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A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

E SE A IDEIA PEGA CÁ POR ESTAS BANDAS?

o garimpeiro.jpg

E se a merda dos esgotos pudesse ser transformada em ouro, dependendo, de igual modo, da quantidade de cagões e da qualidade do que cagam, se é que se pode enobrecer o excremento? A ideia pode parecer absurda, mas parece que uns cientistas americanos - só para variar - da Universidade do Estado do Arizona, provaram (não me compete tecer comentários acerca do método utilizado neste estudo) que nos resíduos dos esgotos, produzidos por uma cidade com um milhão de habitantes é possível encontrar, mais ou menos, 12 milhões de euros em metal, entre o qual cerca de 2,5 milhões de euros em ouro e prata. A pesquisa foi publicada há pouco tempo na edição on-line da Environmental Science & Technology. 
Ora, se a ideia pega, por exemplo em Lisboa cuja população ronda os 2 milhões de cus activos, já consigo vislumbrar o advento de uma nova '"cultura underground"' nas nossas cidades. Até posso imaginar qual vai ser o pezinho de meia do reformado de Belém. Aquele cuja "reforma não vai chegar para pagar as despesas"...

E QUEM É O "TERRORISTA", QUEM É?

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"O PAÍS ESTÁ MELHOR
Em quatro anos livrámo-nos de 400 mil empecilhos, na sua maioria jovens sem visão empreendedora, que andavam para aí a perorar por trabalho e a viver à conta de subsídios. 25% dos imbecis que ficaram vivem abaixo da pobreza. Disponibilizámos 12 000 000 000€ a todos os bancos, demos 7 000 000 000€ ao BPN (preparamo-nos para dar muito mais ao BES) e comprometemo-nos a pagar pela "ajuda" da troika 35 000 000 000€. Criámos um regime fiscal especial para quem fugiu ao fisco poder regularizar a situação sem qualquer pena e pagando menos do que qualquer outro cidadão ou empresa que tenha pago os seus impostos a tempo e horas. Nos últimos sete anos duplicámos a dívida pública portuguesa, passando dos 68,4% de 2007 para os 131,4% do terceiro trimestre de 2014, e continuamos a pagá-la, o que nos faz ser muito interessantes para os especuladores dos mercados internacionais. Com os cortes conseguimos diminuir 30% dos rendimentos dos inúteis funcionários públicos e pensionistas. O número de desempregados aumentou mas pagamos menos subsídio. A estrutura produtiva do país continua a virar-se para servir o turista...

Tudo isto e o sangue derramado nas ruas é dos que se suicidam em silêncio, dos que desesperam uns com os outros ou dos que morrem à espera de atendimento nos hospitais em ruptura. Entretanto, em Outubro, o arco do poder prepara-se para manter o poder mudando, ou talvez não, de marca.

O país está melhor. Cada vez melhor!"


Tiago Mota Saraiva in Jornali

NÃO HÁ BEIO DE BE BASSAR A BUTA DA CONSTIBAÇÃO, BORRA!

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A constibação, cujo étibo latino brovém do grego katárrhous, ou seja, que escorre bara baixo - berdoe-se-be a redundância - , ou vulgarbente catarro, do étibo grego catarrhu, broveniente do latim, bais coisa, benos coisa, é um estado de esbírito (devo salientar que ainda não be bassou a constibação e cobeço a ficar seriabente breocubado, bois, todos os dias de banhã acordo com o nariz entubido e com a boca seca) buito chato, embora seja coisa banal, de tal forba que todos os hubanos begam isto uns aos outros, seja através do esbirro, da tosse, do beijo e de outras coisas que não cabem aqui.

Bara quem tiver a bretensão de obter esclarecibentos, ainda que sem qualquer fundabento científico - também não é esse o objectivo deste texto sem bés nem cabeça - , sobre este teba tão comblexo, convém fazer, já aqui, uba destrinça entre constibação e gribe. Besbo sendo leigo no assunto, benso que são dois estados distintos, embora brimos entre si. Bor exemblo: a constibação é geralbente acombanhada de tosse, esbirros, dores de cabeça, exbectoração, bal estar geral e, às vezes, febre. Certo é que os sintobas descritos também estão associados à gribe. Vistas as coisas nuba bersbectiva desabaixonada e isenta de favorecibentos a uba ou a outra, a diferença é óbvia e, no entanto, subtil!
Em resubo: diagnosticar uba constibação e uba gribe não é assim tão fácil cobo se bensa; é necessária alguba brática e, claro, alguba baciência e intuição. Vou exemblificar: 'subônhabos' um "boy" activo da juventude centrista (também há bassivos, duvidosos, bi ou híbridos que dão bara os dois lados), alto, louro, corte de cabelo à betinho, abaricado nas baneiras que, abós uba sessão qualquer na sede do bartido, em ambiente clibatizado sai da sua "zona de conforto" e vê-se confrontado com o beio circundante e hostil da rua: o frio, a chuva, a trovoada, um cobunista em botência escondido atrás de cada rosto com que se cruza ou até besbo um bredador sexual filiado na Intersindical, daqueles bais ortodoxos, que ainda cobem criancinhas ao bequeno-alboço, sabe-se lá! Todavia, um factor imbonderável acaba bor traçar o destino deste jovem centrista: é atingido bor um raio eléctrico, só borque se lembrou de acender um cigarro com um isqueiro Zibbo - basse a bublicidade. Se o tem acendido com um isqueiro BIC - basse a bublicidade - , a história, talvez, tivesse um desfecho diferente, besbo tendo a noção de que o estado da imbonderabilidade é um estado lixado, bois não bodemos discernir se estabos a bairar ou em queda livre. Curiosabente, banifesta-se bais, abós a ingestão de quantidades generosas de bebidas ferbentadas e destiladas, bas isso é outra estória.
A única consequência que se retira deste infeliz exemblo (é besbo barvo, este exemblo, beço desculba!), é que será benos um betinho a aboiar o Baulinho das feiras. Ora, na binha bodesta obinião, isto está buito longe de ser uba constibação!
Tobebos outro exemblo: um sujeito na casa dos 70, com "direito" a bais do que uba reforba e em vésberas de acubular outra, bem na vida, buito viajado, bas, besbo assim, a queixar-se que as reforbas não dão bara as desbesas e que, às vezes, à socaba, tem que ir bara a bicha do Sidónio bais a bulher a ver se abicha uba sobinha. É um indivíduo buito reservado, odeia jornalistas, bal sai de casa e, quando sai, diz coisas sem bés nem cabeça e falha-lhe buito a bebória; é cobo se tivesse a bebória curta. Isto é gribe? Tenham dó!
São dois exemblos que exemblificam, com exemblar transbarência, cobo são difíceis os diagnósticos. Bor estas e outras, brefiro os brognósticos e, na falta destes últibos, os agnósticos.

