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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

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O TÓRAX

dor no tórax.jpeg

Para quem já esqueceu o que aprendeu na escola sobre a morfologia do corpo humano, apraz-me relembrar que o tórax situa-se ligeiramente abaixo do pescoço, medindo pouco mais do que um palmo de comprimento.
Muitas pessoas ainda acreditam que as pernas saem do tórax. Ora, tal crença há muito que foi desmistificada. No entanto, acho que ainda vai decorrer bastante tempo até que esta superstição seja erradicada da nossa sociedade. A talhe de foice importa referir que o umbigo é uma aberração geográfica do abdómen, como veremos a seguir, se não me esquecer. Pode-se, portanto, inferir que o tórax está bestialmente bem situado.
Imaginemos, só por breves momentos, que o tórax se situava acima da cabeça. É evidente que não dava muito jeito; não é preciso ser muito esperto para chegar a esta conclusão, julgo eu, sabendo que não estou muito certo.
Pensa-se que o tórax foi descoberto pelos fenícios, embora não existam estudos que sustentem a veracidade de tal pensamento, ou seja, por enquanto é tudo muito vago. Todavia, desconhecendo-se em pormenor as circunstâncias que rodearam esta hipotética descoberta, também não é difícil imaginar como pode ter acontecido: um fenício lembrou-se de olhar para baixo, reparou que havia qualquer coisa a separar o seu pescoço da sua barriga e apressou-se a registar a patente. Penso que toda a gente deve ter concebido a coisa assim, não vejo outra explicação.
É difícil explanar, por palavras simples, a composição do tórax. Difícil e moroso, portanto o melhor é passar à frente. Bastará referir que o tórax contém o peito que por sua vez contém o coração, os pulmões e as costelas que protegem os dois órgãos em caso de queda ou choque.
Os pulmões são dois e servem para respirar. Se se tapar a boca e o nariz, em simultâneo, chegar-se-á facilmente a essa conclusão ao sentir-se falta de ar.
O coração, como é comummente aceite, é uma bomba e, paradoxalmente, não se pode viver sem ele. Há quem o tenha colado ao peito, na boca, nas mãos, aos saltos, ao alto, uns com coração mole e outros empedernido. Há gente com muito bom coração e com coração de leão (não está cientificamente provado que alguém tivesse sobrevivido com um coração de leão. Nem mesmo aquele gajo inglês - o Ricardo), mas também a há sem coração. Esta última só pensa em si, alheia que está ao que a rodeia. Porém, está sempre a bater com as mãos no peito num gesto falso de arrependimento e reconhecimento do pecado, na esperança de ganhar um lugarzinho no Céu.
Quanto ao peito, a mulher leva, quase sempre, vantagem sobre o homem. Com efeito, ela possui dois peitos, não obstante ter um tórax. Bem, o homem não é carecido de igual número de peitos, mas, na generalidade, não é tão evidente. Certo, certinho, é o facto indesmentível (até prova em contrário) de o peito ficar à frente das costas em ambos os sexos. Para fechar o assunto do peito, temos as vulgares dores de peito que nem sempre são sintomas de angina ou infarte. Ás vezes são gases ou crises existenciais ...

Em jeito de conclusão e a propósito das costas, elas representam a parte de trás do tórax e são, também, um elemento fundamental na sua constituição; não fossem elas e via-se tudo. Para além desse facto insofismável, as costas servem para carregar objectos, pessoas e animais e também para levarem palmadinhas e facadas. A somar a tudo isso, é sempre por elas que se trama quem não se grama, quem as tem largas, ou quem queira ver alguém por elas.
Enfim, se me lembrar, pode ser que me debruce mais profundamente sobre a importância das costas, nomeadamente as dores de costas. Ora, quem não tem dores de costas, hã? Vá, digam lá!

SERÁ QUE OS COMUNISTAS AINDA COMEM CRIANCINHAS?

paulinho a fazer a saudação comunista.jpg

A propósito do ruído que se tem registado um pouco por todo o lado, na comunicação social, nas redes sociais e nas  discussões políticas acaloradas entre os que são declaradamente contra e os que são incondicional, ou parcialmente a favor e também os ecos que nos chegam, dos receios dos nossos credores, o nervosismo dos mercados, enfim, as conversas do quotidiano sobre a eventual participação de comunistas e bloquistas num governo liderado pelo PS, parece-me ser pouco adequado para o actual contexto político e social em que vivemos. Ao abordar isto, tento ser o mais imparcial possível para não ferir susceptibilidades. Uma coisa é certa, ou, pelo menos, penso que alguns concordarão comigo. É que a tradição já não é o que era, ou seja, nada é estático; é assim porque tem que ser assim, já passou de moda, embora muita gente insista em prolongá-la indefinidamente. Nada é inevitável, presumo. Aliás, a inevitabilidade tem sido um argumento muito usado pelos defensores de uma certa forma de resignação. Não a deles, evidentemente.

O que é que nos leva a pressupor que uma tal aliança pode vir a gerar desestabilização política e social? À primeira leitura das mais variadas reacções a essa tal possibilidade, constato uma maior percentagem de insegurança nos sectores mais conservadores da nossa sociedade, os que têm medo de perder estatutos, privilégios e influências. Não sei se merecidos, ou se adquiridos ilicitamente. Não me cabe, aqui e agora, julgar isso.

Ora, nesta encruzilhada, afinal em mais uma das muitas em que estivemos envolvidos ao longo da nossa História, não podemos considerar-nos uma excepção ao que está a acontecer e estará, ainda, para acontecer nesta Europa moribunda.

O "arco da governação" foi à vida na Grécia. Lá, o Syriza fez uma aliança improvável e perdeu contra a vontade de um povo e a favor da banca internacional. Em Portugal, pode vir a ter, a breve trecho, uma nova configuração. Provável, ou não, é irrelevante agora, pois a vontade bem expressa pela maioria dos que votaram foi de mudança e a vontade da maioria é para ser acatada. Não direi a vontade dos portugueses porque aí o caso muda de figura e teríamos de aceitar a vitória esmagadora de uma outra vontade: a abstenção.

A seguir pode ser a Espanha e por aí fora, quem sabe? Quem tem medo do papão comunista é quem pensa que ele ainda come criancinhas.

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades"...

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