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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

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PLURAIS E CONJUNTOS

minha pátria é a língua portuguesa.jpg

A língua portuguesa foi sempre o meu calcanhar de Aquiles, não obstante ter tirado excelentes notas a aritmética na primeira classe, mas penso, aliás com alguma legitimidade, que quem renova a língua ou melhor, a mantém viva é o povo e não alguns "doutores" que celebram acordos ortográficos à porta fechada.

Vem este pequeno intróito a propósito de nunca ter entendido a lógica de não se poder chamar os bois pelos nomes. Parece que há um certo escrúpulo em fazê-lo e ainda não percebi a razão de tal inibição, mas, enfim, isto é um assunto para outro artigo que publicarei mais adiante, peço desculpa, às vezes divago e perco-me que é quase a mesma coisa.

Vou debruçar-me, agora, sobre os plurais e conjuntos de alguns mamíferos, entre os quais nos incluímos, como é natural. Começo pelo chacal: chamar ao plural de chacal, chacais e não poder utilizar o mesmo princípio para o plural de cavalos (cavais), é uma enorme incongruência. Está certo que também pode ser uma forma do verbo cavar e daí? O que não falta na língua portuguesa, são palavras homónimas e ambíguas que podem induzir juízos precipitados nos espíritos menos atentos. Por exemplo, com a aberração do acordo ortográfico, palavras como ato e ato, deixam-me na dúvida, pois não sei se se trata de uma forma do verbo atar, ou de um elemento da formação de palavras como, por exemplo, acto sexual. Eu sei que depende do contexto, mas ainda há pessoas que não sabem ler nas entrelinhas!
Prosseguindo o raciocínio com que iniciei esta dissertação, também não compreendo porque razão o plural de leão não é leãos e, sim, leões. Logo, o plural de cão devia ser cões e afinal é cães. Pela mesma ordem, o plural de leão até podia ser leães ou leais, porque não? Mas, não! É, incompreensivelmente, leões, ponto final. É uma pena!

Se pensarmos bem, e matutar nisto gera uma confusão mental do caraças, o plural de chacal devia ser chacões, chacães, ou chacalos, mas, uma vez mais, contra toda a lógica, é chacais. Assim sendo, o plural de cão, devia ser cais, cãos, ou mesmo calos.
Agora, concentremo-nos na noção de conjunto que, na minha modesta opinião, pode ser que facilite a compreensão do texto. Ora, toda a gente sabe que um conjunto de porcos é uma vara. Até uma criancinha sabe. Nesse caso porque é que um conjunto de touros não é uma tara e é, antes, uma manada, onde é que foram buscar o raio do termo? Então, um conjunto de camelos devia ser uma camada, não? Mas não é, é uma cáfila, imaginem! Um conjunto de lobos devia chamar-se uma lófila e não uma alcateia. Pelo que um conjunto de cães devia ser uma caneia e, afinal, é uma matilha. Donde se deveria inferir que um conjunto de bestas devia ser uma bestilha, sendo que é uma récua.
No que nos diz respeito, pois, como têm lido até agora só me tenho referido aos mamíferos quadrúpedes (não confundir com gente estúpida), deixando-nos para último lugar, as coisas são bastante mais fáceis de compreender. Assim, o plural de homem pode ser homens, gajos, tipos, gandulos, filhos de pai incógnito, filhos da mãe e filhos da outra. Na mesma linha, um conjunto de homens pode ser um grupo, uma manada, uma cáfila, um bando, uma corja, uma cambada, uma maralha, uma quadrilha, um gangue, uma manifestação, uma concentração, uma multidão, etc..

Num próximo artigo, voltarei a este tema, mais propriamente sobre botões, colchetes e afins.

SONETO - TRAGICOMÉDIA EM TRÊS ACTOS

soneto.jpg

Primeiro acto: No bar, o senhor Paulo Portas (batendo os dedinhos delicados sobre a mesa, a um empregado): «Um chazinho de tília e um brioche!»

Uma voz que chega (ecoando nos corredores da "Casa do Povo"): «Salta uma taça de Colares,já, já, já, aqui, para o senhor João Soares!»