 

"VEM!"

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Não há muito tempo, o governo da maioria incitava as pessoas desempregadas a mudarem de vida, procurando convencê-las a sair da sua "zona de conforto". Esse apelo era feito pelo, então, Secretário de Estado da Juventude e Desporto que se dirigia, assim, para uma plateia de jovens luso-brasileiros em São Paulo: "Se estamos no desemprego, temos de sair da zona de conforto e ir para além das nossas fronteiras". Observação infeliz que se tornou viral, pela boca de muita gentalha governativa. O "boy" imberbe, quiçá acabado de sair da universidade e alavancado para um cargo muito bem remunerado no ministério, por obra e graça, não de Deus, tampouco do Espírito Santo (deste último, quem sabe?), falava assim, de barriga cheia porque sabia que jamais faria parte de uma geração sem saída, uma geração sacrificada em nome da sacrossanta importância do dinheiro...

Rapazinhos como ele que pululam na política partidária terão sempre o futuro garantido, de tal modo que a saída da "zona de conforto", para eles, é algo irrisório.
Agora, com as legislativas novamente à porta, a mesma canalha que exortava os portugueses a procurarem emprego no estrangeiro, acaba de criar uma coisa insólita: um "programa estratégico para as migrações", um logro destinado a tapar o sol com uma peneira, com a falsa pretensão de apoiar o regresso daqueles que foram escorraçados de Portugal. Ora, sabendo-se da existência de centenas de milhares de novos emigrantes a engrossarem a eterna diáspora nacional desde Sócrates (lembremo-nos das promessas do ex-primeiro ministro com relação aos eleitoralistas "150 mil postos de trabalho para jovens licenciados"), e agravada tragicamente com as políticas do actual governo, este "programa" é tão absurdamente ridículo ou melhor: é ofensivo! No mínimo, ofende a nossa integridade intelectual. Até porque abrange somente algumas dezenas de emigrantes e não imagino os que estão confiantes no futuro fora da Pátria que lhes foi madrasta, a darem algum relevo a esta porcaria que algum ou alguma idiota se lembrou de designar por VEM (Valorização do Empreendedorismo Emigrante). Que aberração!...

FRASES INCONSEQUENTES, OU POR OUTRA...

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"Ninguém está imune aos sacrifícios"

Aníbal Cavaco Silva

 

"Estas medidas põem o país a pão e água. Não se põe um país a pão e água por precaução (*)."

Pedro Passos Coelho

 

“Todos sabem, na União Europeia, a enorme dignidade com que os portugueses têm ultrapassado esta fase difícil.”

Paulo Portas

 

"Acredito que mudei a Justiça para melhor...falo para o telefone como se fosse para um gravador!"

Paula Teixeira da Cruz

 

"Tem sido preocupação deste governo proteger os mais desfavorecidos."

Maria Luís Albuquerque

 

(*)Corrigenda: "Julguei que, enquanto trabalhador independente, as contribuições para a Segurança Social eram opção, razão pela qual não as declarei em sede de IRS."

VETERINÁRIO "ON LINE"

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Pedido de apoio, "on line",  de um dono de canídeo, desesperado:

«Olá, tenho um cão que faz cocó, justamente e a título excepcional, em cima de jornais e revistas que mostram fotos do primeiro ministro. Gostava de saber o que é que me aconselham, por forma a contrariar esta tendência obsessiva do meu cão. Ajudem-me, por favor, já não sei o que hei-de fazer!»

Joaquim

 

Resposta de um veterinário:

«Olá, amigo Joaquim. Temos alguma dificuldade em ajudá-lo, pois o que nos relata é muito vago! Recomendo que nos faculte informação mais detalhada acerca do comportamento do seu companheiro, para fazermos um diagnóstico psicológico mais rigoroso sobre o estranho hábito do animal. Nomeadamente a idade do cão, se é reformado, desempregado, se foi accionista do BPP, BPN, BES, se é um esquizofrénico da esquerda radical, et cetera..

Em face da informação adicional que nos prestar, poderemos eleger a forma mais adequada de tratamento para o bicho.

Sem outro assunto de momento, com os melhores cumprimentos.»

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