Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

A TORTO E A DIREITO

UM BLOGUE SEM PÉS NEM CABEÇA, A TRECHOS LÚCIDO, CONTUDO, TRANSLÚCIDO...MODÉSTIA À PARTE

O PADRINHO

o padrinho.jpeg

O padrinho, no título original, The Godfather, é um filme rodado em 1972, o primeiro da saga, realizado por Francis Ford Coppola e baseado no livro homónimo de Mario Puzo.
Tem como estrelas principais, Marlon Brando, Al Pacino, James Caan, Robert Duvall, Diane Keaton, Richard S. Castellano, John Cazale, Talia Shire e Abe Vigoda. O filme relata a história da família Corleone, de 1945 até 1955.
Teve duas sequelas: The Godfather: Part II, em 1974 e The Godfather: Part III em 1990.
Para rever...


"Let's look at a trailer!"

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

 

a defesa, o meio campo e o ataque.jpg

Primeira Parte:

A ordem de trabalhos da assembleia geral ordinária da meia liga (adoro uma meia liga. Então, se for preta, ui, fico com uma pica danada!), tinha como objectivo nuclear estabelecer uma carga de trabalhos ordinária para o ano que se avizinhava. Na mesa estava também o dossier sobre a má classificação no Campeonato do Mundo do ano anterior, segundo a tabela da OCDE que acabaria por ditar o nosso afastamento precocemente acelerado e, consequentemente, a desclassificação até ao patamar do lixo, tendo-nos relegado para uma posição cada vez mais próxima da passagem à Liga Africana sem passar pela Liga Árabe.
O Presidente arbitral deu o apito inicial e o primeiro Ministro abriu as hostilidades, começando por fazer uma defesa apaixonada e exaustiva dos seus golpes de rins em exercícios de análise combinatória com o Ministro do Meio-Campo junto ao ângulo recto (não confundir com reto), defendendo a necessidade defensiva, sem prejuízo de manter as defesas laterais junto às grandes linhas do plano.
No entanto, a dado passo de compasso, por via das conjecturas divergentes, não abrangentes e equidistantes, o Ministro da Defesa acusou o Ministro do Meio-Campo de não ter uma estratégia definida em relação à sua área, acentuando que a defesa não pode fazer tudo sem o apoio do meio-campo.
Replicou o Ministro do Meio-Campo, explicando que o facto de ter seguido uma linha média, ou intermédia, não o foi em detrimento de uma forte vontade de conter os avanços contrários, mas, outro sim, em função da cultura táctica abrangente.
Interveio, então, o Ministro do Ataque, que até aí não se tinha pronunciado, declarando que tem estado nitidamente à Defesa porque a Defesa tem-se postado ao Ataque, fechando a frente com a colaboração da defesa contrária que - estranhamente - tem abdicado do ataque, o que na circunstância não abona em favor do recuo do Meio-Campo.
O Ministro da Defesa flanqueou a questão, driblando a defesa do Ministro do Ataque, declarando que a defesa do seu colega envolve um ataque infundado à Defesa, acrescentando que se a Defesa joga ao ataque é porque o adversário não sai da Defesa, e faz sentido que assim seja, ou seja, todos à defesa, todos ao ataque, uma coisa assim a modos sem pés nem cabeça e já muito ultrapassada - uma solução à Béla Guttmann, por assim dizer.
Insurgiu-se de imediato o Ministro do Meio-Campo com toda a pertinência, aliás: «E o meu papel, qual é o meu papel?»
Explicou o Ministro da Defesa que o papel do Ministro do Meio-Campo é higiénico, aproveitando o Ministro do Meio-Campo o ensejo para recolher aos balneários, por via de uma cólica aguda e repentina que se instalara junto à linha de fundo, dando assim por terminado o primeiro tempo.

