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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

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O GATO BORRALHEIRO, VERSÃO RAPIDINHA

a gata borralheira.jpg

Quando a fada madrinha, num passe de mágica, lhe vestiu um lindo fato Dolce & Gabbana (passe a publicidade) e lhe botou nas mãos aquele Ferrari 488 GTB (passe a publicidade) puxado por 600 e tal fogosos cavalos, o gato borralheiro nem quis acreditar que ia ao baile anual de debutantes. Contudo, a ordem expressa pela fada madrinha era a de que tinha que regressar às tarefas domésticas, o mais tardar à meia-noite menos três, antes que terminasse o feitiço. As fadas são muito boazinhas, mas também muito rigorosas; é assim que reza a história e não há mas, nem meio mas!

Já se dançava, ia para três horas, mais coisa, menos coisa, o borralheiro continuava todo coladinho ao Príncipe, de tal modo absorto naquele momento único que nunca mais se lembrou da recomendação solene da fada madrinha.

Entretanto o relógio tinha acabado de bater a última badalada, precisamente a da meia-noite. Atabalhoadamente, o moço, nuzinho como veio ao mundo, desatou a descer as intermináveis escadarias do palácio, botou um pé em cima do "skate" que deixara de ser aquele Ferrari de sonho, e desapareceu na noite escura como breu. Por qualquer razão que a própria razão desconhece (já li isto em qualquer lado), um dos sapatos ficou para trás. As fadas também erram, o que vem comprovar a tese (exclusiva) de que, afinal, a perfeição é um mito, essa é que é essa! Mas isso seria motivo para outro artigo e não quero dispersar-me, adiante...
Desvairado, qual príncipe apaixonado, o par do gato borralheiro, procurou obsessivamente por todo o reino o dono de tão delicado sapato.

Após buscas incessantes, quis o acaso ou o destino que descobrisse a morada do presumível amado. O sapato foi experimentado, sucessivamente, no padrasto, nos manos e no próprio borralheiro, mas todos calçavam, mais ou menos, trinta e nove e meio e nem mesmo com várias palmilhas sobrepostas o sapato lhes serviu. Desesperado e à beira da loucura, experimentou-o no rapaz da estrebaria que, por sinal, calçava o número 49 e meio. Não é que o raio do sapato assentou no pezinho do jovem que nem uma luva?!
Para abreviar isto, lá se foram a caminho do palácio, quais pombinhos sussurrando arrulhos. Casaram e foram felizes para sempre.


Nota final: Podemos alterar o final da história no dia 4 de Outubro; está nas suas mãos, mais precisamente num boletim de voto e não na ponta de uma varinha mágica, caro eleitor!

O PROCESSO DE AVERIGUAÇÕES

o processo de averiguações.jpg

O provedor mandou abrir o processo de averiguações para averiguar (passe a redundância) das razões pelas quais não foi aberto. 

Averiguadas as razões pelas quais não foi aberto, e na sequência da sua abertura, a consultadoria jurídica do gabinete do provedor, encarregada de estudar o processo de averiguações, concluiu, em parecer que emitiu, que não havia razão de direito para prosseguir com o processo, por não reunir elementos que pudessem presumir fundamento legal para a sua prossecução e, por consequência, reconhecendo expressamente que o processo de averiguações não incorreu na prática de infracção. Por isso determinou o seu encerramento.
Finalmente o provedor formulou juízo de louvor à forma como decorreu todo o processo, nomeadamente quanto ao propósito que esteve na origem da sua abertura, tendo, inclusivamente, enfatizado o papel determinante do processo de averiguações em todo o processo, o qual revelou "espírito de colaboração e boa vontade que é, afinal, o que o provedor espera de todos os processos".
Assim, o processo de averiguações, mandado abrir pelo provedor, não foi convertido noutro processo de averiguações, por o provedor entender não existir fundamento legal para tal. Com efeito imediato, o processo foi mandado para casa que é como quem diz: foi arquivado.

NOVOS PARTIDOS NA CENA POLÍTICA NACIONAL

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CENTRO DEMOCRÁTICO SOCIALISTA - PARTIDO POPULISTA

De tendência anarco-sindicalista e situando-se à extrema-direita do espectro político nacional, o CDS-PP, criado à pressa, reivindica-se do centro-esquerda, embora muitos dos seus militantes se afirmem convictamente neo-nazis às segundas, quartas e sextas e neo-fascistas às terças, quintas e sábados. Encerra aos domingos para descanso do pessoal.

