Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

PASSOS COELHO, UM MENTIROSO COMPULSIVO

Depois de 4 de Outubro, a dar crédito às últimas sondagens, podemos ter que aturar esta figura inenarrável e o seu parceiro "irrevogável", "Paulinho das feiras", durante mais uma legislatura. Sendo esta a vontade expressa pelos eleitores na hora da votação, depois de tanto mal que esta gajada tem feito ao país, o único pensamento que me sairá do âmago é o de que está tudo doido! Não devo encontrar outra expressão capaz de classificar tal escolha. Mesmo que as ditas sondagens tenham o valor que normalmente têm, e o facto de lhes estar associada a habitual manipulação da opinião pública, no sentido de influenciar o sentido de voto.

Os media e os fazedores de opinião são pródigos nesse tipo de indução. Nomeadamente os que estão comprometidos com os interesses dominantes. Por outro lado chega a ser escandalosa, a bipolarização da política em Portugal. A ideia de um bloco central, PS/PSD/CDS não é uma ideia nova. Seria muito bem vinda pelos sectores mais conservadores (utilizando uma expressão macia) da sociedade. Ora, isto em "democracia"  pode augurar uma perversão do sistema. Tudo em nome da estabilidade (de quem?), como pretende alguma "gente entendida' na matéria. Vamos ver...

O PEIDO

escoçês.JPG

Inesperado, premeditado, angustiante, desafogado, aliviante, silencioso, periclitante, hilariante, seco, ou molhado, são alguns dos atributos que fazem do peido um caso sério de popularidade. Não obstante o cheiro que, para quem o tem, é simplesmente o cheiro habitual: fede mal.

Ora, a intensidade do cheiro depende daquilo que se come. É opinião unânime, entre os entendidos, que os alimentos ricos em enxofre são os que produzem os cheiros mais fétidos. Por exemplo, a couve-flor, os brócolos, o alho, ou alguns lacticínios como o queijo.

Peidar, toda a gente se peida, desde que se nasce até que se morre. Quando alguém morre é usual dizer-se, em linguagem popular, "deu o peido mestre".

É um acto que não se deve evitar, seja sob que pretexto for, faz parte da natureza libertária do intestino grosso.

A questão está no que se come, o que confere aos gases, praticamente inodoros, o característico e desagradável fedor, capaz de estragar uma boa relação ou, quiçá, apimentá-la, dependendo do contexto.

O produto de cada peido, é um produto distinto, varia de pessoa para pessoa. O cheiro do meu peido nunca é igual ao cheiro do peido do meu vizinho. Pode ser idêntico, mas nunca é, garantidamente, igual.
Para além da sonoridade ou falta dela, devendo-se a sua notoriedade, mais ou menos acentuada, no primeiro caso, ao estado de tumefacção do ventre, o chamado meteorismo, também se pode considerar que existe alguma musicalidade. Há peidos de uma nota só e outros de notas soltas, o que lhes confere algumas características melódicas e até mesmo rítmicas.
Se bebêssemos exclusivamente água, por exemplo, as flatulências intestinais não teriam um cheiro tão antipático. Por outro lado, perder-se-ia o lado jocoso do peido, pois parece que o odor tem, efectivamente, o efeito hilariante do monóxido de azoto.
Existem coisas que podemos considerar bizarras ou até produtos da nossa imaginação, mas há sempre estudos supostamente esclarecedores que podem levar a revelações científicas. É claro que não estão sempre certos, pois precisam de confirmação através de um corpo de evidências alcançado com outros estudos; e o que é hoje válido pode ser contraditado amanhã, é lógico, não? Todavia, não deixa de ser muito divertido e talvez útil, em certas circunstâncias, supor que o peido é excitante do ponto de vista sexual.

Para reflectir seriamente. Sobretudo "neste momento particularmente difícil para a vida da Nação".

INSÓNIA

insónia.jpg

A manhã mal acordada

O intervalo do cigarro

O oceano escancarado

Vejo o Tejo a beijá-lo

 

No paraíso replantado

A eternidade embrutece

No lusco-fusco da placa

Quebro à saudade, anoitece

 

Não mato, matuto o tempo

Esquadrinho o calendário

Risco o dia no armário

Penduro o fardamento

 

Trezentas páginas de encanto

Repousam brancas sobre a mesa

O diluente da tristeza

Torna mais espesso o meu pranto

 

Mortalha queima, mal a sinto

Derramo o último chuveiro

Enquanto, alheio, o dia teima

Perpetua-se noite adentro

 

Quiçá Morfeu se compadeça

Das minhas penas e me ofereça

O prazer sublime do seu colo

E extinga enfim meu pensamento

 

Poema criado a partir de uma prosa que escrevi, há mais de quarenta anos, durante a minha comissão na guerra da Guiné, da autoria do Zé Resende (ex-Sitiados), poeta e músico nas horas vagas.

Mais sobre mim

foto do autor

NOTA MUITO IMPORTANTE

O AUTOR DESTE BLOGUE ESTÁ-SE A MARIMBAR PARA O ACORDO ORTOGRÁFICO!

ESPREITADELAS

hitwebcounter

FLORES DE MAIO

Mensagens

JAZZ COM BIFANAS

O SEU A SEU DONO

Se, neste blogue, houver lugar à existência de qualquer violação de direitos de autores de obras intelectuais, agradeço que me contactem através de joaoratao1@sapo.pt (ou aqui), por forma a poder corrigir a situação. Obrigado.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Calendário

Setembro 2015

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
27282930

Comentários recentes

  • Anónimo

    Bocage in "O Bordel Português"Saudações cordiais

  • Anónimo

    Faz-nos pensar que, aqui e ali, ainda se vão encon...

  • Anónimo

    Faz lembrar essa grande quadra de autor desconheci...

  • Anónimo

    Eu ia dizer - que f.... da ..... de texto tão rico...

  • João Ratão

    Pois, com certeza, nem refuto!

subscrever feeds

Pesquisar