 

Segunda Parte:

Regressados à segunda parte, não se verificaram quaisquer substituições, mantendo-se as mesmas estratégias no terreno.
Reiniciadas as intervenções, o Ministro do Ataque exigiu como condição sine qua non a existência de balizas, tendo o Ministro da Defesa ripostado ao Ataque, aconselhando-o a ir a um oculista e garantindo a chuteiras juntas que as balizas já lá estavam.
Logicamente e por consequência, ou inconsequência, discutiu-se a proposta de um contra almirante com espírito do contra, de adquirir mais dois "zoomarines" da classe "Trident Splash" - passe a publicidade - , atendendo às excelentes condições de aquisição dos que já estavam no activo da nossa frota pesqueira e, também, como opções mais económicas, dada a grave crise das pescas. Assim pescam-se dois peixes com uma cana de pesca e não fica posta em causa a causa proposta.
Tirando este aparte, fora do contexto, e retomando a defesa, o Ministro da Defesa recordou que a melhor defesa é o Ataque, cabendo ao Ministro do Ataque defender-se de qualquer veleidade defensiva que pudesse desguarnecer a Defesa na sua dinâmica de Ataque.
Interveio o Ministro do Meio-Campo, recordando que as acções em bloco podiam agudizar a discussão e atacou o bloco levando-o a defender-se em bloco à esquerda da pequena área, derrubando o guarda-redes e a baliza.
Reagiu energicamente o Ministro da Defesa, afirmando que o Meio-Campo é um sector central, mas não centralizador da questão, dado que o bloco central do Meio-Campo não ataca nem defende, é assim, a modos que um empata, pois faz muitas fintas, rodriguinhos e rendilhados e nunca sai do triângulo, problema que preocupa a Defesa, por causa do Ataque posicional.
Quase no último quarto de hora, ia o prélio empatado e bem aceso quando a Polícia de Intervenção, Choque e Porrada entrou por ali de rompante, a dar choques na malta, à cacetada e ponta pés de meia distância e a rebentar petardos. Leva o Presidente em maca, abrindo caminho com tiros livres directos.
Na confusão gerada pela discussão e pela acção levada a cassetete (o cabo estava de baixa) pela PICP, aproveitaram, então, os ministros em campo para ir mastigar o resto da peleja com umas pataniscas de bacalhau e um arrozinho malandro numa tasquinha da Rua de São Bento, saindo de lá já altas horas e muito tocados de ambos os lados.

FOTO MISTÉRIO

passos grávido.jpeg

Eis que retorno a este tema, dado que o anterior foi recebido com muito entusiasmo por quem divagou aqui pelo meu blogue. Fartei-me de receber muitos comentários.

Algumas pessoas, mesmo com todas as sugestões que deixei, perguntaram-me se a foto mistério não seria a do professor Marcelo. Todavia, deixo isso à vossa capacidade analítica, sem recorrerem à álgebra porque isso é batota.


Mais uma vez tive o cuidado de manipular a foto, no sentido de pôr à prova a memória visual dos visitantes. Desta feita a fotografia é a da Christine à Lagardère, 30 anos mais nova, actual Directora-Geral do FMI, e conhecida pelas suas posições à Lagardère sobre Portugal: "Espero que a Europa se possa justamente inspirar nos exemplos dados pelos portugueses que, após tanto esforço, estão perto de garantirem o acesso à liga África"...

Em 2011 apresentou a sua candidatura à direcção do FMI, depois do conhecido escândalo que envolveu Dominique Levi Strauss, então director desta prestigiada instituição, e as suas incursões secretas a uma casa de meninas à rue du Pigalle, à Paris (bien entendu), onde se cruzava, à saída, com a lambreta de Françoise Hollande, uma conhecida drag queen, à altura assídua frequentadora dos lupanares parisienses.
Presumo que as pessoas mais expeditas reconhecerão a foto com muita facilidade. No entanto aqui ficam as sugestões onde somente uma corresponde à personagem proposta.
Enfatizo que não há prémios, à semelhança da primeira foto mistério, mas podem escrever a resposta num bilhete-postal e endereçá-la para as próprias moradas para testarem o grau de morosidade dos CTT.


Sugestões:


Roger
Rabit
Step by step
Passos Dias Aguiar
Ângelo Correia
Julia Roberts


Estou em crer que toda a gente acerta nesta, pois é tão fácil, tão fácil q'até chateia! Bonne chance!