Segundo um dos seus fundadores, é um «partido com vocação deliberadamente populista maoista-internacional-socialista que renega todas as formas de totalitarismo a não ser que nos coajam a tomar decisões que, à partida, consideramos irrevogáveis.»

 

PARTIDO DO MAR DA PALHA E PARA ALÉM DA TAPROBANA

O PMPPAT defende a necessidade imperiosa do regresso de Portugal à epopeia dos descobrimentos, com novos territórios marítimos por desbravar, num momento crucial na nossa História, em que nos deparamos com a possibilidade de estender a plataforma continental portuguesa para lá das 200 milhas. Para o efeito, o país viu reforçada a sua soberania sobre o solo e subsolo marinhos, com a modernização da sua frota submarina através da aquisição de dois submarinos da classe Nautilus a uns gajos alemães, idênticos ao do filme "Vinte Mil Léguas Submarinas". 

Este partido, também criado à pressa, surge na sequência de um belíssimo apelo do senhor presidente da República, num raro momento de lucidez, no sentido de nos virarmos para o mar e deixarmos que nos bata nas partes pudendas (é sempre assim, quem se lixa é o mexilhão!), agora que só nos resta a pesca da sardinha e do carapau e é um pau!

 

MOVIMENTO ESQUERDISTA DE RENOVAÇÃO DEMOCRATA ANARCO-SINDICALISTA

Constituído por um grupo de militantes que abandonaram o PS à pressa pela porta dos fundos, acusando-o de ter traído os ideais da Democracia Cristã, o MERDAS pretende criar as condições que lhe permitam discutir em paridade com o Partido da União Trotskista Acção Socialista (PUTAS), a constituição de uma frente comum e igualitária que albergue todos os apreciadores de vinho verde, branco, ou tinto, é igual ao litro.

 

PARTIDO POPULAR DE PORTUGAL

Resultante da uma cisão, à pressa, no Partido Monárquico de Esquerda (PME), o PPP, de tendência absolutista, como o próprio nome indica (leia-se nas entrelinhas), pretende a construção de um futuro porreiro para os portugueses e portuguesas, através da fusão teórica da monarquia anti-constitucional com o neo-absolutismo, por oposição à monarquia liberal.
Propõe, claro está, a aclamação do "senhor Silva" e esposa como soberanos absolutos e vitalícios do reino de Portugal e de Boliqueime e o exílio do Duque de Bragança para a Espanha.

RECADOS À MARIA

empregada domestica.jpg

Segunda-feira, 6: «Bom dia, Maria. Hoje não há muito para fazer. Exceptuando as camas, o pó disperso um pouco por todo o lado - olhe que passei com o dedo em cima de um aparador e não gostei nada, Maria! Faça favor de dar uma aspiradela geral e uma limpezazinha mais cuidada às casas de banho, é o mínimo que lhe posso exigir; já agora agradeço que dê uma regadela nas orquídeas e nas centáureas, coitadinhas, parecem-me secas... ah!... e não se esqueça de dar banho ao cão!»

 

Quinta-feira, 9: «Bom dia, Maria. Não é preciso ficar aborrecida por ter partido a loiça toda! Partiu, partiu, pronto, está partida, amanhã compra-se mais, 'tá bem? É claro que não vou exigir que me pague já a que vou comprar, esteja tranquila. Na certeza porém de que não vou deixar passar isto em branco, já lhe perdoei muita coisa! Desta vez alguém vai-se ver grego para pagá-la e com juros de dívida insuportáveis, ai vai, vai, isso lhe garanto! Mas, por agora, deixe lá; a minha principal preocupação foi que a Maria se tivesse magoado, mas graças a Deus não lhe aconteceu nada.
Hoje tem aí uma roupinha para passar a ferro. Se tiver tempo de sobra, agradeço que passe um paninho pelas estantes e que limpe o forno, está bem? Ontem entornou-se Gratinierte Kartoffeln, já para não falar na bratwurst. Está um nojo, Maria, é só gordura! Talvez seja melhor ligar a limpeza pirolítica.»