O senhor Manuel Alegre (com ar taciturno, apoiando-se como pode, uma perna cruzada na outra meio flectida, em equilíbrio instável, bebericando um uísque, à vista de um cravo murcho pousado no balcão): «É preciso saber por que se é triste / é preciso dizer esta tristeza / que nós calamos tantas vezes mas existe / tão inútil em nós tão portuguesa (in Soneto - primeira estrofe).

O senhor Augusto Santos Silva (entre dentes): «O que é que ele diz?» - Vozes de todos os quadrantes: «Ele cisma, ele cisma!»

A oposição aproveita para atirar pacotinhos de açúcar ao senhor Manuel Alegre. Alguns deputados mais afoitos grunhem epítetos obscenos que o ruído impede que passem para lá da porta.

 

Segundo acto: No hemiciclo, o senhor orador: «Senhor Presidente, os digníssimos senhores deputados da oposição não me deixam expor, que diabo, eu nunca interrompo!

O senhor Presidente: «Atenção, digníssimos senhores deputados da bancada da oposição, deixai o senhor orador expor, se fazem o obséquio!»

Vaias - que me eximo de reproduzir - e assobios da bancada da oposição: «O senhor não tem isenção para ser Presidente, fora, fora!»

Tumulto. O senhor Presidente atira um microfone aos queixos da oposição; a maioria parlamentar atira portáteis à cara da oposição; a oposição ameaça arrancar os assentos parlamentares dos seus lugares; alguns senhores deputados uivam de cão; o senhor Passos Coelho, no auge da sua indignação, arranca cabelos do peito; o senhor Carlos Abreu Amorim espalha uma quantidade prodigiosa de pontapés no ar...

O senhor Presidente: «Está encerrada a sessão, por hoje!»

Saem todos em grande alvoroço, correndo, possessos, tropeçando uns nas outras, as outras noutros, rebolando pelas escadarias, a caminho das capelinhas da Rua de São Bento e arredores.

 

Terceiro acto: No bar, o senhor Manuel Alegre (com ar taciturno, apoiando-se como pode, uma perna cruzada na outra meio flectida, em equilíbrio instável, bebericando um uísque, à vista de um cravo murcho pousado no balcão): «antes em nós semeia esta vileza / e envenena ao nascer qualquer ideia / É preciso matar esta tristeza (in Soneto - última estrofe).

As senhoras da limpeza recolhem o lixo e varrem o poeta porta fora.

 

Adaptação livre de um trecho da obra UMA CAMPANHA ALEGRE de Eça de Queiroz.

SÓ VISTO...

custa a acreditar.jpg

Consta que um indivíduo, natural de Boliqueime, de nome Anacleto Cavaco Azeiteiro conseguiu amansar um touro, sozinho, perante a estupefacção dos aficionados da "festa brava". O fenómeno ocorreu numa praça de touros no dia 16 de Dezembro de 1957 com uma temperatura média, ao nível do solo, de 43 graus celsius. Após a proeza, Anacleto Azeiteiro, coberto de flores lançadas pela "afición" e conduzido em ombros pelos seus bandarilheiros, deu meia volta à praça e, seguidamente, foi transportado em maca até uma ambulância que o levou às urgências do hospital de São José, onde, já falecido, viria a morrer cinco minutos mais tarde. A causa da sua morte súbita, ainda hoje está por apurar, mas pensa-se que está associada ao calor que se fazia sentir, pese, embora, o facto - segundo testemunhas oculares duvidosas - de ter sangrado muito do peito.

 

Jean Pierre Arrière (1654 - 1598) viu, efectivamente, a sua vida andar para trás. É consultar a Wikipedia, se faz favor!

 

Jonh Wacky Froid (1788-1818), jovem médico norte-americano, foi um dos precursores da moderna psicanálise. Deve-se a ele a introdução do famoso divã no método psicanalítico.
O processo teve um grande impacto junto da "high society" de Nova Iorque, mas acabou por cair em desuso com o advento dos colchões Molaflex (passe a publicidade).

 

Helmuth Begravd, filho da mãe (incógnita), bávaro de origem sueva por parte de um pai e vândala por parte de outro, pediu que o enterrassem vivo e de óculos escuros por presumir que ia parar ao inferno, convencido de que era um grande pecador. A sua vontade foi respeitada, não obstante ter levantado fortes dúvidas entre a comunidade, muito dividida quanto ao problema ético da eutanásia, pois é do conhecimento geral que o termo significa "morte feliz", o que não deve ter sido o caso do pobre Helmuth.

