voz que preferiu manter o anonimato, cobrindo o rosto, anunciou que vai realizar uma rigorosa auditoria interna no sentido de desmascarar a corrupção e a pouca vergonha que alastra pela gente séria.

Concluiu o plenário ministerial que toda a sua actividade - com realce para a económica e financeira - torna de jure, de facto e fisicamente impossível que a gente séria sobreviva com a dignidade, os luxos e os papos secos com torresmos que teima em alardear.
A mesma fonte, que desta vez só mostrou a ponta do nariz pois estava a sentir falta de ar, afiançou, pouco segura, que algumas pessoas com cargos ministeriais estavam tão convencidas da justeza da lei, que se sentiram na obrigação moral de revelar ao plenário diversas trafulhices e pecadilhos variados que praticaram e continuam a praticar, para ganharem mais uns cobres, ou facilitarem a vida aos parentes e amigos, respectivamente por ordem hierárquica. Vejam, vocês, por exemplo, alguns casos como os daquele ministro e daquela ministra, ou até o de um secretário de Estado do anterior Governo, ou até mesmo o caso de um secretário de Estado do posterior Governo. Vejam, também, o exemplo daquele ministro que alugava a casa ao seu chefe de gabinete para este mandar umas quecas com a amante e sem recibos; imaginem, só, onde é que isso já se viu?! É que, contado, ninguém acredita!
A mesma fonte, descobrindo um pouco a careca, pois começava a suar as estopinhas, revelou também que é banal os Presidentes da República cessantes oferecerem popós luxuosos aos seus sucessores, um costume que, face à vitalidade da economia e ao momento único de bem estar social, não é demais e é alegórico, pois é o carro do Senhor Presidente que diabo! Contou, ainda, que um conhecido advogado e militante sem cabelo, de um partido igualmente conhecido, nas suas inocentes viagens ao Brasil, fez uns biscates que rentabilizaram, de modo substancial, a sua, já gorda, conta bancária. No entanto, aparentemente, revela ser um homem de uma seriedade irrepreensível, não obstante ter passado umas férias injustas, sem poder sair da sua casa situada na zona nobre da capital. Ainda por cima com uma pulseira electrónica de plástico! Se fosse de ouro, vá que não vá, ainda podia oferecer a uma amiga!

A agravar a injustiça de tal pena, não pode viajar até ao outro lado do Atlântico, sob risco de ser engaiolado pela Polícia brasileira por suspeita de crime de homicídio na pessoa de uma pessoa morta que, coitadinha, já é falecida.
Até o próprio primeiro ministro deve meio ano ao barbeiro que, normalmente, lhe escanhoa a barba e trata daquele lindo penteado ondulado.
Quanto ao outro, ainda que nos pareça inverosímil, bota armadilhas para coelhos, arma costelas e ainda dispara bolinhas de chumbo contra tudo o que se mexe, até mesmo contra a sogra que ainda pestaneja.
A mesma fonte refere, ainda, tirando o pano que lhe cobria o rosto e mostrando, somente, uns óculos escuros (idênticos aos daquele cantor que, curiosamente, nunca os tira, pois alega que sofre de estigmatismo agudo), o caso daquele ministro que veio a público confessar (depois de acusar um secretário de Estado e um subsecretário de Estado de lhe terem roubado um telemóvel e um "laptop", respectivamente o secretário de Estado e o subsecretário de Estado) que o filho era um agarrado, um "malcriadão do caralho" e batia na mãe. Ora, digam lá se isto não era escusado! São mesmo merdas sem trabelho, ou, parafraseando um amigo, sem pés nem cabeça!
Perante este cenário, unanimemente reconhecido (em cinco presentes, contaram-se trinta e três votos a favor), a perplexidade dominou o plenário que se interrogou: "como é que a gente séria se desenrasca?" e "será que vai roubar para a estrada para passar despercebida?" e "se apenas quarenta ladrões andam a monte, como é que um pobre funcionário público pode sustentar a família (contando com a sogra), a amante (contando com a casa posta), o popó topo de gama da mulher (contando com o amante da mulher), o popó topo de gama da filha (contando com o namorado actual da filha), a "super bike" do filho (contando com o namorado actual do filho), a ração para o cão (contando com as incursões da cadela ciosa da vizinha que, por sinal, é muito boa), as férias na Quinta do Lago (contando com o iatezinho, os amigos e amigas), et cetera e por aí adiante.
O enumerar de tanto facto avivou as consciências mais conscientes - passe a redundância. Afinal a auto-denominada gente séria, a favor da qual o executivo não pára de se debater, ainda pratica surf em mar chão, apesar de alguns deles, designadamente secretários, queixarem-se que lhes roubam as camisas, sabendo-se, como se sabe, que não havia necessidade de se saber, nem de fazer, pois, a bem, até lhes podiam levar as calças. Mas, enfim, que se lixe, vão-se as calças, mas ficam os cintos!
Posto isto - enquanto alguém servia os presentes com uísque de Sacavém e pratinhos de amendoins com casca para testarem a potência, foi elaborado um comunicado que, pela sua linearidade e simplicidade, diz bem do enorme amor dos políticos para com o "povão" e reza assim:

"Atendendo a que o Governo está convicto dos enormes sacrifícios que, desde há largos anos, têm vindo a ser impostos aos cidadãos e cidadãs deste país, concluiu este plenário que temos vindo a ser subjugados por uma classe sinistra que nos quer convencer de que vive do trabalho honesto. Esta mesma classe que a gente designa de gente séria. Assim, o Governo da República decreta, sem efeitos retroactivos para não prejudicar direitos e regalias, adquiridos e consignados na Constituição da República:
Que seja feita uma rigorosa auditoria interna à gente séria para que o país fique a saber com que linhas se cose para que, de uma vez por todas, as pessoas não fiquem indiferentes às medidas económicas e financeiras que o Governo se vem esforçando, com muito esforço (passe a redundância), a fazer, à falta de outro entretém, ou ocupação legal mais lucrativa."

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