 

Segunda-feira, 13: «Então, Maria, não desespere! Deixar o Adolfo fazer chichi e cocó nos maples de pele, enfim, só não acontece a quem não tem cão e quem não tem, caça com gato. Aliás já disse ao Joachim para se desfazer dele porque é muito porco e está sempre prontinho para me morder! Quanto às camisas Empório Armani que queimou com o ferro de engomar, olhe, vão para panos do pó. Para a próxima seja mais cuidadosa e não se mortifique com esses pequenos acidentes domésticos. Toda a gente os tem, Maria!
Agradecia que limpasse as casas de banho, pois da última vez deixou o Adolfo patinhar tudo. A mania que você tem de deixar o cão circular dentro de casa quando anda nas limpezas, Maria, francamente!»

 

Quinta-feira, 16: «Eu sei, Maria, no fundo eu também adorava aquele jarro Chinês da dinastia Ming, mas paciência, não vale a pena estar a chorar sobre o leite derramado. Aliás, o jarro até nem continha leite, o que torna o incidente menos dramático; e o vidro partido na porta da varanda que dá para o jardim também não fica mal com as tiras de fita-cola, sobretudo quando o sol lhe bate de lado. Quanto ao facto de ter ficado com as pestanas e os cabelos chamuscados, peço-lhe desculpa, esqueci-me de a avisar que o isqueiro da placa falha muitas vezes. Penso que se deve ao facto de a Maria deixar verter água a ferver, das panelas, para cima dos bicos da placa. Tem que ter um bocadinho mais de atenção, senão qualquer dia sai da cozinha feita numa tocha, Maria! Faça favor de lavar as carpetes e dê uma arrumação à despensa, pois estão mesmo a necessitar.»

 

Segunda-feira, 20: «Deixe lá isso, Maria, em boa verdade as carpetes já estavam a precisar de ser substituídas. O Joachim até já me tinha dito que os cheiros dos chichis e cocós do Adolfo já se tinham entranhado nelas. Penso que se deve à cor verde com tons de castanho. Olhe, ponha-as no jardim; pode ser que o cão se desabitue de fazer as necessidades dentro de casa. O plasma do nosso quarto foi uma pena, mas, na minha opinião, partir uma perna teria sido bem pior. O frigorífico refrigera mal porque a Maria esquece-se sempre de o fechar, e a máquina de lavar loiça parte os copos de cristal porque a Maria os arruma mal, mas pronto, não se fala mais nisso! Não há ninguém que esteja livre de um azar e normalmente nunca vem só! Hoje agradeço que trate das pratas, do serviço inglês e doutras coisas mais delicadas. Já sabe onde é que está o martelo e o machado. Fica ao seu critério a utilização de um, ou outro. Faça uso de ambos, se tal lhe der prazer, esteja à vontade e força em cima daquilo tudo! Olhe, aproveite e comece pelo quadro do Georg Baselitz que está pendurado atrás da secretária do Joachim. Tem a nossa inteira solidariedade, não vacile; sobretudo em relação às porcelanas Villroy & Boch. Aproveite para escavacar o gira-discos a válvulas do Joachim e, se lhe sobrar algum tempo, pode puxar fogo à casa!»

AUMENTOS E REGALIAS PARA TODOS

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Finalmente, houve um grande consenso, uma coisa assim a modos muito generalizada e nunca antes vista. É claro que, nestas coisas, há sempre uma ou outra ovelha ranhosa, já é tradição. Mas adiante!

Refiro-me, precisamente, ao consenso político sobre um assunto que nos é caro: aumentos e regalias para todos. Sim, não estou a exagerar. Afinal, fez-se justiça, graças ao consenso; foi mesmo consensual, a sério!
Os políticos activos e passivos (não, não tem nada a ver com políticos homossexuais, embora admita que haja por aí um ou outro com vontade de "sair do armário") deixaram bem clara a intenção de não serem incluídos neste projecto:

"O nosso objectivo é trabalhar para o bem-estar geral; basta de lazer e ociosidade, nós somos do povo que diabo!
Portanto, por razões éticas e, obviamente, uma grande dose de consciência profissional, entendemos não dever beneficiar destas medidas, agora prodigalizadas a toda a população, dado que, como deputados, até aqui, estávamos isentos de um terço do nosso salário em IRS e reformavamo-nos com 100 por cento enquanto a população trabalhadora se reforma com 80 por cento na melhor das hipóteses. Ora, o que pretendemos é inverter a situação; haja alguma equidade, valha-nos Deus!" - declarou um dos autores desta proposta de Lei aprovada pela maioria e finalmente promulgada com grande objecção por Sua Excelência o Senhor Presidente da República (uma das ovelhas ranhosas). Porém, não sem que antes tivesse sido sujeita ao parecer do Tribunal Constitucional, por algumas normas suscitarem fortes reservas ao mais alto Magistrado da Nação.
Tornado público, o plano de aumentar a população juntamente com outras regalias, os protestos não se fizeram esperar, tendo-se, inclusivamente, organizado uma grande manifestação nacional de desagrado, exigindo que os políticos não fiquem de fora das novas políticas de aumento geral e outras regalias. "Para deputado igual, salário igual!" - Lia-se num dos muitos cartazes.
O Chefe de Estado, figura habitualmente dada a poucas falas, pois não gosta de se comprometer, mesmo assim não deixou de manifestar o seu desacordo, lembrando o que está escrito na Constituição:

"Todos somos iguais perante a Lei. Portanto, não faz sentido que os políticos passem a ganhar uma miséria enquanto o nível de vida da população vai subir a olhos vistos. Bem me basta a parca reforma que não vai dar para as despesas e ainda querem cortar mais?!"
Também as organizações representativas dos magistrados, juízes e similares reagiram desfavoravelmente às novas medidas por as presumirem excessivas. De tal modo que se poderão repercutir nas suas já degradadas condições de vida. Medidas que só servem para agravar as assimetrias sociais:

"Respeitamos a vontade dos políticos, mas é injusto que rejeitem as mordomias a que têm direito! Pelo andar da carruagem, qualquer dia tiram-nos também os carros oficiais, motoristas, viagens em executivo, cartões de crédito e demais regalias e depois o que é que sobra? Ora, se a actual situação económica é de relativo desafogo, a crise ficou para trás, os cofres até estão cheios e nós, por acaso, até nem vivemos na Grécia, por alminha de quem, é que os políticos em geral e a gente em particular, tem que se ver grega face aos enormes aumentos e regalias que se adivinham para a população?" 

"Só seremos incluídos no pacote de medidas à força!" - exclamou um dos políticos subscritores do projecto, por acaso deputado na Assembleia da República, enquanto outro, por acaso ex-deputado, completava: "O objectivo desta lei é , afinal, tão só trabalhar para o bem estar geral. Iremos até às últimas consequências; inclusive despiremos a nossa roupa interior, in extremis, pelo povo!"
Nos últimos dias, alguns políticos mais sensíveis à onda de indignação geral, temendo uma sublevação popular, admitiram revogar a sua deliberação e levar a discussão desta lei tão polémica, novamente ao Parlamento. Entre os subscritores desta ideia encontra-se um político muito famoso, conhecido pelas suas decisões irrevogáveis. No entanto outros políticos, incluindo, naturalmente, deputados, pretendem alterar a lei, porque pensam que as medidas de austeridade deviam ser mais severas, dado que as que estão em vigor não lhes permitem pagar bens de consumo a preços mais elevados. No fundo, à semelhança dos que são praticados para a população. A título de exemplo, realce para os preços da alimentação, nomeadamente os aplicados no bar/restaurante da AR, onde uma lagosta suada fica ao preço de um bitoque, o que é escandaloso, diga-se de passagem!

"É claro que é impossível travar a descida de preços que se avizinha, mas nós, como deputados da Nação, democratas e com grande sentido patriótico, podemos e temos o dever moral de usar as regalias e imunidades que nos têm sido atribuídas, de forma injusta, aliás, para começarmos a pagar tudo mais caro!" - afirmou um dos defensores mais acérrimos desta lei.
Quem não se conforma com as brutais medidas de austeridade que se vislumbram para os políticos em geral e deputados em particular, é a população. O porta-voz de um movimento de cidadãos, indignados com esta lei tão penalizadora (movimento ainda sem sigla), condenou-a nos seguintes termos:

"Jamais alimentaremos este tipo de veleidades! Connosco não vão morrer à fome! Político, amigo, o povo está contigo!"

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