O ESTRANHO CASO DO DR JEKYLL E MR HYDE

dr jekyll e mr hyde.jpg

No título original, "Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde", trata-se de uma novela gótica escrita no século XIX, com elementos de ficção científica e terror. É uma fantástica obra literária do grande (grande porque era alto) escritor luso-escocês Robert Louis Stevenson  que era filho de um emigrante português chamado Esteves.

A versão original foi publicada em Janeiro do ano de 1886, da qual foram produzidas algumas versões cinematográficas.

O filme mais visto em Portugal teve como actores destacados, Steps Rabbit e Anibal Cannibal, cujas interpretações foram muito aclamadas pela crítica troikista.

Esta edição que vos proponho é muito rara e, por isso, especial. É uma sugestão só para amantes e coleccionadores deste tipo de leitura.

É, sobretudo, um clássico da literatura universal.

 

Géneros: Thriller e ficção científica.

 

"Let's look at a trailer", como diz o outro...

 

 

COMBATER A CRISE COM ESFORÇO REDUZIDO

Acabados de retornar ao calendário lectivo (bem haja, senhor ministro da deseducação!) e ao recarregar de baterias, conquanto o discurso do 5 de Outubro do senhor Presidente da República tenha sido um discurso tíbio e cheio de maus agoiros - já não se pode contar com o homem, porra, aquilo é prenúncio de Alzheimer! - , aqui deixo o meu hino ou se quiserem o meu grito de tocar a reunir ou melhor, o meu toque (não é rectal, tenham lá calma!).
Diz-se que a crise económica é a culpada da actual conjuntura sócio-política ou político-social, tanto faz. São as desculpas recorrentes que vamos ouvindo e lendo ao longo dos anos; ou elas não fossem recorrentes! Talvez exista aqui algum fundamento se pensarmos que, excluindo a crise dos outros, já cá existia uma há uma porrada de séculos.
A primeira situação de crise parece ter despontado no inicio da nossa fundação, quando os interesses do governo de Dona Teresa de Leão e os de seu filho Afonso Henriques entraram em colisão e resolveram a coisa à estalada. Situações destas entre uma mãe e um filho não são nada simpáticas e pior, foram um mau presságio para o que viria depois. O resultado é isto, passados quase novecentos anos de história.
Mas, regressando ao assunto sobre o qual me propus escrever, penso que não se pode continuar a baixar os braços e confiar cegamente no poder Divino. O Senhor nem sempre está virado para aí ou seja, Ele é omnisciente e omnipotente, mas nem sempre é omnipresente. Portanto, não exageremos nas nossas reivindicações; temos que dar uma ajudinha, ser autónomos que diabo! Peço desculpa por misturar o profano com o sagrado, mas aqui até fica bem.
Há novos caminhos a percorrer. Se estiverem cheios de balsas, alguém tem que os desbravar. Afinal onde pára o engenho dos portugueses e o tão afamado espírito do desenrasca (não confundir com "geração rasca", expressão inventada pelo "senhor Silva")?
Por isso, este meu texto é o culminar de uma reflexão muito profunda e muito séria acerca da problemática da crise e penso que um contributo para ajudar a combatê-la. A bem da Nação, evidentemente.
Assim, para vencer a crise, é vital que ataquemos a coisa de frente três vezes sem tirar (há quem a ataque por trás; é tudo uma questão de perspectiva):

 

TECNOLOGIA DE PONTA

- Temos as horas de ponta, a ponta de Sagres, a ponta sobre o Tejo, a ponta Vasco da Gama, alguns fins de semana com pontas, a faca de ponta e mola, com ponta, sem ponta, mas, indubitavelmente, falta-nos uma verdadeira tecnologia de ponta e uma tecnologia tão sofisticada não se adquire assim do pai para a mãe. No entanto, não vale a pena pensar que somos impotentes perante a falta de ponta. Com um pequeno esforço, talvez possamos ir a tempo de arranjar alguma ponta, enfim, a suficiente para termos um final feliz. Faz-se o que se pode e a mais não se é obrigado, n'é verdade? Vamos apontar, então, para uma verdadeira tecnologia de ponta. Não somos melhores nem piores que aqueles que não descortinam a ponta dum corno quando nos apontam o dedo como os maiores esbanjadores de fundos europeus.

Um ponta pé no cu e vão para a ponta que os pariu!

