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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

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PORTUGAL FORA DA UNIÃO EUROPEIA?

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Fonte extra-oficial, muito suspeita, desmentiu boatos postos a circular, relativamente à nossa saída da União Europeia. Segundo esses rumores, Portugal já teria saído, há muito, da UE e a sua permanência é só para inglês ver. A mesma fonte refere, ainda, que a moeda única, ainda em circulação no nosso país, parece ter uma cotação residual nos restantes estados da zona euro, excepto na Grécia, Roménia, Chipre, Bulgária, Croácia, Hungria, Polónia, Letónia, Estónia e mais um ou dois países que vêem com bons olhos a saída de Portugal e já pensam seguir o seu exemplo. A questão, agora, é continuar no euro ou passar, sem mais delongas, para o mundial.

Por outro lado, a nossa saída da UE terá sido antecipada, devido à pressão de alguns parceiros, designadamente a Alemanha, a França e a Inglaterra,  naturalmente impacientes quanto à saída dos portugueses.
"Portugal fora!" - teria gritado a senhora Merkel numa cimeira a três, em Paris, onde compareceu com o seu homólogo inglês, Cameron, a convite do presidente François Hollande, cimeira onde não faltaram o famoso ménaje à trois e o não menos tradicional brioche, um bolinho francês, muito leve e ligeiramente inchado, e onde se dançaram, também, uns minuetes no salão paroquial da freguesia do Pigalle. Lá, nestas coisas, não há pai para os franceses, os gajos sabem receber muito bem!
Ao grito do Ipiranga da ministra alemã, logo acorreu, com a gáspea que a sua cadeira de rodas lhe permitiu, o seu dilecto e prestável ministro das finanças que não está a gostar nada do rumo que o senhor Costa está a tomar, mesmo sendo muito seu amigo. Especula-se até que são amigos do peito. Ora, quem tem amigos assim, não precisa dos inimigos para nada, n'é verdade?
Entretanto em Lisboa o gabinete do Primeiro Ministro não confirma, nem desmente tais boatos, limitando-se a dizer, através de um porta-voz, que, com efeito, a UE está a atravessar uma crise de ciática muito dolorosa associada a problemas crónicos de bicos de papagaio. Segundo o mesmo porta-voz, esta fase menos boa da UE pode ter levado alguns países a pressionar o governo para antecipar a saída como membro de pleno direito.
Solidariedade europeia - foi o que se pediu a Portugal para salvar a zona euro.
Diligências levadas a cabo por alguém, sabe-se lá quem, ainda não puderam confirmar a condescendência do governo português perante as solicitações da UE, à margem da cimeira de Paris, verificando-se nos documentos oficiais, esses fidedignos, que Portugal apenas aderiu às ligas europeias de futebol, tanto a nível de clubes, como a nível de selecções.

O MILAGRE ECONÓMICO

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Pois é; ainda ontem a malta vivia uma crise chata como o caraças e uma indefinição económica tão indefinida - passe a redundância - que tornavam Portugal num dos países mais atrasadinhos do mundo!
Ora, "d'hoje em dia", parafraseando uma pessoa por quem tenho muita estima e consideração, tal indefinição foi ultrapassada de modo espectacular, podendo, mesmo, afirmar-se, sem sombra de dúvida ou sem qualquer tipo de hesitação, direi até, sem qualquer receio ou objecção, que Portugal já é, graças a Deus, o país mais atrasadinho do mundo. Conjectura-se, mesmo, em certos círculos viciosos que, inclusive, se ultrapassou!
Não obstante os excelentes resultados obtidos, ainda "falta cumprir Portugal", d'maneira que é melhor não embandeirar em arco que pode dar azar. No entanto, para manter alguma expectativa, só levanto uma ou duas pontas do véu, talvez umas três, enfim, no máximo quatro. Sim, sei que à dúzia sai mais barato, mas não arrisco. Adiante.

Todo este estado de graça da economia portuguesa, é baseado na reprivatização total do país, como toda a gente sabe. É claro que há uns governos que reprivatizam mais do que outros, naturalmente, e não é caso para admirar; não se lhes pode levar a mal que diabo!
Ora, evidentemente que é uma medida de longo alcance, pelo menos na medida do possível, pois não se faz assim do pé para a mão ou da mão para o pé; a ordem dos factores não altera o resultado. Quando muito, da mãe para o pai e já com alguma dificuldade porque, salvo raras e invulgares excepções, passe a redundância, não há pai para a mãe.
Mas, como dizia, a medida é mesmo para ser de longo alcance e com o objectivo de eliminar definitivamente o sector público, esse maldito elefante branco das "economias capitalistas de mercado".

