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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

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UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

SCARLETT JOHANSSON

scarlett johansson.jpg

Pois é, caros leitores e leitoras, desta vez ando a sonhar com a Scarlett Johansson. Desculpem, lá, se ainda não vos tinha contado isto, mas, nas últimas semanas, o meu quotidiano tem sido tão atribulado que releguei este assunto para segundo plano. Contudo, penso que seria injusto não o partilhar convosco. Assim, pensei em abrir o meu coração para vós, já que a minha mulher, infelizmente, não me escuta.

É difícil descrever com clareza o que vivenciei, mas é uma experiência quase real, quase tão real como as que tive como Papa e como mulher do Papa, embora continue a ter consciência de que não passam de sonhos, evidentemente.
Curiosamente - enfim, curiosamente é como quem diz - tenho, também por enquanto, a percepção de que vivo momentos maravilhosos e tão intensos, não tivesse, e ainda por enquanto, a noção de um devaneio do inconsciente.
Já sonhei com a Nastassja Kinski e até, mesmo, com a Angelina Jolie, não obstante esta última estar transformada, ultimamente, num chalezinho de ossos.
O problema é que, à semelhança dos sonhos com o casal papal, estes estão a adquirir contornos cada vez mais sinuosos a ponto de acreditar, cada vez mais, na minha insanidade mental. Não quero dizer que desgoste de sonhar com estas deliciosas personagens; muito, antes, pelo contrário! Contudo, perco a noção de que se trata de personagens voláteis e, quando acordo e vejo a imagem da Scarlett desaparecer, fico com uma sensação de vazio e só me apetece chorar.  
O que é mais perturbador é o facto de isto parecer tirado a papel químico dos sonhos que vos tinha relatado, só que com actrizes de cinema por quem tenho fetiches. Por analogia com sonhos passados, é uma situação recorrente e, deste modo, já começo a confundir o sonho com a realidade.

Apesar de tudo, devo sublinhar que gosto muito de sonhar e nada me move contra quem partilha do meu gosto. Como diz o poeta, "sonhar é uma constante da vida, tão concreta e definida como outra coisa qualquer". Ora, como facilmente se depreende, o poeta também já tinha chegado ao ponto de confundir o sonho com a realidade e isso mexe muito com qualquer espírito frágil.
Em face desta situação insólita que, mais uma vez, ameaçava ficar fora do meu controlo, tinha decidido, em mais uma tentativa, pôr tudo em pratos limpos e desabafar com a minha mulher e assim fiz, mas sem grandes expectativas.

Um dia destes, já bem acordado, cheguei-me mais para o pé dela, mordi-lhe a ponta do hálux, e contei-lhe as experiências que tenho tido. Contei-lhe tudo, tintim por tintim, sem esconder os preliminares que, como sabem, são o melhorzinho destas cenas. Ela ironizou com a situação, perguntando-me em que personagem se encaixava, nos meus sonhos. Respondi-lhe que a mais óbvia era ela, visto ser a minha mulher e partilhar a mesma cama. No entanto - ressalvei - , ultimamente, não tem aparecido nos meus sonhos, o que me deixa com um sentimento incómodo de culpa, naturalmente. Visivelmente incomodada com a minha história, na presunção de que eu estivesse a traí-la com outras mulheres, inventando o pretexto de sonhar com actrizes de cinema a ver se o barro colava, censurou-me energicamente e sugeriu-me que mudasse de assunto. Ou, então, que a deixasse dormir mais um pouco. Meio ensonada, virou-se para o outro lado e voltou a adormecer.
Não tinha como contra-argumentar. Que outra coisa poderia ser, a não ser mais um sonho? Um sonho lindo, certamente, mas não mais do que isso. Cá no íntimo dei razão à minha mulher, mas, mesmo assim ...
Desta vez, beliscando-lhe o rabo, tornei a acordá-la e insisti na hipótese remota desta coisa me estar a dar a volta ao miolo. Expliquei-lhe, o mais convincentemente que me foi possível, que já não sabia onde ficava a fronteira entre a realidade e a fantasia e que as personagens femininas dos meus sonhos me estavam a consumir as últimas energias, nomeadamente a Scarlett Johansson.
Interrompeu-me o discurso, agora furibunda, ameaçou sair da cama e ir dormir, novamente, para o quarto da mãezinha. Pior, fez-me um ultimato: ou ela, ou elas, se eu teimasse em manter aquela «toada desagradável e irritante». Um pouco magoado com a sua intransigência, embora compreendendo o seu sentimento de possessibilidade, obviamente infundado - abri-me com ela, mais uma vez, e não o devia ter feito - , virei-lhe as costas e acabei por adormecer novamente, a pensar como seria magnífico ter a Scarlett só para mim. As três eram o ideal, mas não quero ser mais papista do que o Papa. Mais vale ter uma passarinha na mão do que três a voar, como é costume dizer-se.