 

MEDIDAS INTERNAS

- Para além da ponta, há que adoptar medidas internas urgentes, entre as quais destaco a importância da confiança na palavra dos políticos. Temos que acabar com essa noção errada, adquirida ao longo das últimas décadas, de que confiarmos os nossos destinos a essa distinta classe é o mesmo que aceitarmos cheques sem sabermos se têm provisão. Temos o dever patriótico de lhes dar mais uma oportunidade. Demo-lhes, então, mais uma entre as centenas que já lhes demos e não será por aí que o gato vai às filhós.
Outra falsa noção sobre a insalubridade que se instalou nas nossas rotinas e que contribuiu substancialmente para o nosso défice, é o hábito de tomar banho todos os dias. Temos de reintroduzir o ancestral costume do banho semanal, com tendência gradual para o banho anal...perdão, anual.
Razão tinham os nossos avós quando afirmavam que lavagens frequentes causavam catarro e secavam a pele. Poupa-se água, gás e luz e diminui o preço da carne de porco.
Penso que outra medida interessante seria limpar o sarampo a 60 por cento dos velhinhos reformados que só dão é despesas. Como? - Devem-se estar a perguntar. Pois, não apontem para mim porque também não sei qual o melhor método. Posso dar umas sugestões, baseado no trabalho que está a ser feito pelo governo, só isso. 
Como sabem, há um sujeito que tutela a falta de saúde que deu um passo importante no sentido de ficarmos mais aliviados de velhinhos. O senhor corta, a torto e a direito, pensando que está a gerir um banco. Não se pode exigir a um contador de notas que seja cirurgião (não sei quem foi o filósofo que inventou esta máxima).

 

EXPORTAÇÕES

- Continuamos concentrados nas exportações de vinho do Porto, vinho de mesa, azeite, rolhas de cortiça, calçado, papel higiénico Renova, panelas de pressão Silampos (passe a publicidade) e pouco mais. Temos fortes potencialidades para alargar o âmbito das mesmas a outros sectores da actividade económica, por forma a que, finalmente, possamos equilibrar a nossa balança de pagamentos e reduzir o nosso défice.
Destaco algumas ideias que me parecem pertinentes:
Chá, tapetes de Arraiolos e gatos para a Pérsia; Casas e rosas para o Butão; Milho para o Peru; Pescada para o Chile; Patos para a Patagónia, Rissóis para os Camarões; Negócios para a China; Cavaco e Maria para o Vaticano; Lâminas para Barbados; Malte para a Malta; Solas para o Ceilão, et cetera.
Se houver vontade política e capacidade empreendedora, é só negociar com os candidatos a importadores das nossas matérias, pois não nos faltam produtos para exportação.

E pronto. Penso que estas sugestões que aqui deixo para tentar minorar a crise devem ser objecto de um estudo muito sério por parte de quem de direito, seja ele administrativo, canónico, civil, comercial, comunitário, fiscal, internacional, penal/criminal, público, de autor e afins.

Oxalá esta minha dica seja uma indicação útil e proveitosa - passe a redundância.

Pág. 1/2

Mais sobre mim

foto do autor

NOTA MUITO IMPORTANTE

O AUTOR DESTE BLOGUE ESTÁ-SE A MARIMBAR PARA O ACORDO ORTOGRÁFICO!

ESPREITADELAS

hitwebcounter

FLORES DE MAIO

Mensagens

JAZZ COM BIFANAS

O SEU A SEU DONO

Se, neste blogue, houver lugar à existência de qualquer violação de direitos de autores de obras intelectuais, agradeço que me contactem através de joaoratao1@sapo.pt (ou aqui), por forma a poder corrigir a situação. Obrigado.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D

Calendário

Outubro 2014

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Comentários recentes

  • Anónimo

    Bocage in "O Bordel Português"Saudações cordiais

  • Anónimo

    Faz-nos pensar que, aqui e ali, ainda se vão encon...

  • Anónimo

    Faz lembrar essa grande quadra de autor desconheci...

  • Anónimo

    Eu ia dizer - que f.... da ..... de texto tão rico...

  • João Ratão

    Pois, com certeza, nem refuto!

subscrever feeds

Pesquisar