Eliminando o sector público da economia, elimina-se a administração, desde o ensino à saúde e deixa de fazer sentido a existência de bombeiros voluntários. Acaba-se, sobretudo, com uma das maiores pechas da nossa pobre economia que é o estupor da balança de pagamentos. Assim, transfere-se a dívida pública para a bolsa do Zé pagante, transformando-a em dívida privada, suavizando, deste modo, os encargos governamentais, comprovadamente excessivos.
Peço desculpa, mas, inadvertidamente, esqueci-me de falar de duas áreas da administração, muito sensíveis, que são de importância vital para a nossa soberania e sobrevivência como nação indivisível: as polícias (inclusive a GNR) e as Forças Armadas. Parece que já existem dois consórcios congéneres interessados na aquisição das Polícias e das FFAA, um chileno e outro argentino, ambos com capitais chineses e butaneses; estes últimos com participação de fundos, a fundo perdido, dum conhecido escritório de advogados com sede no Panamá.
Relativamente às restantes actividades do país: agricultura, impostos, electricidade e gás (nas mãos dos chineses), Banco de Portugal e respectivo governador, Caixa Geral de Depósitos, Banco Bom, Banco Mau, seguros, Campeonato de Portugal, Taça da Liga, Taça de Portugal, campeonatos regionais e juvenis, etc., podem vir a ser renegociadas com uma firma americana ligada ao conhecido banco Lehman Brothers que, com o aval do Banco Central Europeu, resolveu criar um meio de saneamento económico que utiliza um método revolucionário muito conhecido no universo financeiro como Publicidade Integral. Um método assim a modos muito integral, sem roupagem desnecessária. Um exemplo do sucesso desse sistema é a publicidade a refrigerantes, canas de pesca, antitranspirantes e carrinhos de linhas, americanos, de várias cores.
Prevê-se, também, a venda da Presidência da República com o respectivo Presidente. Dão uma despesa brutal ao Estado. Mesmo que sejam vendidos a preço de saldos, o Estado não fica, certamente, prejudicado. São menos despesas em viagens, inaugurações, palestras, almoços, jantares, recepções e outras obrigações protocolares, não obstante a figura em questão furar os protocolos todos. Todavia, é consensual que o Presidente mantenha o cargo a título simbólico, sem encargos para a fazenda nacional, pois é de primordial importância para a sua imagem de marca que esteja, pelo menos, presente em alguns eventos que não impliquem despesa muito onerosa para o erário público e onde hajam moçoilas giras. O senhor é um adepto fervoroso dos "selfies" com borrachinhos e, convenhamos, até fica bem, pela fotogenia e pela simpatia irradiada. Já estávamos fartos da cara de pau do seu antecessor.
Penso que, com estas metas traçadas assim tão em cima do joelho, apresentaremos uma situação económica impar no mundo, com inflação galopante, facto que não constituirá qualquer esforço suplementar para a população trabalhadora, reformada e afins que tem vindo, numa luta heróica de colaboração e abnegação, a apertar o cinto até à fivela.
Finalmente, a agricultura, a nossa menina dos olhos, vai ter um forte impulso com o programa conhecido como Programa Capoulas, um programa de desenvolvimento agrícola intensivo centrado na produção industrial de concentrado de tomate pelado chucha, pepino e salsa com cheirinho a coentro. Prevê-se que sejamos o primeiro exportador mundial deste concentrado, lá para meados de 2018. Isto se os comunistas não puxarem o tapete ao senhor Costa e, consequentemente, levarmos novamente com o Coelho e a estreante Cristas - aquela que, a falar para os microfones, parece um daqueles cãezinhos de loiça fatelas, antigos, que abanam a cabeça de um lado para o outro.
Como corolário destas medidas anunciadas, o panorama não pode ser mais animador, até mais animador do que as previsões da CE, do FMI, do BCE, da OCDE, da Moody's, do CPC (Calimero Passos Coelho) e da PQP (Puta Que Pariu).
Portanto, caros cãocidadãos, deixemo-nos de maus augúrios, mesmo o do senhor Presidente da República ao acusar, publicamente, o senhor Primeiro Ministro de optimismo excessivo e até irritante. Tanto pessimismo até irrita, apre! Que me desculpe a APRE por a ter invocado. Juro que não foi em vão!
Pronto e mais não digo senão fica sem graça revelar tudo!

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