Já o sol da manhã ia alto, quando acordei a pensar que era a Scarlett Johansson e, para me certificar de que aquilo não era um sonho, belisquei o rabo do Romain. Desabafei o sucedido e ele sorriu enquanto se erguia da cama e vestia, apressadamente, uns boxers amarelo-canário com cupidos vermelhos estampados, enrolados ao fundo da cama, e me perguntava, com aquele seu olhar tão caracteristicamente lascivo, onde lhe escondera o seu "sex toy" predilecto.

"SELFIES"

selfie3.jpg

Em Paris, Marcelo e Costa tiraram montes de "selfies" com os emigrantes portugueses.

Numa cerimónia bilingue na "Mairie" de Paris, o professor Marcelo, aliás, o presidente Marcelo, aliás, o avô Marcelo, falou primeiro em português para os avós e depois falou em francês para os pais e para os putos que, em coro, gritavam "Ronaldo!...Ronaldo!".
Aqui e ali, também se erguiam alguns cartazes com "rendre notre argent", ou "BES est un voleur" e outros impropérios indescritíveis.
O professor Marcelo, aliás, o presidente Marcelo, aliás, o avô Marcelo está fartinho de saber o que é a "emoção de quem tem a melhor parte da família a viver fora do território português".
- "Oh, triste sina, a dos lusitanos, obrigados a sair da Pátria, engrossando as fileiras da diáspora, tantos anos depois!" - Choros, clamores e mais vivas a Ronaldo - "Mas vós sois o melhorzinho q'a gente tem; os genuínos; as elites não valem um avo de vós!... e a melhor parte são os netos!".
- "Vós sois o chantilly e a cereja no topo!" - prosseguia o professor, aliás, presidente, aliás, avô, comovido até às lágrimas, recordando a bravura dos portugueses que, desde tempos imemoriais, direi, mesmo, desde o tempo do grande guerreiro lusitano Viriato, partiram de Portugal à procura de novos horizontes, fugindo à pobreza e às dificuldades. Sim, sim, acreditem! Depois do Sertório, isto nunca mais foi o mesmo. É que, sem o Viriato, não era a mesma coisa, 'tão a ver? Os emigrantes agradeceram as suas palavras muito emocionados, direi, mesmo, em pranto clamoroso - passe a redundância - e, simultaneamente, empunhavam os cartazes com maior afinco e gritavam palavras de ordem a torto e a direito, também indescritíveis. Ao longe um rapaz, com uma voz efeminada, gritava algo como "Ronaldo veulent faire l'amour avec vous!"
No final da cerimónia, o professor Marcelo, aliás, o presidente Marcelo, aliás, o avô Marcelo, agarrou o braço do primeiro-ministro, aliás, ex-presidente da câmara, aliás, senhor Costa, tiraram a última "selfie" da jornada e deram às de Vila-Diogo como quem não quer a coisa.

O MILAGRE DO SOL

o milagre do sol.jpg 

Relatos foram considerados irrelevantes para abrir um inquérito.

O fenómeno, descrito por cerca de uma centena de peregrinos em Ourém como o novo "milagre do sol", não vai ser investigado por especialistas da Igreja Católica. 

Segundo fonte da Diocese de Leiria-Fátima, os relatos de quem presenciou o momento, não convenceram os clérigos.

O que os fiéis afirmaram ter visto, refere a mesma fonte, pode ser um "milagre" no sentido mais lato do termo e decorre do fervor espiritual com que aquele momento estava a ser vivido.

Conforme alguns jornais noticiaram, há semanas, os peregrinos descreveram um clarão mais intenso do que o sol, que piscava e girava a uma velocidade estonteante, tipo ovni, com leve cheiro a enxofre. Ora, esse testemunho colectivo não é "suficiente para ser aberta uma investigação" - sublinha, uma vez mais, a fonte da Diocese.

O Santuário de Fátima optou por não comentar o assunto, por o achar desinteressante. Aliás, no dia em que o fenómeno foi observado, os Padres confessaram não ter visto "nada de especial". "São assim, as manhãs nebulosas em Ourém, com o sol a brilhar para todos nós", defendeu um sacerdote mais espirituoso. "Talvez fosse a Nossa Senhora" - disse Maria Leontina Esgalhado que preferiu não revelar a identidade. Já José Reboredo da Silva, que também optou por manter o anonimato, considera ser "um sinal inegável de que o fim dos tempos está mais próximo do que nós, pecadores, imaginamos".

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