CONTOS DE NATAL

contos de natal.jpg

Certo dia, Elohim nomeou um emissário chamado Gabriel para ir anunciar a boa nova a Maria, uma mulher idosa, natural de Nazaré. Porém, Mefistófeles, Seu eterno arqui-rival, arquétipo da maldade suprema que, além de ser um excelente mimetista, era um mulherengo compulsivo, aproveitou-se da distracção momentânea do Criador, disfarçou-se de Gabriel - o qual fizera desaparecer de cena - e foi ao encontro da virgem Maria Nazarena que, não obstante o tempo lhe ter roubado a graça da juventude, ainda despertava no mafarrico apetites lúbricos. Ou não fosse Mefistófeles!

Assim que aterrou a máquina voadora na qual se fizera transportar desde algures* no infinito celeste, disse a Maria:
«Salve, ó afortunada virgem, o Senhor está contigo!»
Não compreendendo muito bem o significado das palavras do seu interlocutor, Maria esboçou um gesto de dúvida e, naturalmente, temor. Porém, Mefistófeles prosseguiu:
«Não tenhas receio, mulher! Ele enviou-me para te dizer que vais ser mãe brevemente; mais vale tarde do que nunca, não achas?... Vai ser um rapaz vigoroso, fica tranquila. Está escrito que se vai chamar Salvador. Gostes ou desgostes, é o que vai constar na Sua certidão de nascimento!»
«Mas, eu não sou casada, meu senhor! Para além disso, já não tenho idade para conceber»
«Não te rales, Maria! Ele é omnisciente e tudo pode, tudo sabe, e passa ao lado desses pequenos pormenores de ordem burocrática. Prepara-te que o tempo urge. É de Sua indelével vontade que o menino solte o primeiro vagido no dia 25 de um mês de Dezembro. Apressemo-nos, pois, para cumprir os Seus desígnios. Quanto mais depressa for feito, mais depressa contentaremos o Senhor! Quando o sol se puser, unge-te com óleos perfumados e espera por mim que, em nome de Deus, depositarei em ti a semente do Divino Espírito Santo.
Então, Maria, disse:
«Faça-se, então, a Sua vontade, vou ser escrava do Senhor!»

 

Passaram-se meses...

 

José era um homem porreiro, mas tudo tem um limite, mesmo para os valores daquela época em que as normas de boa conduta não eram tão filtradas como actualmente. É claro que, quando despontaram os primeiros sinais da gravidez de Maria, José, não sendo seu marido, pensou que não estava para se casar com uma mulher impura. Ainda se fosse jovem e formosa, vá que não vá! O que é que iriam pensar dele? É que, apesar de tudo, naquele tempo ainda havia muito preconceito...
Numa noite, no regresso a casa, após uns copos e umas horas de reinação num lupanar de Séforis, cidade onde exercia o seu métier de carpinteiro, teve uma visão. Vindo do nada, apareceu-lhe um tipo louro, alto e bem vestido, que lhe disse sem delongas:
«José, filho de David, o Senhor ordena-te que não rejeites Maria. O fruto que ela traz no ventre é o Filho de Deus. Trata de casar com ela, pois essa é a determinação do Senhor!»
No dia seguinte, acusando o efeito de uma noite de boémia, José não ligou grande importância ao sucedido, pensando que se tinha tratado de mais um sonho provocado pelo vinho rascante, comum naquela época, mas, no seu subconsciente, bem lá no fundo, sentia que não podia deixar a pobre criatura de Deus entregue a um destino de mãe solteira. Estava escrito.

Epílogo:
Elohim nunca soube que Mefistófeles Lhe tinha passado a perna, mais uma vez, e tal desconhecimento, ou distracção, como lhe quisermos chamar, adiou o primeiro cisma da cristandade. Contudo, nunca ficou provada a origem da paternidade do Salvador. E, mesmo à luz dos conhecimentos científicos actuais, a verdade, custe o que custar, ficará sempre por apurar. Penso que foi melhor assim porque senão o Natal não teria graça.

 

*há algumas teorias que referem a existência de um lugar inóspito chamado inferno e o associam a Mefistófeles, mas penso que isso são especulações Dantescas.

ERA UMA VEZ UM CASAL DE VELHINHOS

casal de idosos.jpg

Era uma vez um casal de velhinhos que gostava muito  de relembrar histórias passadas; de um tempo em que era um casal muito jeitoso (e muito querido do povo, diga-se em abono da verdade) e talhado para ter muitas venturas. Há casais que nascem para o que são, não há volta a dar, é o destino!

Escrevia, eu, que o dito casal recordava coisas antigas como se fossem vividas hoje e esquecia-se, às vezes (não era sempre, graças a Deus), que perdera o fulgor e, naturalmente, o discernimento da juventude.
Ela dominava os diálogos, quase em jeito de monólogos. Ele quase sempre distante. O caso não era para menos pois o senhor sofria de uma doença raríssima e, naquela altura, a medicina não estava tão evoluída como agora. Além de que ainda não existia o Serviço Nacional de Saúde, nem o ministro Paulo Macedo que lhe deu um forte impulso. Vá lá que, hoje, as coisas estão muito melhores!

A juntar ao comportamento próprio da tal doença raríssima de que padecia, surgiram outras reacções típicas da idade: repetia-se muito e babava-se, qual recém nascido.

Assim decorria a vida do casal, feita de recordações de uma vida muito boa e sem sobressaltos. Todavia, as regalias e obrigações protocolares, associados ao elevado cargo de um dos sujeitos, estavam a acabar e só lhe restava gozar uma reforma justa. Um descanso merecido, depois de tantos anos de ociosidade.

A dada altura a Maria - penso que Maria fica bem nesta síntese - disse:
«Vou deixar em testamento todos os meus bens ao Santana Lopes. Já ando a matutar nisto há muito tempo! Doo tudo, tudo! As prendas que recebi por todos os périplos que percorri, as acções do BPN, inclusive os demais investimentos que fiz!»
«Os teus bens, os teus investimentos e os périplos que percorreste?!... Então, e eu, Maria? - disse Aníbal (chamemos-lhe assim pelas razões que argumentei em relação a Maria) - O que é que vai ser da minha vida de reformado, se a pensão que aufiro não dá para as despesas, diz-me! Ademais, que eu saiba, não nos casámos com separação de bens; o que é meu é meu e o que é teu é meu! Se não fosse eu, a gente reformava-se com uma mão à frente e outra atrás, Maria, sabe-lo bem!»
«Não tens que ficar preocupado. Quando digo que vou doar os meus bens, também te estou a incluir, querido! Demais a mais, o Loló parece estar a precisar de alguém que saiba fazer contas para equilibrar a balança da Santa Casa. Desde que não sejam complicadas...»

PARASITAS DOS POMBOS VERSUS PARASITAS DOS POLÍTICOS DESONESTOS

pombos e políticos.jpg

Os pombos podem abrigar uma fauna de parasitas bem conhecidos, causadores de doenças. Porém, devo acrescentar que tenho menos receio dos efeitos nocivos dos parasitas dos pombos do que dos parasitas dos políticos desonestos.

Doenças perturbadoras da qualidade de vida, tanto psíquica como física, tais como enxaquecas insuportáveis, insónias, depressões profundas e desesperança, são o resultado natural de nos fiarmos em excesso nos parasitas dos políticos desonestos. Há relatos, devidamente documentados, de casos de suicídio, nomeadamente de pessoas que perderam tudo o que investiram durante uma vida, como consequência de confiarem cegamente nos parasitas dos políticos desonestos.

E é sempre assim de quatro em quatro anos: massacram a malta com o paleio recorrente, oferecem esferográficas e aventais de plástico, a malta acredita recorrentemente na cantilena deles, e depois tudo se varre; as promessas não cumpridas e outros sofismas propagandísticos e, enfim, os habituais repertórios das campanhas eleitorais. Guardam-se num saco até à campanha seguinte e todos se desinteressam pela política. Menos os parasitas dos políticos desonestos, claro, para bem deles, é de toda a conveniência.

Digam lá se os parasitas dos pombos não são uns bichos simpáticos se comparados com os parasitas dos políticos desonestos, hã? Mas isso já estais fartinhos de saber...

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